sexta-feira, 25 de setembro de 2009

NAS BARBAS E NO RABO DO PODER


Daqui a alguns anos talvez nos deparemos com o seguinte slogan eleitoral: Beira-Mar pra Presidente. Não duvidem. Se os planos do PT e Lula prosperarem e, tudo indica que sim, teremos a partir de 2011 uma ex-seqüestradora como Presidenta da República.

Cá entre nós. “Jamais houve e jamais haverá – com licença, Lula – na história deste país uma revolução. Por quê? Simples de entender. Esses movimentos dependem de mobilização e, sobretudo, de quem os organize. Ou seja, precisa de pessoas cultas, altruístas, dispostas ao sacrifício, e que enxerguem ao menos um palmo além dos olhos, algo, digamos, raro, muito raro em se tratando de Brasil.

Nenhum governo que se preze pretende um povo culto, esclarecido e educado. Porque povos assim sabem reivindicar, apontar defeitos, propor e cobrar soluções. E quem é que gosta de ter uma pedra no sapato. Uma pedreira então?

Governos nada mais são do que grupos (geralmente econômicos) que detém o poder para tratar de seus interesses. Não dos nossos, bem entendido. E seu objetivo é uno: manter-se no Poder. Duvida? Acha que estou exagerando? Então pense comigo: Trocarias uma ilha paradisíaca com todas as despesas pagas pra morar de aluguel num barraco de favela ganhando salário mínimo? Am?...Tá respondido.

Outra coisa. Porque desgraça pouca – dizia minha avó – é bobagem. Moradores de cidades do interior, como Rio Claro, a Sky Blue e das Orquídeas (falô, Zotarelli!), que se interessam por informar-se e adquirir conhecimento e cultura, talvez se perguntem por que cargas d’água os jornais (se existem na verdadeira acepção que o termo exige), veiculam aos sábados e domingos suplementos de todo tipo de cultura inútil e não algo que preste. É pelos motivos já expostos anteriormente. Não há interesse em fomentar e divulgar cultura e conhecimento. Primeiro, porque atualmente, os jornais impressos de pequeno porte se comparados aos dos grandes centros, dependem do comedouro do Poder Público. Não sobrevivem sem a ração dos Governos Municipais. Ou aceita as regras do jogo, ditadas pelo dono da bola, ou não participa do jogo. Segundo, entendem os iluminados da publicidade, e jornal impresso em cidade do interior, tornou-se de uns anos para cá nada mais que um braço da publicidade, apenas isso, que, consumidores de cultura são pessoas de bom senão ótimo poder aquisitivo, e estes não irão comprar ou assinar os diarinhos que circulam no "interiô". Mas esse é um público alvo que precisa ser atingido e conquistado de alguma forma porque são clientes em potencial. Portanto, oferecem-se anúncios de perfumes, carros, viagens e roupas de grife, aquelas só usadas nas tele-novelas, nos desfiles e nas fotos de revistas de moda. E registra-se close-up’s das celebridades efêmeras que, feito mosquitinhos em torno da lâmpada, freqüentam eventos sociais de procedência e gosto duvidosos. E pronto. Está montado o espetáculo onde sempre acabam satisfeitos proprietários e clientes.

Há de se encontrar nesses veículos de comunicação as meias-verdades, supra-sumo da filosofia de salão de beleza como: “Amar é...” e “O meu livro preferido”, que certamente mofará na estante e jamais será lido. Mas não há de se encontrar, por exemplo, a biografia do pesquisador e historiador Paulo Rodrigues nem a trajetória do Grupo Banzo.

Em termos de Brasil, levou séculos para que a elite econômica percebesse as pedras de toque capaz de apaziguar os ânimos exaltados e pavimentar o caminho da permanência no Poder. São elas: 1) A democracia é o melhor disfarce, porque através da ilusão do voto, mantém-se perenemente a esperança de que tudo pode dar certo, e se não der pode ser mudado. Funciona, porque o povo, iludido com o direito de exercer sua cidadania através do voto, não percebe que só irá votar nos candidatos que já estão escolhidos. Ou seja, o eleitor tem o direito a escolher, sim: a arma com a qual irá se suicidar. 2) Desde Otaviano, o Imperador Romano, pão e circo são meios eficientes para satisfazer a platéia, porque o primeiro mata a fome – que o diga o Bolsa Família – e o segundo, ilude a mente e extasia o espírito. Ah, o espírito! 3) Sem contar que o Bolsa Família nada mais é do que a recompensa para o cãozinho que vem beijar a mão do dono.

Há saída para este caminho? Difícil. Talvez, as gerações futuras a descubram. A nossa, fracassou em sua tentativa.

2 comentários:

  1. Caramba, toda vez que tento falar disso no meu blog ninguém comenta nada, estou com medo do futuro do país eu queria conquistar as pessoas aos poucos com aquilo que "sei" falar (o amor) e depois aos poucos falar disso...
    Gostei do post...
    Parabens.
    abraços

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  2. Infelizmente nosso país é palco de um terrível espetáculo.Muitos simplesmente não se importam mais!A regra para os votos é "escolher o menos pior".Não bastasse os corruptos do futuro,a política nacional parece estar "importando"malfeitores do passado recente da nossa história,dois deles já muito conhecidos.
    Um,"se achando" imortal,outro,voltando,talvez para "se apropriar" um pouco mais das riquezas nacionais.Dessa maneira o Brasil nunca deixará de ser o "país do futuro",a nação não sai do lugar,não evolui.
    Uma revolução começa com sonhos.E esse é um artigo cada vez mais raro na nossa sociedade,e não se pode "dar"ideais,é um valor que tem que estar presente na alma de cada um.Não existe "Bolsa Ideal".
    Sinceramente acho que a única solução para romper este ciclo vicioso é o povo brasileiro tomar coragem e mostrar que entre um horrível e outro mais ou menos ruim,não quer nenhum.Só vai aceitar um ótimo,excelente!E se esse depois de eleito começar a trair suas promessas,tirar ele do poder na hora.E para que ele não volte,simplesmente mudar algumas palavras,em vez de"ficará fora da política durante...anos",escrever,"ficará fora da política para sempre,ou para ser menos radical,por 300 anos!!!".
    Minha idéia pode parecer impossível,quem sabe?Mas resolvi escrever mesmo assim,pois não suporto mais tanto deboche dos políticos com as pessoas honestas e trabalhadoras.
    Parabéns pela postagem e consciência!!!Abraços!

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