sábado, 9 de janeiro de 2010

Diários de Bicicleta (Publicado a partir de hoje, neste Blog, aos sábados).

Finalmente, depois de vários dias, o sol desponta na alvorada da Cidade Azul. Pulei da cama cedo, uma heresia em se tratando de um sábado e fui até ao Jardim Público, na região central da cidade, hábito que mantenho desde os tempos em que pelas mãos carinhosas de meu pai, em manhãs como esta, ia até a Banca do Edgard, local hoje ocupado por um simpático e eficiente engraxate, saber se já havia chegado a nova edição do Recruta Zero, comilão de pizzas.
Ao caminhar pelo Jardim, encontrei num dos bancos a edição de hoje de o Tribuna, ali esquecida por algum descuidado leitor, e, depois de matar o tempo – jornal hoje em dia serve pra isso – encontrei com o amigo Paulo Grael que sempre nos proporciona uma conversa agradável e edificante.
No Tribuna, li interessante artigo de Maria Amélia Gardenal, o Paulo Francis de saias  das Letras Rio-clarense, em que a habilidosa cronista comenta sobre a mais nova investida da elite intelectual de Rio Claro. Agora, querem porque querem que Rio Claro tenha a réplica da Torre Eiffel. Não. Não pense besteira de mim, finado leitor. Foi apenas um cafezinho que tomei hoje pela manhã. Trata-se disso mesmo: uma réplica da Torre Eiffel, a ser instalada em um dos pontos de maior movimento de veículos e pedestres da Terra dos Indaiás (E velistas!).
Não é tanto pelo desperdício do dinheiro público, porque esse problema – sai governo entra governo – parece mesmo sem solução, porque os governos nada mais são do que o reflexo do sistema que impera.
O que causa espanto, senão revolta, é o ridículo que representaria a instalação de uma réplica da garbosa e mundialmente conhecida e admirada Torre Eiffel em terras rio-clarenses, que, afinal, tem tudo haver com a França. Somos vizinhos do Asterix, sabiam?

Valha-me Deus! Seria melhor prestar homenagem mais digna ao poeta Florideu Gervásio do que aquele monumento esquisito e indecifrável a ele erigido ao lado da monumental imagem do Anjo da Concórdia.
Porque não instituir a semana Jovelina Moratelli de Letras, para resgatar o nome de uma das melhores cronistas de Rio Claro, que hoje mora no céu, mas que durante muitos anos ela publicou no Jornal Diário do Rio Claro, suas crônicas embasadas nos inquestionáveis valores morais, que hoje em dia incomoda tanta gente.
É que uma réplica da Torre Eiffel lá ficará exposta para todo sempre, ou pelo menos até que a Profecia Maia se cumpra, e eternizará o nome dos ilustres mentores da idéia. E, convenhamos, eles merecem esta glória.
Espero ansioso pelo comentário que L. Favari certamente fará em seu impagável MEGAFONE S.A (http://lourencofavari.blogspot.com/).
Como diria minha saudosa mãe: “Quem pariu Mateus que crie”. Porque eu, com toda a sinceridade, não me sujeito nem mesmo a embalar a peste.

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