segunda-feira, 29 de março de 2010

E-BOOK, NO BOOK.

Promovido pela Câmara Brasileira do Livro e a Frankfurt Buchnesse (leia-se Feira do Livro de Frankfurt) acontece de hoje (29) a 1 de abril, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo,  o Congresso Internacional do Livro Digital.
A proposta é discutir as expectativas e incertezas que envolve o mercado do gênero. Estão previstas as presenças de especialistas no assunto e empresários do ramo.
Mais detalhes: www.congressodolivrodigital.org.br

sábado, 27 de março de 2010

LOVE IN THE AFTERNOON

Há duas maneiras de se conviver com a revolta: destruir a si e aos outros, ou fazer poesia e rockn’roll. Cedo se descobre isso. Eu, incapaz de aprender a tocar algum instrumento, resolvi escrever, acreditando fazer poesia. Saiu uma prosa meio mal acabada, que, quando muito, entretém o leitor. Foi o que se pode arrumar. A revolta ainda existe. Está aqui dentro desse espírito jovem que se recusa envelhecer. Está adormecida. Submetida a um sonho hipnótico através do qual tento, às vezes, confesso, em desespero, tentar convencê-la que a força depende apenas de direção pra fazer diferença entre lágrima e riso. Afinal, tudo é energia. E a revolta, nada mais é que a energia conduzida cegamente. Ironia. Vou perdendo lentamente uma das vistas, a esquerda, enquanto meu espírito se esclarece, começa a enxergar mais e melhor. Raro é o dia em que não me surpreendo um pouco mais leve, um pouco mais limpo. Compreendo agora o que é ser bom e fazer o bem. E a importância do esforço e a persistência, a tenacidade que isso exige para espíritos como eu, cheio de vícios, erros, contradições... Revolta.

Sim, você mesma, indefectível dama, permaneça aí. Não se assanhe a cada vez que ouço Índios ou coisa que o valha. A cada vez que Perfeição aparece nos meus sonhos debaixo do chuveiro e me faz lembrar o que somos e que somos tão jovens. Apesar do espelho.

Seria mesmo ridículo ver Renato e sua Legião em um palco de alguma festa do peão por esse mundo à fora. Graças a Deus isso não aconteceu. Porque Renato não se repetia, reinventava, relia, refazia tudo em três acordes. Ele sim era um Mago. Porque além de escrever, lia as almas. E porque as lia, escrevia.

Fez história. Sobreviveu a um aborto elétrico, saiu da cadeira de rodas para o mundo chamado Brasil. Que como poucos soube entender. 
O sonho acabou? Claro que sim. Sonhos são para sempre. E o que é para sempre, sempre acaba. Não é mesmo Dado?

Engraçado que eu também tive um amigo chamado Marcelo. Ou melhor, dois. Só que eu não me chamo Renato. Embora, na minha adolescência, muitas vezes, desejei que sim.

Hoje não. Hoje o que menos importa para mim são os nomes. Até porque, ainda não compreendi muito bem, quando sou eu e quando são eles que escrevem. Dumas sabia. Eu não sou Dumas. Nem o pai, nem o filho.

Eu sou apenas o cara tão jovem que ainda acredita ter todo o tempo do mundo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

REENCARNAÇÃO. E POR QUE NÃO?

O dia amanhecera triste. Chuva, asfalto molhado, folhas derrubadas pelo vento. Caminhei um pouco pela calçada, esbarrando no muro, e percebi que não estava só. Ela me acompanhava. Vestida de preto, espargindo a frieza do seu espírito em torno de mim, a morte. Se você me tomasse para si hoje, perguntei o que eu levaria comigo? Dinheiro, propriedades, títulos? Ela sorriu do seu jeito. E eu respondi: Não. Mas, conhecimento adquirido, virtudes conquistadas, experiência, as boas amizades que fiz o carinho da família, que desta feita, finalmente pude ter. E tenho certeza que quando eu me conscientizasse dessas coisas, você, morte, deixaria de existir.

