quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

APAGANDO VELINHAS


Bom, já que ninguém se lembra Dele resolvi fazê-lo. O aspecto festivo da data perdeu por completo o sentido para mim desde que minha mãe desencarnou há 18 anos.

Todos procuram reunir-se nestas horas eu procuro isolar-me. E refletir sobre o quanto sou ingrato e indiferente àquele que deu a sua vida por mim. Tenho me esforçado mais nos últimos tempos para melhorar um pouco. Afinal o caminho se estreita, o destino está próximo. O trem está por chegar. E eu gostaria muito, muito mesmo de voltar para casa um pouco melhor do que aqui cheguei.

Creiam-me. Não me iludo com as promessas e os sonhos que movem a maioria das pessoas. Conheço a todos eles. Sei da sua beleza exterior e do seu conteúdo vazio. O plebeu aqui já foi rei. E sabe de uma coisa? Grande merda ser rei. Você nasce chorando e morre fedendo como todo mundo.

Você já viu alguém que tenha 200 anos? Pois é. Tudo passa. E nós passamos pelo tempo (Emmanuel) e não ele por nós.

Por falar em anos. Há 2009 anos fez-se a luz. Não aquela da Gênese que ilumina a Terra, mas a luz que ilumina espírito que somos. E ainda caminhamos na escuridão. Porque queremos. Porque não entendemos. Porque não temos forças.

Agora nesse instante alguém que estiver lendo isso dirá: Louco. Mas saibam que já me incomodaram muito mais aqueles que me desprezam e me ignoram. Tenho pena deles. Porque logo pisarão o chão lamacento que piso. Não vejo a hora de passar-lhes o bastão.

Mas é Natal. E estou contaminado do espírito de Scrooge. Encontrei esse cara quando eu tinha 17 anos. Justamente quando comecei a escrever. Foi numa noite como esta de 24 de dezembro. Todos já haviam ido dormir. E eu fiquei na sala assistindo televisão. Era um filme baseado na obra de Charles Dickens. Desse autor eu tinha lido Hard Times (Tempos Difíceis,1854) da coleção do Clube do Livro do qual meu pai era assinante. Eram livros de capas simples formato pequeno para os padrões atuais. Mas eram livros. Para se ler. Traduzidos por gente que sabia do assunto. Não eram objetos de decoração. Eram livros.

Eu queria muito sentir o que todos sentem nesse dia. Mas eu só consigo pensar sobre o que representa a data simbólica uma vez que a data verdadeira não se tem conhecimento.

Aristóteles afirmava que quem deseja saber a verdade deve questionar tudo.

Mais importante, entretanto, do que saber se Jesus viveu entre os essênios, se foi resgatado com vida da cruz, se caminhou sobre as águas e se desencarnou na Índia beirando os 100 anos; e se é o sexto dos sete raios da Grande Fraternidade Branca, também conhecido como Sananda; e se tinha olhos claros, tinha irmãos. Nada disso importa diante do mistério maior: Ele é o que é, e fez o que fez, e esteve entre nós. Em carne e osso. Prova de que se Ele pode, nós também podemos. Porque também somos filhos de Deus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário