terça-feira, 28 de setembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO SEGUNDO TURNO

Para o bem da nação brasileira e para que prossiga a discussão sobre temas atuais e importantes como a corrupção que envergonha as pessoas honestas e põe ralo, ou melhor, bolso abaixo, os bilhões de reais que se paga de impostos todos os anos neste país – é bom que haja segundo turno para as eleições que se aproximam. Por que há muitas coisas ainda a serem explicadas, como por exemplo: como é que a candidata X tornou-se, por assim dizer, bonita e jovial, da noite para o dia? Como é que tudo pode ir tão bem como diz a propaganda, se a educação e a saúde públicas vão mal, se o transporte público é um caos, se o déficit habitacional continua apontando índices preocupantes, se a divida interna aumenta dia-a-dia, se o país continua a servir como chocadeira para o dinheiro alheio que não lhe pertence, enfim, ia me esquecendo, do caso Erenice, ah, deixa pra lá.
Talvez não seja racional e razoável, mas talvez seja ingenuidade, dar mais um “cheque em branco” para aqueles, que, feito todos os seus antecessores continuaram atacando o bolso dos realmente trabalhadores deste país, por meio de impostos, tributos, taxas de juros exorbitantes e nada, rigorosamente nada devolveram em troca. Porque uma coisa é ter crédito para comprar e fazer dívida. Outra coisa é ter salário justo para comprar sem dever sequer obrigação. Esse direito e essa dignidade, nem eles, nem seus antecessores proporcionaram. Então, como é que pode ter melhorado a vida, se pra se possuir alguma coisa é preciso passar anos endividado e cheio de preocupação?
Na verdade não melhorou como poderia e deveria. E percebe-se isso facilmente quando se é obrigado a chegar às 09 da noite de sábado em um pronto atendimento de hospital público e sair de lá por volta de 4 ou 5 da manhã, com uma receita aviada por um clínico geral, cujos remedinhos vão fazer a dor passar por alguns dias senão algumas horas, até que se precise voltar lá, puto de raiva e de dor, porque o exame demora entre 90 e 180 dias, em sendo otimista, e sem o bendito, não se consegue se tratar da doença e se ver livre das dores, que faz perder dia de serviço, de aula, e que tanto incomoda porque torna horrível a vida. Enquanto isso, eles discutem de quem é a culpa, se da União, se do Estado, ou se do Município. Eu mandei a verba, eu não recebi. Então onde está a grana? Ninguém responde. A dor? Deixa-a por aí mesmo, porque há de trazer muitos votos das pessoas de boa fé e cheias de esperança.
Nem mesmo no governo colorido (cala-te boca) se verificou tantos escândalos e tanta prática de corrupção a se considerar as denúncias feitas quase diariamente por setores da imprensa. É algo que enoja qualquer pessoa que se pauta pela conduta moral e ética. A pedra virou vidraça. O cordeiro, uma vez no poder, se mostrou tão feroz quanto o lobo. Mas avisa: cuidado com o que se escreve e se diz, porque de repente, pode-se ser atingido (geralmente pelas costas) pela ira, e pela vingança daqueles que se incomodam com estas e outras verdades. E vivem os seus dias a “patrulhar” e, feitos agentes da KGB, a espionar a vida alheia.
Logo, e não se ensinará nas escolas o hino nacional, e sim o mantra: “Eu nego. Eu nego. Tudo mentira. Mentira. Mentira”, apregoado pelos quatro cantos por quem hoje se considera dono do país e da verdade e se esquece ou não admite que a alternância de poder é um dos maiores e mais salutares bens da democracia.
Vê-se, não sem espanto, que todos aqueles que cerraram fileiras até pouco tempo com os que se acham na situação, hoje se colocam na condição de opositores, ainda que mantenham o mesmo discurso agressivo, acusatório e difamante tão bem utilizado para se conquistar o poder: ninguém presta, não é assim que se faz, fulano é ladrão, vamos botar todo mundo na cadeia depois das eleições... – porque sabem que esse discurso de denegrir a imagem e a pessoa do adversário ainda encontra, por incrível que pareça, respaldo em uma sociedade cuja significativa fatia do eleitorado, é formada, infelizmente, por analfabetos funcionais que sequer se lembram em quem votaram nas últimas eleições, mas que se deliciam e se inebriam quando favorecidos pelas práticas assistencialistas que ao invés de levantá-los moralmente e resgatá-los para o importante segmento produtivo da sociedade, os mantém submissos, eternos devedores de favores, que mais se assemelham às esmolas.
Vê-se com tristeza que o mais alto mandatário da nação se declara com orgulho presidente de alguns e não de todos numa absoluta e repugnante demonstração de que, para ele, chegou a hora da revanche. Claro, a política, segundo ele deixa demonstrar nos seus inúmeros e infelizes pronunciamentos é sem dúvida uma partida de futebol.
Nada disso. Nada disso. É tudo mentira. E o que supostamente seja verdade, é culpa da imprensa. Haverá de ser, sempre, para aqueles que vêem seus interesses contrariados pelo sagrado dever de informar e o legítimo direito de opinar dos quais a imprensa por obrigação moral jamais deve abster-se.
Merece ao menos uma reflexão mais profunda a possibilidade de eleger presidente da república alguém que teria uma extensa e deplorável ficha criminal.
Qual a diferença entre situação e oposição? Somos nós. Será que sabemos e compreendemos a importância disso? A resposta? Só no dia 3.