Isto me fez pensar que, à luz da razão, chega a ser ridícula a nossa ingenuidade. Entendêssemos, e mais do que entendêssemos, aceitássemos que somos um ser cuja existência está determinada por um período de tempo, toda nossa aspiração de poder, a preocupação em conquistar sempre e em qualquer circunstância, deixariam de ser um tormento, causa da maioria dos nossos infortúnios, e passaria a ser estímulo não apenas para concorrermos por nosso progresso intelectual e espiritual, mas, por de nosso semelhante. Passaríamos a ver o planeta não apenas como o lugar em que vivemos, mas o lugar que nos acolheu, e, muito provavelmente, passaríamos a ter por este lugar zelo e gratidão. É o sentimento que a maioria dos filhos aprende a ter desde pequeno pela casa dos pais, na qual, vivem as primeiras emoções e obtém os primeiros aprendizados. Ninguém gosta que outro piche a sua casa, derrube o muro, destrua a calçada, ou entre, em surdina e traiçoeiramente, para roubar o que dentro dela existe.

Outro entendimento que nos falta, e que certamente nos pouparia de muitas frustrações e sofrimentos é a interpretação de Deus, cuja idéia, concebida por nós, de maneira equivocada, à nossa imagem e semelhança não corresponde à realidade. Mas se somos um ser temporário, o espírito não é. E espírito é o que somos e não o que temos. Humana é a nossa condição momentânea. Espírita é a nossa realidade eterna.

Orgulho à parte, é mais consoladora, justa e racional a idéia de que surgimos para a vida espiritual todos iguais e ignorantes, e sujeitos a evolução conforme nossos esforços.

Lágrimas deixariam de ser derramadas, tivéssemos a compreensão do que nos ensina Emmanuel “não é o tempo que passa por nós, ao contrário, nós é que passamos pelo tempo passamos” Ou seja, desde que criados, vivemos na eternidade.

Mas, em olhando a natureza nós veremos que as folhas caem no outono, levadas pelo vento, mas a árvore é sempre a mesma. Veremos também, que as gramas são cortadas e nascem de novo, mais fortes e abundantes. O sol nasce e se põe, e o faz todos os dias, apesar de eventuais densas nuvens. As sementes são semeadas, mas a terra que as recebe em suas entranhas, é a mesma. As ondas beijam a praia e se afastam depois, e fazem isso a todo instante, e não se cansam.

As coisas se repetem. E disto deduz-se que há uma causa inteligente que concebe, organiza e movimenta esses eventos.

Se tudo se repete, por que não a vida? A nossa vida, espírito que somos. O que há de impossível que todo o processo, da concepção ao nascimento, passando pela condição humana e culminando com a morte, possa se repetir? Qual a dificuldade de entender e aceitar isso? Medo? Do quê, se como espíritos, que é o que somos, somos eternos? Orgulho, para quê? Permaneçamos na condição humana, cem anos, não permaneceremos duzentos.

Vivemos um tempo de transição. Idéias brotam aqui e acolá. Caminharemos adiante, como sempre fizemos, e, independentemente das circunstâncias. Caindo, levantando, e seguindo em frente. Porém, mais aliviados, em paz, confiantes e mais próximos da felicidade – essa aspiração que muitos confundem com alegria, satisfação e prazer efêmeros. Felicidade, entretanto, não é deste mundo. Ainda não. Mas poderá vir a ser. Breve. Será em algum tempo, certamente, quando, espíritos que somos compreendermos e aceitarmos a nossa realidade. Ela não é decepcionante, senão para aqueles que se contenta com o pouco que o orgulho e o egoísmo pode lhes proporcionar. Afinal, para um espírito, que é o que somos que tem consciência da infinitude de sua existência, o que são cem anos desfrutando de poder e riqueza, glória e fortuna, neste mundo?

quarta-feira, 10 de março de 2010

FILME SOBRE CHICO XAVIER ESTREIA EM ABRIL

Com lançamento nacional previsto para abril, o filme Chico Xavier de Daniel Filho, que assina a produção e a direção é aguardado com grande expectativa não apenas pelos adeptos da doutrina espírita Kardecista, mas por aqueles que aprenderam a admirar e respeitar o homem que tinha duas virtudes muito difíceis de serem assimiladas e desenvolvidas em um mundo cada vez mais competitivo e imediatista que eram a humildade e a disposição em fazer o bem ao próximo sem nenhum interesse próprio. O roteiro é adaptado da biografia As Vidas de Chico Xavier do jornalista Marcel Souto Maior. No elenco artistas de peso da dramaturgia brasileira como Paulo Goulart, Carlos Vereza, Christiane Torloni, Cássio Gabus Mendes e Tony Ramos. Três atores retratam Chico nas diversas etapas de sua vida: Matheus Costa, quando criança, Ângelo Antonio na fase adulta, e Nelson Xavier na velhice.

Francisco de Paula Candido, nome de batismo, nasceu em Pedro Leopoldo/MG em 02 de abril de 1910. Ficou órfão de mãe muito cedo e sofreu nas mãos de sua madrinha com quem viveu até seu pai contrair segundas núpcias e dar-lhe um novo lar e uma nova mãe.

Sua primeira psicografia, ocorrida em julho de 1927 aos 17 anos reuniu 17 páginas de autoria desconhecida. Foi com o polêmico Parnaso do Além Túmulo que Chico estreou no mercado editorial. O livre reúne 256 poemas de diversos poetas como Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Antero de Quental, Cruz e Souza e Guerra Junqueira. O meio literário dividiu-se em opiniões quanto ao livro o que na verdade despertou um interesse ainda maior pelo mesmo.

Conforme a Doutrina Espírita Kardecista a mediunidade de Chico Xavier era classificada como ostensiva (com bastante freqüência) e de efeitos intelectuais (os fenômenos tem base na esfera subjetiva, não interferem os cinco sentidos, senão a racionalidade e o intelecto). Através da psicografia (comunicação pela escrita), na variedade mecânica (o espírito comunicante atua diretamente sobre a mão do médium), Chico escreveu mais de 400 obras, de autoria de seus mentores Emannuel e André Luiz, entre outros. Além de incontável número de mensagens que consolavam e esclareciam as pessoas, que, em desespero, por causa dos infortúnios da vida o procuravam em Uberaba/MG cidade onde viveu durante muito tempo e faleceu. Ao todo foram mais de 10 mil mensagens de esperança e fé aos familiares dos desencarnados.

Importante ressaltar que ao contrário do que muitos imaginam não há no transe mediúnico incorporação do espírito comunicante por parte do médium o que, caso fosse verdade, desmentiria a lei da Física que diz que dois corpos não ocupam o mesmo espaço. O que de fato ocorre é que o médium percebe e assimila a idéia do espírito comunicante e a expressa através da modalidade mediúnica que tem desenvolvida, no caso de Chico, com maior freqüência, a psicografia.

Chico Xavier jamais recebeu direitos autorais das obras que psicografou. Toda a renda oriunda dos 20 milhões de livros vendidos, enquanto encarnado, hoje, conforme estimativa já ultrapassam 50 milhões foram doadas para obras assistenciais.

Ele confessara aos mais próximos que preferia morrer despercebido. Isto se deu em 30 de junho de 2002, justamente o dia em que todas as atenções no país se voltavam para a conquista do pentacampeonato mundial de futebol pela seleção brasileira. Chico desencarnou aos 92 anos de parada cardíaca.

A Fundação Cultural Chico Xavier, sediada em Pedro Leopoldo, cidade natal do médium, tem como objetivo ser um espaço público onde as pessoas tenham a oportunidade de conhecer o acervo bibliográfico psicografado por Chico, além de realizar ações, projetos e programas sociais de ajuda às comunidades carentes. Dentre esses projetos a serem implantados estão o Memorial Chico Xavier e o Centro de Estudos e Pesquisa.

A data de estréia do filme, 02 de abril, coincide com o centenário de nascimento de Chico Xavier.

Fontes bibliográficas: COEM Módulo II – Curso de Orientação e Educação Mediúnica – Casa dos Espíritas de Rio Claro/SP (www.casadosespiritasak.com.br) Fundação Cultural Chico Xavier (http://www.chicoxavier.org.br/) , Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Xavier), O Livro dos Médiuns e O Livro dos Espíritos de Allan Kardec.



terça-feira, 9 de março de 2010

CAZUZA E O SEU AGENOR

Para muitos causa espanto que já no século XXI a sociedade ainda cultue ídolos que levam vida promíscua e irresponsável, conseqüência quase sempre de suas revoltas, frustrações sentimentais, sua necessidade de solidão para criar e para suportar a vida.


Face o exposto, percebe-se a consistência do ensinamento Espírita Kardecista: A evolução moral do espírito nem sempre acompanha a sua evolução intelectual.

Nós, espíritos encarnados, somos em essência coração e mente. Quem não ama a si próprio, não mede as possíveis conseqüências dos seus atos para a vida dos outros. Pior, sequer tem consciência delas.

Pessoas públicas, os artistas, por exemplo, são referências nos quais se espelham os adolescentes e os jovens, indivíduos cujo caráter ainda está em formação.

Alguns consideram que ao artista tudo se permite. Eu mesmo já acreditei nessa teoria que percebi depois insustentável senão ridícula.

Uma pessoa pública é alguém que se destaca na multidão. Portanto, é alguém que possui uma missão a cumprir, que concorra de alguma forma para o progresso da humanidade.

A todo aquele que são concedidos direitos também são cobrados deveres.

Não fosse assim cairia por terra uma consoladora idéia da justiça divina, frente à qual somos todos iguais, preceito comum de todas as religiões cristãs.

Cazuza, morto em 1990 aos 32 anos e um dos maiores poetas do rock nacional pode ser compreendido de duas maneiras: Um artista brilhante; um ser humano falho, como todos nós, com dois agravantes: alguns de seus hábitos eram deploráveis; e, portanto, repercutiram e ainda repercutem na sociedade, muito mais do que os meus ou os seus erros, estimado leitor, porque Cazuza era pessoa pública, era referência.

Assim, as responsabilidades dele foram maiores do que as nossas, uma vez que os direitos dele, os privilégios de que dispunha foram igualmente maiores.

Essa personalidade dúbia pode ser vista como uma contradição. Cazuza, o Filme da cineasta Sandra Werneck poderia ter evidenciado tal contradição se a proposta fosse esta. O que parece não ter sido. Se fosse, seria uma vez mais reconhecido e afirmado o talento indiscutível do artista Cazuza, e demonstrado como exemplo a ser evitado o cidadão Agenor de Miranda Araújo Neto, o verdadeiro nome de Cazuza.

Nem um nem outro, entretanto, devem ser acusados ou culpados porque isso não nos compete. Mas, analisados e compreendidos. Ambos, como cada um de nós, são aprendizes e donos de uma história que conforme nos ensina o eminente espírito Emannuel, não se conhece desde o início.
Glauber Rocha dizia: “A função do artista é violentar a arte”. E nós, ousamos adicionar à máxima do inesquecível e igualmente brilhante cineasta baiano: A arte. Não o ser humano.

quarta-feira, 3 de março de 2010

VHS

Eu imaginava que o preço da minha liberdade e, talvez, sabedoria, eram 51 reais, que correspondiam a três objetos preciosos, a saber: Vagabundos e Iluminados, Viajante Solitário e On the road, em formato pocket book. Condenados à prateleira e à poeira, sepultados serão, pela indiferença dos incultos e a arrogância dos entendidos.
Pertenço à escória do mundo, eis o meu privilégio. Feito Sechi, busco no lixo da rotina diária as idéias perdidas e os sonhos esquecidos.
“Mallarmé, Baudelaire, Rimbaud”.
E eu, esmurrando a mesa, respondo:
“Lautréamont!”
“Estão todos mortos!” – vocifera alguém lá do fundo da classe.
“Fodam-se!”.
“Vamos jogar futebol” – eu sugiro.
“Me dá um cigarro, Tômaz”.
Lia não consegue deixar este vício.
No instante seguinte, a sala está vazia, a matéria na lousa, as carteiras abandonadas, e os livros no chão. Já foram pisoteados o suficiente, e o serão muito mais daqui algum tempo.
“Eu me lembro disto, toda vez que olhos nos teus olhos” – era o que gostaria de dizer.
Entretanto:
“Você fica melhor quando mexe os quadris daquele jeito, querida” – é o que digo.
“Vou gozar! Tômaz!”. – e ela arfava, gemia e gritava, como mulher cara-pálida parindo a beira do riacho ou vulcão cuspindo larvas.
E de repente seu gozo estava em minhas mãos, e seu olhar no espelho diante de nós.
“Vou ter um filho seu” – ela disse, ajeitando os cabelos, enquanto voltava do banheiro.
“Gol, gol do Brasil!”.
Copa do Mundo. Tínhamos televisão, e, graças a Lula, comíamos bife no almoço todos os dias.
Ela repetiu a frase. Mas a sua voz foi abafada pelo cenário épico onde duzentos milhões celebravam o êxtase dos idiotas.
Rojões espocando nos céus, buzinaço nas ruas, bandeiras desfraldadas nas janelas dos apartamentos. E alguma coisa explodindo dentro de mim.
“Lia, você é minha paixão – foi o que eu lhe disse – Não é o meu amor!”.
“E o que faço com isto?”
GLOSSÁRIO:
Isto = FILHO INDESEJADO.
Não lhe dei resposta.
Na manhã seguinte, a cigana disse:
“Você tem três escolhas, rapaz: o amor, a paixão ou os livros”.
E eu escolhi Jack Kerouac. Não se assustem. Afinal, Lia ficara com o apartamento, a bandeira do Brasil, e eu, com a TV., à qual, dias depois, havia se transformado em 50 reais, com mais 1 que eu tinha no bolso...
Fui comprar cigarros, e quando voltei, uma semana depois, pra terminar de pegar as coisas, Lia estava de cabelos curtos e ostentava uma tatuagem na nuca, sentindo-se, talvez, novamente confortável dentro de um jeans.
Então me aproximei, tomei-a pela mão e a levei para o quarto, diante do espelho. Desabotoei o seu jeans. Tocou a campainha; e continuou tocando mais algum tempo, até parar. Mas, já naquele instante, eu e Lia, deitados no chão, nus, olhando para o espelho, quando ela disse:
“Adoro fazer amor com você, querido”.
“Eu também, Lia. Desde que não haja ninguém entre nós”.

