sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

JÁ TE SENTISTE ASSIM?


Já te sentiste assim? Parece que todos sorriem, e você não tem motivo nenhum para fazê-lo. Acontece muito nessa época do ano. É normal. É passageiro. Não é normal quando acontece sempre. Aí pode ser depressão. E que, se confirmada, significa que você precisa de ajuda. Mas onde buscá-la? Na família? No amigo mais próximo? Em Deus? Não importa onde você busque ajuda ela nada poderá fazer por você se você não fizer sua parte. E a sua parte é a mais simples e a mais difícil ao mesmo tempo porque requer uma atitude que exige coragem: tomar a iniciativa movida pela vontade. A vontade de mudar. E mudar para ser feliz. Tudo o que um ser humano deseja é ser feliz. Nada mais, nada menos. Ocorre que, vivendo num mundo imediatista, competitivo e tão contraditório onde a natureza, apesar de tão bela encerra tanto sofrimento lhe se torna difícil a sua jornada. Tornou-se o homem bitolado feito máquina, trabalha, produz, consome. Necessidades são a todo instante criadas por apelos veiculados através dos meios de comunicação. O homem não tem tempo de pensar, desaprende a pensar. Precisa seguir o caminho estabelecido e se dele se desviar azar do homem. Fica para trás, se perde, é excluído, acaba inexistindo, ainda que exista.

Alguns vêem nesse caminho a marcha do progresso humano. Factível, se não se perguntar: para que serve o homem? Qual seu destino? E esta idéia predomina porque é baseada numa outra idéia completamente equivocada e distante da realidade: espírito é o que tem o homem e não o que ele é.

Mas é uma idéia estúpida de tão infantil, porque aí estão os cemitérios para demonstrar que espírito é o que somos e não o que temos. O que temos é aquilo que é depositado no cemitério: o homem.

Por que em pleno século XXI já avançando para segundo decênio é tão difícil de compreender isso é a pergunta que se faz.

A esperança está naqueles que chegam. Trazem consigo o cabedal de sua evolução conquistada à base de muito esforço, quedas, repetições. Aços forjados no fogo. Últimos que se tornam primeiros.

Haverão de ser o chicote de que fala Lázaro no capítulo 9 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, tópico 8, segundo parágrafo: “... Ai do espírito preguiçoso, daquele que fecha seu entendimento! Infeliz! Porque nós que somos os guias da Humanidade em marcha, o atingiremos com o chicote, e forçaremos sua vontade rebelde no duplo esforço do freio e da espora; toda resistência orgulhosa deverá ceder, cedo ou tarde, mas bem-aventurados os que são brandos, porque prestarão dócil ouvidos aos ensinos”.

Portanto, desperdiçar a vida e a oportunidade que ela representa entregando-se ao desespero, ao desânimo, à escuridão onde habitam os piores sentimentos é perda de tempo. A vida nos dá tudo o que precisamos e o que merecemos. Fica fácil aceitar isso quando se tem a fé do tamanho de um grão de mostarda. Fé que nos permite a consciência e a certeza de que a vida é além deste mundo. E espírito é o que somos. E que homem é apenas uma condição temporária. Uma roupa a qual vestimos para esta viagem aqui na Terra, que tem hora e dia pra terminar. Enquanto que nós haveremos de continuar. Sempre. Adiante.

Foto ilustrativa: www.botecoliterario.wordpress.com

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