domingo, 31 de maio de 2009

É PRA PENSAR


Reforma Ortográfica: Que puta IDÉIA errada!
(A charge é de Renato Machado. E o comentário... Advinha?)

ESPELHO PARTIDO


"As pessoas praticam o mal por absoluta descrença no bem. E com relação a isso, não há como culpá-las". - J. Costa Jr.

DICA DE MÚSICA


AGNUS DEI - de Samuel Barber (http://www.youtube.com/watch?v=a1gmgPFt_ww)
Foto: Fachada da Igreja Matriz de São João Batista de Rio Claro/SP

HOMENS E IDÉIAS


"Toda necessidade traz consigo a dor" - Arthur Schopenhauer (1788-1860)

sábado, 30 de maio de 2009

HORTO FLORESTAL DE RIO CLARO, 100 ANOS


Oração ao Navarro: O pulmão nosso de cada dia dai-nos hoje... Amém.

DICA DE LIVRO


Inverno da Guerra - de Joel Silveira - Dramático relato do jornalista, tradutor e escritor brasileiro que durante a Segunda Guerra Mundial trabalhou como correspondente para o Diário Associados de Assis Chateaubriand. (http://www.mercadolivre.com.br/).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

INSPIRAÇÃO


Percorres dias e noites entre nuvens... sem encontrar-te.

ESCRIBAS




Há duas coisas na vida dos escritores, como nós, que eu repudio. Uma, é que a maioria das pessoas que não são como nós, se esquece que, antes de sermos inventores de estória e bisbilhoteiros da vida alheia, somos gente.


A outra, é que também essa maioria, não compreende e não admite que, alguém que escreve sobre dor, perda, frustração, derrota - e, ainda - êxtase, conquista, prazer e vitória, possui sangue correndo em suas veias, é sensível, como todo e qualquer ser humano. Portanto, sujeito a emoções. Chora, mesmo que às escondidas. Mente a si mesmo e aos outros para conseguir respirar de novo, levantar os olhos do chão, seguir adiante.

O RENEGADO


Alguns leitores (pois acreditem eu os tenho!) me perguntam às vezes porque motivos eu parei de publicar meus artigos e crônicas na imprensa escrita de Rio Claro. A resposta que eles já possuem, eu a torno pública a partir deste instante. Não foi eu que parei com a imprensa escrita de Rio Claro, ela é que parou comigo. E não há nenhum mal nisso. Ela publica o que e quem lhe interessa. É seu direito. O meu é continuar escrevendo. Por isso a razão desse Blog. Por isso minha gratidão àqueles que sempre me prestigiaram e jamais faltaram comigo, dentre eles, Favari Filho.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SÉCULO XXI, PRÓXIMA PARADA?


As gerações que a minha antecederam lutaram por direitos à liberdade de expressão, à igualdade racial, social e econômica. Eles tinham todas as causas pelas quais lutar. À minha geração restou uma única causa pela qual lutar: a sobrevivência; do planeta e da espécie humana. Afinal, já se observa a escassez de alimento e água potável, o esgotamento dos recursos naturais, de matérias-primas e de fontes de energia. Chegará o tempo, e não demora, em que teremos dinheiro no bolso, mas não teremos um copo d'água pra matar a sede. Talvez poderemos mais do que apenas recolher cadávares. Mas, esse algo mais, exige uma consciência universal e um espírito fraterno que nem a minha geração e nem as que a antecederam possuem. Falta-nos o entendimento coletivo de que espírito não é o que temos, é o que somos. E, portanto, aprendizes da vida, inquilinos neste mundo, o qual, não nos pertence.

DICA DE MÚSICA

NEW DAW FADES - Joy Division - (http://www.youtube.com/watch?v=yyYK5fqfRl4)

PROVOCAÇÕES 2

Deitar é um crime; dormir é um crime hediondo; sonhar é um crime imperdoável, que merece pena de morte ao vagabundo que se propõe a fazê-lo.

