quinta-feira, 8 de abril de 2010

FORÇA AZULÃO!

Aconteceu o indesejável, porém previsível rebaixamento do Rio Claro F.C à série A-2 do Campeonato Paulista. A goleada sofrida para o Corinthians na noite chuvosa de quarta-feira, no Pacaembu, em São Paulo, apenas foi a confirmação da sentença de morte anunciada por duas ocasiões. A primeira, logo no início da competição, pelo dirigente César Sampaio que afirmou à imprensa que, entre investir na equipe e pagar dívidas assumidas daria prioridade à derradeira opção. E a segunda, pelo secretário municipal de esportes Reginaldo Breda ao informar o que todos já sabiam: não há verba no orçamento do município para este ano que possibilite as obras necessárias para ampliação do estádio Augusto Schmidt Filho. Resolução da Federação Paulista de Futebol dá conta que para 2011 não serão permitidas as instalações de arquibancadas tubulares para atender às exigências de capacidade de público dos estádios das equipes filiadas. Assim, Rio Claro e Velo Clube (este, se obter neste ano o acesso á série A-3), necessariamente terão de mandar seus jogos em outros estádios fora de Rio Claro, uma vez que os estádios de ambos não atendem às tais exigências.


A equipe montada pela C2B, empresa que administra o futebol do Azulão, era fraca, muito aquém do nível desejável para disputar tão difícil competição. Mas, em todos os momentos, percebeu-se que faltou à ela uma identificação, um comprometimento com a agremiação Rio Claro F.C. Justamente, virtude que sobrou às equipes responsáveis pelas recentes conquistas do Azulão, os seus memoráveis acessos, até chegar pela primeira vez à Série A-1.

Não é difícil compreender isso porque são profissionais pagos por uma empresa que visa lucros e não por um clube que visa a satisfação de seus torcedores, a preservação de suas melhores tradições. Um clube que leva o nome de uma cidade. Isso não é pouco. Mas para esse elenco de atletas do Rio Claro F.C parece ser nada.

A maneira como caíram de quatro, ou melhor, de cinco, diante do Corinthians é o retrato do que foi a equipe ao longo da competição. Comportando-se como se derrota, empate ou vitória fosse apenas dados estatísticos.

Mais uma vez, o clube e o time se viram abandonados por seus torcedores. Salvo os valores dos ingressos nada convidativos, que outro motivo justificaria a ausência do torcedor ao estádio durante jogos decisivos como, por exemplo, contra Bragantino e Santo André?

A verdade é que os clubes profissionais de Rio Claro, e as pesquisas isto comprovam, despertam cada vez menos interesse nos esportistas locais, mais afeitos às coisas dos times da capital expostos minuto a minuto na mídia televisiva, nos sinais aberto e fechado.

De tudo o que de pior aconteceu ao Rio Claro F.C neste primeiro semestre de 2010, há algo a ser enaltecido. O comportamento da imprensa local: jornais, rádios e tevês, que, cumprindo seu papel de informar e opinar com imparcialidade foi o único segmento da sociedade rio-clarense a abraçar o clube e contribuir para a sua caminhada. A indústria e o comércio, novamente ficaram devendo, porque não consta que o Rio Claro teve apoio desses setores.

Resta juntar os cacos, e começar tudo de novo. Fácil para os profissionais do futebol. Agora mesmo já devem estar ao celular fazendo os seus contatos, projeções, bussines. Difícil para o torcedor, que vê seu time do coração sofrer mais uma humilhante derrota.

Fica a esperança, de que tudo é possível, para quem como Fênix, um dia ressurgiu das cinzas. Força Azulão! Você é grande. Apesar dos pequenos que te rodeiam.

* Publicado no Jornal Diário do Rio Claro em 09/04/2010 à pág.14. Alô Claudete! Abraço ao jornalista Klaus Lautenschleger que fez comentário sobre esse texto e menção ao Blog no programa esportivo da Claretianas FM, das 18h00, em 08/04/2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário