terça-feira, 25 de agosto de 2009

BRINCANDO COM BRINQUEDOS


E qual história o destino escolherá para ser contada? O que fará a diferença em favor deste ou daquele? Por que um será o primeiro? E os demais serão os outros, serão números, estatísticas, prêmios de consolação, de participação. Prêmios. Ele não queria ser honra ao mérito. Queria o lugar mais alto do pódio. O retrato exclusivo da festa, só seu. Para quê outros? Frases feitas! Ok. Ditas desde o princípio, por aqueles que hoje jazem em úmidas sepulturas esquecidas sob árvores frondosas que, ao final de tarde, recebem halos de luz vindos do soberano firmamento. Difícil construção, não é? Claro, ele não deixaria por menos. Era mesmo um autor difícil que escrevia frases curtas, objetivas, rasas e profundas. Largas.

Estava à procura de uma história pra contar, como aquela do Verão que se despede...

Aos poucos, porque diferente não poderia ser. Não poderia ser diferente. Qual a diferença? Faltam cinco linhas pra terminar essa história. Frases curtas. Parágrafos breves. A primeira frase, a mais verdadeira possível.

Tempo. Lutadores em seus corners. Tempo pra acender um cigarro e a abrir a lata de cerveja. Era mesmo um idiota. Estava à procura dos laços e entrelaços de personagens que desconhecia, do fio condutor, o fio da meada, da trama, da história que pretendia contar, de um Verão que se despede, quando já não precisava disso. Porque achara uma das cartas que Bukowski deixara cair nas ruas. E lera o segredo banhado do aroma etílico de um Bourbon envelhecido em barril de carvalho. Estava falando grego? Ele falava quando escrevia. Nem todo autor consegue tal proeza. Alguns esperam as doze badaladas, ele esperava o silêncio. Enquanto todos dormem, ele escreve. Pelado. Desprovido de roupas e idéias. Com acento ou sem. Idéias. Com acento fica melhor. Mais bonitinho. E Língua Portuguesa é bicho enjoado mesmo. Tudo tem que estar bonitinho.

Porque agora, prepare-se leitor notívago, ele irá levá-lo por um caminho o qual você jamais percorreu. São 6 horas da manhã. Vamos lá, rapaz, desperte... E aproveite o dia. Enquanto todos dormem. E ele escreve.

Um comentário:

  1. Grande Cara, Nada como um ótimo canal como esse para que possamos de uma certa forma fazer manifestar um pouco de arte.
    Continue firme!

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