DICA DE LIVRO


CARTAS NA RUA - de Charles Bukowski - talvez, o mais descolado autor norte-americano do século XX, e, portanto, genial. (http://www.mercadolivre.com.br/)

sábado, 23 de maio de 2009

RIO CLARO, LÁGRIMAS SOB O CÉU AZUL


Apesar do fato recente muito já se disse na mídia rioclarense e nacional sobre o lamentável episódio com a menina rioclarense Gabriela Nunes de Araújo, de apenas 8 anos. É papel da imprensa repercutir os acontecimentos dessa natureza para que as pessoas se sensibilizem e sejam levadas à reflexão. Apontar culpados para o cenário de violência que se vive atualmente é inútil, porque, de algum modo, somos todos culpados. O que interessa agora é saber como banir a violência de nossa sociedade. Atualmente os bandidos roubam porque estão insatisfeitos com a vida, não porque tem fome; seqüestram, não por razões políticas, mas para obter recursos para aumentar ainda mais seu arsenal de armas e seu armazém de drogas; matam, porque lhes falta o princípio cristão que deveria, já passados mais de dois mil anos nortear a conduta do ser humano.
A legislação penal de 1940 está completamente defasada em relação à infeliz realidade brasileira onde a violência se faz presente na família, na escola e no trabalho e até, em segmentos religiosos. E isto ocorre, porque em nenhum desses ambientes se forma valores morais. A sociedade de consumo impede isso.
Em nível nacional passam os governos e as reformas política e judiciária não acontecem. E por que não acontecem? Por nossa culpa ao elegermos homens e não projetos.
Enquanto nação temos o triste defeito de esperarmos que os outros resolvam tudo por nós ao invés de arregaçarmos as mangas e lutarmos por nossas necessidades, dentre elas, a segurança. Gostamos de nos reunirmos e falarmos, falarmos e falarmos, mas dessas reuniões, resulta pouco ou nada de objetivo.
Esperamos do governo as ações. Mas que ações podemos esperar dos governos que elegemos?
A maior deficiência do brasileiro não é social, não é política, nem religiosa, é moral. E é curioso observar isso, quando o país é considerado muito religioso por abrigar, sem distinção, todos os credos. Procura-se Deus pela dor, dificilmente pela razão. Bate-se à porta de um templo religioso não para buscar a necessária reforma íntima que, dentre outros benefícios, tornaria as pessoas mais bondosas e, portanto, menos violentas, mas em busca do emprego, do namorado, do dinheiro para adquirir um bem ou pagar as dívidas.
Vê-se, por essas e outras, que estamos ainda muito longe do que preconiza o filósofo e escritor Leon Dennis (1846-1927), ao afirmar que a finalidade da existência humana não é adquirir bens efêmeros, mas, esclarecer a inteligência, purificar a alma, elevar-se a Deus. Tolos e desinteressados, passamos toda a vida, breve vida, achando que jamais iremos nos deparar com Ele. E se Ele de fato tivéssemos dentro de nós, talvez, não seríamos tão estúpidos a ponto de dispararmos uma arma de fogo contra uma menina de 8 anos. Porque, quando fatos como esse acontecem, nos sentimos todos um pouco culpados, pela nossa omissão para com a responsabilidade que temos enquanto seres inteligentes que vivem em sociedade. Não há mais desculpas. Não há mais como tolerar. Ou mudamos o rumo de nossas vidas ou a Vida desistirá de nós.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ADEUS, MENINOS


Pertencemos a uma sociedade que, nas últimas décadas, sujeitou-se a adquirir e consumir cultura, sentada na sala, diante da tevê, comendo pizza e pipoca, bebendo coca-cola. Hoje, se paga o preço por isso, através da arrogância intelectual de nossos pais e da miséria ideológica de nossos filhos.
Por isso, as bibliotecas estão vazias, os museus abandonados, as livrarias são desconhecidas.
Por isso os escritores pensam ao escrever e não sentem o que escrevem, porque desaprenderam a fazê-lo.
Por isso nossos filhos jamais saberão o prazer de se sentar numa praça, domingo pela manhã, e ler um bom livro. Porque daqui algum tempo, e não demora muito, onde estarão as praças, onde estarão os livros?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PÊNDULO


Os comuns procuram a agulha no palheiro. Os gênios convencem os comuns de que existe agulha no palheiro, e que é possível achá-la.

DICA DE LIVRO


"O Viajante" - romance (inacabado) de Lucio Cardoso, que renunciou à vida comum em favor dos seus sonhos, para os quais viveu intensamente. Cardoso bateu às portas da ilusão. E ousou entrar. E, talvez, seja justamente isso o que faz a diferença entre aqueles que são e os que desejam ser. - (http://www.mercadolivrel.com.br/)

CAPELA


As idéias devem penetrar a mente, circular por ela, mas não permanecer. As aves ocupam o céu voando.

LOVE SONG'S

Toda história de amor começa com o pingo de uma lágrima e uma gota de sangue

PENSAMENTO VIVO


Os inteligentes compreendem a lei e a interpretam. Os ignorantes a respeitam.

MENTIRINHA

Portugal é o Brasil que deu certo. Afinal, Deus é brasileiro.

E PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI

Tá falado.

MAIS DE OUTRAS

A Bíblia é como feijoada. Tem todos os ingredientes. E cada um escolhe e degusta o que lhe apetece.

OUTRAS DAQUELAS

Cair não é problema. Problema é não levantar.

PROVOCAÇÕES

Ter fé é desvalorizar o merecimento.

LÁPIS

O escritor tem dois caminhos a seguir: escrever sobre o que as coisas foram e escrever sobre o que as coisas não foram. Mas há escritores, quase sempre os melhores, que desbravam um terceiro caminho: sobre o que as coisas poderiam ter sido.

EXISTÊNCIA, O QUE ISSO IMPORTA?

Para o sábio chinês Lao Tsé (1324-1408 a.C), forte é quem vence suas más inclinações. Não foi o caso de Ian Curtis, vocalista da banda Joy Division. Ele escolheu a morte aos 23 anos. Não pôde resistir à epilepsia, um casamento fracassado, as conseqüências de um adultério, a responsabilidade de ser pai, sem se sentir preparado para tanto, e à dúvida entre decidir-se pela incerta carreira solo ou continuar à frente da banda até que esta fosse consumida pela mesmice e o tempo, devido à superexposição. Chega-se facilmente a estas conclusões ao assistir a Control, filme do diretor holandês Anton Corbijn, que retrata a breve existência e meteórica carreira de Ian Curtis e sua banda, cujo nome, fora inspirado na área dos campos de extermínio onde as prisioneiras judias eram oferecidas sexualmente aos oficiais nazistas.
Em 2007, o filme recebeu o prêmio “Câmera de Ouro” do Festival de Cannes, o mesmo que, em 2009, premiou a atriz brasileira Sandra Corveloni por seu trabalho em Linha de Passe de Walter Salles e Daniela Thomas.
Control é baseado nas memórias de Deborah Curtis, viúva de Ian. O diretor Corbijn havia trabalhado com a banda, no final dos anos 70, mas, na condição de fotógrafo.
Os clipes da banda, disponíveis na Internet e o filme em questão desestimulam aos que pretendem acreditar que Curtis era um sujeito normal, embora misterioso. A angústia pela qual se via envolvido refletia-se nas letras de suas músicas, como se percebe no trecho de “Heart and Soul” que dá título a este artigo.
Conta-se que, antes de se juntar a Peter Hook, Bernard Summer e Stephen Morris e formar a mítica Joy Division, Curtis era um sujeito calado que, vestia uma jaqueta onde se lia nas costas a palavra Rage (Ódio) e perambulava pelas ruas da cinza e depressiva cidade de Manchester, para assistir aos shows de bandas como Velvet Underground, Buzzcocks e Sex Pistols.
A geração de Curtis cresceu fortemente influenciada pelo movimento punk, surgido na Inglaterra, em meados dos anos 70, e que, no âmbito da música, leia-se rocknroll, estimulava qualquer garoto insatisfeito e metido à poeta a revolucionar a música e talvez a sociedade utilizando três acordes e boa dose de atitude. Vivesse hoje e possivelmente Curtis escrevesse livros como os de Nick Hornby. Mas o compromisso de Curtis era com a verdade, a sua verdade, a exemplo de Jim Morrison (The Doors), mesmo que para isso ele tivesse de ultrapassar os limites da razão. Para uma pessoa que pensa dessa forma, a morte não significa absolutamente nada, tão pouco a vida.
Filmes como Control, embora seja uma biografia ficcional, são bastante oportunos para lembrar as pessoas comuns que os seres humanos vêem antes dos ídolos, embora sejam a mesma pessoa. O trabalho de Ian Curtis e sua banda ganharam as páginas da história com louvor. O homem Ian Curtis, como tantos outros que se atiram aos braços do nada esperando alcançar resposta para a vida, merece ser analisado e compreendido.
A propósito, Lao Tsé, também foi aquele que disse: “Eterno é quem supera a própria sorte”. Curtis não o deixa mentir. Como artista. Apenas.
(Artigo publicado no Jornal Cidade de Rio Claro, em 12/06/2008)

PENSE E REPENSE

Todo ser humano deveria ter direito a dar pelo menos uma volta no espaço sideral para que tomasse ciência da sua insignificância

domingo, 17 de maio de 2009

PENSEPENSE

O escritor apressado morre cru.

A PRAÇA AINDA PULSA

Poderia ser o cartão postal de Rio Claro. Mas não é. A beleza das árvores enormes e frondosas, as folhagens e plantas ornamentais, e os monumentos históricos são ofuscados pela marginalidade e a insegurança que desta resulta. Comenta-se sobre a possibilidade da colocação de grades em torno da Praça XV de Novembro, mais conhecido como Jardim Público. Talvez seja um paliativo, mas, certamente, não é a solução. E qual a solução? É ocupar o Jardim Público, com atividades sócio-culturais e artísticas, de modo a torná-lo agradável e atraente ao munícipe que, por vezes, procura em vão por um lugar onde possa desfrutar do seu necessário e legítimo lazer. Não é preciso incomodar os camelôs. Eles são um atrativo para que as pessoas de bem freqüentem o local. O que afasta as pessoas do Jardim Público é o consumo e o tráfico de drogas, a prostituição e os assaltos que, infelizmente ocorrem diariamente a olhos vistos. Uma ação preventiva e constante da Guarda Civil Municipal poderia resolver o problema trazendo a segurança que ora não existe. As companhias de teatro - como já o faz a Cia. Quanta -, as academias de dança, os escritores, os poetas, os músicos poderiam ocupar o Jardim Público, porque se isto fizerem, aqueles que para lá se deslocam com más intenções não mais encontrão ambiente e oportunidade para colocarem em prática suas idéias equivocadas e desprovidas de bom senso. Talvez até encontrem motivação para renovarem suas atitudes e a sua maneira de encarar a vida e assim, se tornarem pessoas melhores. Seria interessante que houvesse placas explicativas e legíveis, e guias preparados para informar as pessoas, as crianças, principalmente, o que significam aqueles monumentos, o coreto, a gruta escondida do leão, e também, para contar a história do local, muito bonita e palco de acontecimentos marcantes como os festejos da abolição da escravatura, que este centenário Diário tão bem retratou à época em suas páginas. Serve como exemplo bastante positivo a iniciativa do Grêmio dos Seresteiros que, aos domingos, ocupam com alegria, harmonia e descontração, o mesmo espaço que, durante a semana, é ocupado por aqueles que, infelizmente, ainda não encontraram nada de bom para fazerem de suas vidas.
O Jardim Público é o coração da cidade, um lugar bonito demais, importante demais para continuar como está. Idéias para revitalizá-lo e torná-lo de novo atraente à população existem e são muitas. O que se faz necessário, é arregaçar as mangas e colocá-las em prática. Com a palavra, as autoridades. E a sociedade rioclarense, porque a ela, pertence o Jardim Público.

ADEUS, MENINOS

Pertencemos a uma sociedade que, nas últimas décadas, sujeitou-se a adquirir e consumir cultura, sentada na sala, diante da tevê, comendo pizza e pipoca, bebendo coca-cola. Hoje, se paga o preço por isso, através da arrogância intelectual de nossos pais e da miséria ideológica de nossos filhos.

Por isso, as bibliotecas estão vazias, os museus abandonados, as livrarias são desconhecidas.

Por isso os escritores pensam ao escrever e não sentem o que escrevem, porque desaprenderam a fazê-lo.

Por isso nossos filhos jamais saberão o prazer de se sentar numa praça, domingo pela manhã, e ler um bom livro. Porque daqui algum tempo, e não demora muito, onde estarão as praças, onde estarão os livros?