quinta-feira, 15 de abril de 2010

PASSARINHOS BEBEM ÁGUA

É por isso que eu amo a natureza. Os passarinhos, até para morrer são educados. Alguém viu um passarinho gemer de dor? Alguém alguma vez sentiu o fedor das vísceras de um passarinho? Eles são realmente a obra mais bem acabada da divindade. Passarinhos não gritam, não conspiram, não fazem revolução. São livres. Fazem a única coisa que o ser humano é incapaz de fazer: voar.

Quando vejo um deles preso em uma gaiola encontro o que de mais estúpido pode conceber a inteligência humana.

Deve haver um mundo onde só haja passarinhos. Mundos intermediários como ensina a doutrina espírita, onde muitos passam e ninguém permanece. Um mundo onde o céu é vermelho da cor do sol. Onde é sempre seis da manhã, e , quando não, seis da tarde. As horas do dia em que tudo acontece é que estraga o mundo. Belo como concebido, o mundo dispensa a espécie humana.

Os passarinhos precisam do homem? Os peixes? Os flamingos, os gatos, precisam? Os cães precisam do homem? Jamais precisaram.

Eu não entendo Deus. Como pode criar um mundo tão belo, vivo e perfeito e entregá-lo ao ser humano?

Tem mais uma que eu admiro nos passarinhos. Eles não falam e não escrevem. Eles cantam. Por isso são incapazes de produzir besteiras.

Passarinhos bebem água. Que mais de bom eles fazem? São tantas coisas. Prefiro admirá-los. Volto a fazê-lo nesse instante. São 6 da tarde.

2 comentários:

  1. Olá, querido J. Costa!
    Saudades literárias... (risos).
    Visitar seu belíssimo blog é sempre alegrias para os olhos do meu espírito poético (risos).
    Adorei sua postagem...
    Palavras que sensibilizam a mente a refletir mais sobre a natureza.
    Ou seja, tudo que existe no mundo “eu penso assim, risos” existe energia; vida acreditando na essência da mente humana para reverenciar e ser grato por estas brilhantes obras de Deus.
    Os passarinhos são realmente uma delas, ou seja, se tem asas é para voar; a liberdade deles Deus já os doou quando neles lhes concedeu suas asinhas.
    Seu pensar está deslumbrantes; em todas as suas palavras sua essência interior está presente.
    Eu destaquei este fragmento que muito tocou minha mente.

    “Tem mais uma que eu admiro nos passarinhos. Eles não falam e não escrevem. Eles cantam. Por isso são incapazes de produzir besteiras.”

    Aplausos de pé!!!
    Deus abençoe você e seus entes queridos.
    Beijos de poesias...
    Ótimo final de semana!
    Com ternura,
    Cely, amiga e fã da sua brilhante inspiração.
    Muito obrigada!

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  2. Olá amigo,
    Seu artigo sobre as aves prisioneiras em gaiolas encontrou eco no meu coração, porque foi escrito com tanto sentimento que não deixa insensível alguém que o leia.
    Também penso como você... Ter-se a coragem de manterem em cativeiro esses serzinhos maravilhosos que foram seguramente postos no mundo, para encantarem o homem com seus trinados,suas cores e, principalmente, seus voos de liberdade, para mim, é como que uma mensagem divina a esses mesmos homens para lhes dar a esperança que nem tudo está perdido no nosso mundo. Que se tivermos capacidade para libertarmos nossos espíritos, essa liberdade permitir-nos-á usufruir duma existencia com a alegria das aves,enchendo o ar com os cantos dos nossos corações. Mas como em tudo o mais, o homem não gosta dos seres livres... Se ele o não é, como permitir que esses pequenos seres indefesos o possam ser? Mais uma vez se manifesta aqui o egoismo que alastra na humanidade e a indiferença perante o que ainda resta de belo, para alegrar os nossos dias.
    Beijo grande
    Vera Lucia

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