terça-feira, 2 de março de 2010

O VENEZIANO

Filho de um barbeiro, padre, autor de As Quatro Estações. Embora virtuoso, teve a maior parte de seu repertório descoberta em Genova e Turim, apenas na primeira metade do século XX.
O veneziano Antonio Lucio Vivaldi (1678 – 1741) compôs nada menos que 46 óperas, 73 sonatas, 100 árias e 30 cantatas, além de serenatas e sinfonias.
Era conhecido como “o padre vermelho” por causa de seus cabelos ruivos.
Foi iniciado na música pelo pai, que muito cedo, o matriculou na escola de música da Capela Ducal de São Marcos, em Veneza.
Ensinou violino num orfanato para moças onde conquistou admiração e respeito, além de ter composto para elas boa parte de seus concertos, cantatas e músicas sagradas.
A saúde frágil não o teria impedido, porém, de haver arrebatado vários corações.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A NOVA ONDA DO ROCK

O The Drums é a nova aposta da indústria do rock para repetir um fenômeno cada vez mais raro: o de conquistar multidões de fãs.
A banda, originária do Brooklin, Nova York, é composta por Jonathan Pierce (vocal) e Jacob Graham, além de Adam Kessler e Connor Hanwick, músicos de apoio. O The Drums mistura influências dos anos 50 (a era do surf californiano) e 80, o que promete ser literalmente um Milk shake musical.
Em seu currículo até o momento, um EP “Summertime” com seis singles que mereceram elogios da crítica especializada com destaque para as publicações no The Guardian e no The New Yorker. O álbum completo está previsto para sair em 2010.
A rede BBC, a mesma que nos 1980 antecipou os sucessos de Bronski Beat, Depeche Mode e Eurythmics entre outros, é a responsável pela expressiva divulgação que o The Drums vem tendo na mídia internacional.
A banda admite as influências dos já citados JD e New Order. Além dos The Smiths e The Cure, garante o vocalista Jonathan Pierce.
Ainda é cedo pra imaginar qual céu é o limite para o The Drums, mas pelo menos o seu maior sucesso até o momento I Felt Stupid coloca a bateria em primeiro plano como fazia, por exemplo, o Joy Division.
Cá entre nós. Entre o The Drums e o Smashing Pumpkins e o seu 1979, eu ainda fico com o segundo pra passar aquelas tardes de sábado em que geralmente não fazemos nada a não ser curtir um som, tomar uma cerveja e lavar o carro, o cachorro, a roupa da semana, enquanto arruma uma boa desculpa pra dar à namorada logo mais à noite.
Assista no youtube o clip de I Felt Stupid: http://www.youtube.com/watch?v=sWxJgMBsiWc