*Artigo publicado no Editorial do Jornal Diário do Rio Claro, em 02/10/2010, pág.02.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O BRASIL QUE NÃO LÊ

O Brasil não lê os seus grandes autores. Não lê Machado, Amado, Ubaldo, Érico, Guimarães, Murilo, não lê Fausto, não lê Inácio, o Loyola, bem entendido. Não lê o Lima, não lê Drummond, já se esqueceu de Marcos, os dois, o Rey e o Plínio. Não lê o Graciliano, não lê João Antonio, e não conhece o Marçal, não sabe do Manuel. Não lembra mais do Nelson. Lê o Coelho que todo mundo lê. Mas estou falando de Literatura. Não sabe que Clarice não vive mais porque parou de escrever. Faz tempo. O Brasil sabe fingir não saber dos seus poetas. Não compreendeu a atitude do Nava, não consegue ler o Nauro, tolera o Mário, o Carlos, o Jorge, mas os guarda na gaveta, a última, as outras estão ocupadas porque lá está o Castro, o Bandeira, o Fagundes, o Guilherme, o Vinicius.
E não sabe, não lê, não lembra nem de um nem de outros, porque eles, os escritores e poetas não estão nas escolas, nas conversas entre pais e filhos, colegas de trabalho e vizinhos. Não há tempo nem interesse. Nem de uns e nem de outros. E eu me daria por conformado, se esse tempo e esse interesse fossem dedicados, por exemplo, ao Chico, ao Jobim, ao Roberto, ao Baden, ao Martinho, ao Renato, ao Edu, ao Moacir, ao Ari, ao Pixinga, ao Seu Adoniran, ao Cartola, ao Noel, ao Lalá... ao Bôscoli, ao Menescal. Mas não. Eles também não estão nas escolas, nos clubes, nas esquinas, nas conversas entre pais e filhos, colegas de trabalho e vizinhos. Porque não há tempo e nem interesse. De ninguém.
E é com dor, dor de verdade, daquela que dilacera o peito que se escreve algo assim. Porque é como falar de um corpo sem alma, é como tirar um retrato em negativo. Como pode um país conduzir o seu destino? Como pode pretender liderar o mundo um país que esquece, desvaloriza, renega sua própria cultura. Um país que atravessou o século 20 sem conseguir criar uma política de estado, de ação social que estimulasse a leitura e tornasse o livro um objeto acessível a todos, no preço e na distribuição. País que não lê é país que não pensa. E se não pensa não sabe decidir com a razão. E se não sabe decidir com a razão, não sabe votar. E se não sabe votar é porque entende a política como a entende o seu representante máximo. Ou seja: uma partida de futebol. Onde se busca a vitória a qualquer custo, onde o que importa é manter a liderança, a taça em mãos e não perdê-la. Onde uma revanche tem o sabor da vingança que só a conhece aqueles que têm o nefando prazer de se deparar com o seu oponente no chão, destruído.
Brasileiros, nós, em pleno século 21, somos pirilampos em torno da luz com dia e hora pra apagar. E uma das razões para que isso aconteça é porque não lemos. E se não lemos, não sabemos distinguir o peão da torre, e muito menos entender as regras do jogo. Assim, não jogamos o jogo. Quando muito batemos palmas e bebemos da vitória alheia, a vitória daqueles que diz nos amar, mas que em verdade nos repudiam. Bebemos e embriagamo-nos dessa vitória que não nos pertence. Embora dela necessitemos para continuarmos vivos. Afinal, eles sabem que somos movidos a ópio, pão e circo, ou seja, o lixo cultural que chega até nós todos os dias, a cada instante, pra sermos mais exatos por meio das tevês, dos jornais, dos sites e das rádios. Bastaria, entretanto deixar o jornal de lado, desplugar o site, desligar o rádio, e pegar um bom livro pra ler. Bastaria.

* Artigo publicado no Jornal Cidade Livre, edição de 28/set/2010 e no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 03/04/out./2010. (pág.2).

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VERÃO SE DESPEDE

Será que um dia eu vou poder tocar o meu rosto no teu?

Será que um dia eu vou poder enfim, conhecer o perfume dos teus cabelos?

Será que um dia eu vou poder abraçá-la com todo o amor do mundo que tenho por ti?

Será que antes que a noite se desfaça eu poderei encontrá-la em meus sonhos?

Será que depois de amanhecer e o sol cegar os meus olhos eu haverei de sentir a tua presença diante de mim?

Será que no momento em que isso acontecer eu ainda terei palavras guardadas na mente pra lhe ofertar junto uma rosa em forma de amor plasmada no meu coração?

Com o mesmo imenso amor que eu lhe oferto a minha vida inútil?

Ainda que eu saiba o quanto pequeno e doente, frágil e incapaz de suportar as coisas deste mundo, e a tua ausência, ele o torna

Será que diante dos meus olhos os teus iriam abrigar a felicidade?

Seriam reluzentes como o brilho desta manhã, e o orvalho da noite que se aproxima?

Mas verdadeiro, sim, porque disto é feita a felicidade, porque, de outra coisa, e não seria.

Será que minhas mãos trêmulas, um dia, enfim, haverão de tocá-la, como o mesmo olhar e alegria que o beija-flor busca a seiva que lhe dá vida e o faz feliz.

Será?

Será que Albinoni, Mahler e Barber se farão presentes ao festim,

Quando você surgir vestida de branco, flores nos cabelos, descendo as escadas e vier me buscar.

Será que hei de suportar os dias da tua ausência, como o passageiro que, à plataforma, espera a chegada de um trem jamais visto?

Será que as lágrimas de sangue que sinto neste instante machucar o meu coração um dia brotarão em meus olhos com sorrisos e olhares de alegria?

Momento em que finalmente serei completo, uno, jubiloso

E não mais, nunca mais, desmanchado em dor, revolta e medo.

Porque você estará enfim ao meu lado.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

MATEUS 24:13

Aguarda-se com grande expectativa pelo dia 21 de dezembro de 2012, data em que, segundo as profecias Maias ocorrerão uma série de acontecimentos que irão transformar o mundo. Mas, por que haveríamos de acreditar em profecias oriundas de um povo primitivo? Seria ingenuidade imaginar que, em apenas um dia, como num toque de mágica, Deus iria retocar um de seus quadros que atende pelo nome de Terra. O homem recorre às datas para dar um sentido de organização ao tempo pelo qual passa e ao espaço que ocupa. Convencionou-se comemorar a data do nascimento de Cristo em 25 de dezembro. Mas o que iria mudar a sua história e a importância dela e de sua mensagem e exemplo, se a data correta do seu nascimento fosse 18 de abril?
Já estamos em Setembro de 2010 e o ano parece que começou ontem. O primeiro decênio do século XXI está para se findar e poderíamos perguntar se eram mesmo deuses os astronautas, e se eram, onde estão?
Os portais estão abertos desde meados de 1950, e por essa razão, de lá para cá, o tempo literalmente voa. E voará cada vez mais rápido, e o 21 de dezembro de 2012 tão somente marcará o início da aceleração do processo, que separará o joio do trigo e confirmará a promessa de que os bons herdarão a Terra, que os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. E quando estas coisas começarem a acontecer significará que a Terra, de fato, deixou de ser um planeta de provas e expiações para ser um planeta de regeneração. Certo? Em parte. Porque a Terra será esse planeta de regeneração quando não houver mais papéis de bala no chão, e nem cadeiras fora do lugar depois da festa, porque significará que todos estarão conscientes de que devem limpar a sujeira e a bagunça que fazem. Quando os políticos e as autoridades derem o exemplo de como se conduzir perante as responsabilidades de compromissos assumidos, e trabalharem com o melhor do seu esforço e capacidade, em prol da coletividade que estarão tendo a chance de representar, e não em prol de seus interesses e de determinados segmentos dessa coletividade. Quando o dinheiro e o poder forem compartilhados, porque aqueles que o tiverem a seu tempo, compreenderem que a água, mata a sede, traz o alimento para a mesa, limpa e cura, mas, uma vez parada apodrece. Quando o mais forte, usar da força do seu braço e de sua inteligência e posição social não para derrubar, mas levantar quem encontra caído à sua frente.
Este cenário paradisíaco, não é senão um dos primeiros degraus, daquilo que podem ser os mundos. E se olharmos para o que somos e o que fazemos e o que temos, haveremos de indagar quantos 21 de dezembro de 2012 ainda serão precisos?
A humanidade estava no Jardim da Infância ao tempo de Moisés, fez o Ensino Fundamental pelas mãos do Cristo, cursa a Universidade nestes tempos de transição. Mas como todo aluno relapso no início de sua jornada de aprendizado, encontra agora dificuldades, e se vê aquém do necessário, e se sente inseguro, quando está preste a dar o passo mais importante e decisivo de sua trajetória.
Se para o aluno, o estudo é o melhor remédio, para a humanidade também, embora não seja o suficiente. Pois à humanidade é necessário o amor, a si e ao próximo, que lhe permite a certeza de jamais caminhar só; a fé, que lhe dá força para levantar quando cair, aprender com as dificuldades, e seguir adiante. Porque este é o destino. E o destino não conhece o ontem. Porque o passado não pode ser alterado. E se tanto nos preocupa o amanhã, é bom lembrarmos que ele, o amanhã, será para nós, aquilo que formos hoje para a vida. Afinal, se há 1000 anos estávamos vivos, se daqui a 1000 anos estaremos vivos, então, que estejamos bem, em paz e felizes, não somente daqui a 1000 anos, mas já no instante seguinte a esta leitura.

* Artigo publicado no Jornal Cidade Livre, edição de 21/set.2010 e no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 26/set./2010.



sábado, 11 de setembro de 2010

A FAUNA MENTAL

Dizia o finado Barão de Itararé: “Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato”.

É de se perguntar: Onde estão os loucos? Que falta fazem! Por seu desapego à vida, seu destemor, sua invejável e exuberante tendência ao sacrifício.
Falando nisso, Senhor Gerúndio, alguns respeitáveis escritores já passaram pelo hospício, dentre eles, Lima Barreto. Não é o caso, certamente dos roteiristas que escrevem esses seriados da Rede Globo, tipo “Separação” ou coisa que o valha.
A receita é simples: rir da desgraça. Mas, de tão simples, já está batida por demais e, portanto, desinteressante.
Em verdade, os escritores geralmente se saem melhor em sua relação demoníaca com o lápis, o papel e a mente, quando se atém ou se vêem presos, ou envolvidos com a tragédia, a miséria, a desgraça, sua, de preferência, ou de terceiros.
Quando tudo vai bem, a exemplo do que acontece com o rock’n roll, parece que nada vai bem para a Literatura, e para a Dramaturgia.
Trocando em miúdos, quando não se tem pelo quê lutar, parece que a vida perde todo o seu encanto e sentido. Não nos esqueçamos que o homem é também um animal e por esse motivo, dispensando-se todos os outros, precisa do sangue alheio, da conquista de territórios, da satisfação de sentir-se vencedor, diante de um oponente derrotado.
Filosofia de butequim à parte, e voltando à Dramaturgia, Samuel nos fez esperar Godot, Shakespeare nos deixou uma pergunta até hoje sem resposta, e na tevê brasileira, nos anos 70 e 80, houve vida inteligente, quando autores e diretores, retrataram as causas pelas quais lutavam a sociedade da época, como a redemocratização do país (Anos Rebeldes), a igualdade de direitos (Malu Mulher) e até a tosca realidade, infelizmente, ainda atual da classe política (O Bem Amado).
A doença endêmica que contaminou o teatro brasileiro na década de 90 para cá, que é a de discutir a relação de um casal e as neuras inerentes ao mesmo parece ter chegado e dominado a teledramaturgia. Infelizmente.
É bem verdade que os gênios descem à Terra, quando tudo está uma grande merda. Porque é verdade também que Deus não desampara ninguém, e lança brisa refrescante ao rosto dos desvalidos e atormentados que enfrentam períodos de grandes dificuldades. Quando a coisa vai vento em popa – ao menos é isso o que os governos e seus diabólicos marqueteiros insistem nos fazer acreditar – os gênios, com toda a razão nos abandonam.
Talvez, porque em tempos em que a imagem é tudo e a estatísticas determinam rumos a seguir, não dando margem de ação ao improviso, à originalidade, à tentativa de ser e fazer diferente, arcando com os custos e os riscos que isso pode representar, e finalmente ao sonho, do qual o ser humano se vê cada vez mais distante e, portanto mais próximo da racionalidade, da frieza e do individualismo, conclui-se facilmente que as artes só servem mesmo para entreter espíritos acomodados e ociosos. Não serve mais para instigar espíritos rebeldes a dar vazão às suas aspirações humanas e metafísicas, e muito menos um passo adiante em direção ao incerto, com a intenção de rasgar o véu de Ísis e ultrapassar os limites da simplicidade, da mesmice, sob o qual se esconde a mediocridade humana sedenta de progresso.
Este escritor ainda não passou pelo hospício. Não dessa vez. E não passará, enquanto tiver uma garrafa do bom Ballantine’s sob sua cama às 3 da manhã, e um espaço democrático como esse para publicar sua ideias que, se não representam a verdade senão para ele, estimula o leitor a encontrar a sua. Deus queira que sim.

Utopia

Será mesmo Democracia quando todos os candidatos a Presidente da República tiverem o mesmo espaço disponível em rádios, jornais e tevês, os mesmos recursos financeiros e apresentarem programas de governo, feitos por eles, seus partidos ou coligações, mas que sejam discutidos nas salas de aulas, fóruns, mesas-redondas, seminários, sindicatos, entidades de classe, e religiosas. Enfim, quando a sociedade realmente puder escolher o que considera melhor. Por ora, só nos cabe escolhermos as armas com as quais desejamos cometer o ato profano do suicídio coletivo de nossas consciências. Ou melhor, delito doloso do atentado aos nossos sonhos. Nossos melhores sonhos.

Pra pensar antes de dormir:

Voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato”.

Quer mais?

“A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”.

Por hoje chega de Barão de Itararé. Boa semana a todos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A. de Amor

Pertenço à raça mais maldita, mentirosa e desprezível da humanidade: a dos escritores. Há dois anos enquanto descia ao calabouço da indiferença onde se recolhem os réprobos que desacreditam da vida e de tudo o que a ela diz respeito cruzei com alguém que, depois compreendi faria mudanças profundas em meu espírito. Porque me fez continuar a escrever quando eu já não tinha nenhum motivo para fazê-lo; disse-me coisas que meus irmãos e amigos jamais disseram; coisas que não custa dizer, mas que faz tão bem ouvi-las. Eu lhe dediquei de todo meu coração a minha última jornada. Porque ela me ensinou como seguir este caminho com os olhos embaçados pelas lágrimas não de dor, mas de revolta. A força que tem me sustentado sobre o cavalo e que outrora me fez cortar cabeças, rasgar o peito e perfurar a garganta de todos os demônios que cruzaram meu caminho, tempo em que em nome do Maior eu vestia um manto branco pintado com uma cruz vermelha, e lia e escrevia poemas e prosas, na madrugada, em abrigos e ao relento, enquanto os companheiros daquela jornada descansavam; quando podiam.
Ela, a pessoa que me fez me aceitar como sou, e me proporcionou o gozo do amor em toda a sua plenitude, mesmo distante de meus olhos e longe de minhas mãos. Embora eu a sentisse comigo muitas vezes durante o dia, e acordasse bem cedo à primeira luz da manhã, certo de que eu estivera com ela à noite toda. O que confirma a tese repudiada pelos tolos e aceita pelos de bom coração que, ao amor basta os sentimentos. Acho que o relógio de minha vida vai até o 46, quando, devo confessar, eu imaginava que ele não chegaria até 22. Resta-me ainda terminar uma confissão. Uma que não escrevo com papel e lápis. As últimas linhas vão saindo à custa de muito esforço, arrependimento, culpa e remorso, dor e lágrimas. E mesmo concluída, ficará faltando algumas linhas, páginas, de amor e felicidade, que não pude escrever desta vez, embora eu a tenha desejado tanto.
Um ateu convicto tornar-se um cristão, já é um caminho difícil e longo a percorrer. Compreender que nada termina e nem começa aqui é um avanço tremendo. Portanto, aceito sem revolta o fato de não ter vivido desta vez a felicidade, na sua forma mais bonita, doce e verdadeira. Porque quando a conheci, ela estava longe de mim. Talvez um dia esteja perto. Eu espero.

"Valjean, este é o dia da tua liberdade".

domingo, 5 de setembro de 2010

E POR QUE NÃO OUTRA VEZ?

O dia amanhecera triste. Chuva, asfalto molhado, folhas derrubadas pelo vento. Caminhei um pouco pela calçada, esbarrando no muro, e percebi que não estava só. Ela me acompanhava. Vestida de preto, espargindo a frieza do seu espírito em torno de mim, a morte. Se você me tomasse para si agora – perguntei – o que eu levaria comigo? Dinheiro, propriedades, títulos? Ela sorriu do seu jeito. E eu respondi: Não. Até porque nem os tenho. Mas, conhecimento adquirido, virtudes conquistadas, experiência, as boas amizades que fiz e o carinho da família, que desta feita, finalmente pude ter por algum tempo, o que, em se tratando de um sujeito como eu seja mesmo muita coisa. E tenho certeza que quando eu me conscientizasse disso tudo, você, morte, deixaria de existir. Ao menos diante dos meus lindos olhos verdes.
Isto me fez pensar que, à luz da razão, chega a ser ridícula a nossa ingenuidade. Entendêssemos, e mais do que entendêssemos, aceitássemos que somos um ser cuja existência está determinada por um período de tempo, e toda nossa aspiração de poder, a preocupação em conquistar sempre e em qualquer circunstância, deixariam de ser um tormento, causa da maioria dos nossos infortúnios, e passaria a ser estímulo não apenas para concorrermos por nosso progresso intelectual e espiritual, mas, por de nosso semelhante. Afinal, nascemos pra viver em sociedade. E sei muito bem o quanto me custa dizer isso. Passaríamos a ver o planeta não apenas como o lugar em que vivemos, mas o lugar que nos acolheu, e, muito provavelmente, passaríamos a ter por este lugar zelo e gratidão. É o sentimento que a maioria dos filhos aprende a ter desde pequeno pela casa dos pais, na qual, vivem-se as primeiras emoções e se obtém os primeiros aprendizados. Ninguém gosta que outro piche a sua casa, derrube o muro, destrua a calçada, ou entre, em surdina e traiçoeiramente, para roubar o que dentro dela existe.
Outro entendimento que nos falta, e que certamente nos pouparia de muitas frustrações e sofrimentos é a interpretação de Deus, cuja idéia, concebida por nós, de maneira equivocada, à nossa imagem e semelhança não corresponde à realidade. Mas, se enquanto humanos, somos um ser temporário, enquanto espírito nós não somos. E espírito é o que somos e não o que temos. Complicado? Não. Ao contrário, bem simples. Basta entender que Humana é a nossa condição momentânea. Espírita é a nossa realidade imutável. Pois é o que somos: Espíritos.
Orgulho à parte é mais consoladora, justa e racional a idéia de que surgimos para a vida espiritual todos iguais e ignorantes, e sujeitos a evolução conforme nossos esforços e merecimento.
Lágrimas deixariam de ser derramadas, tivéssemos a exata compreensão do que nos ensina o eminente espírito Emmanuel “o tempo não passa por nós, ao contrário, nós é que passamos pelo tempo” Ou seja, desde que criados, vivemos na eternidade.
Mas, em olhando a natureza, nós veremos que as folhas caem no outono, levadas pelo vento, mas a árvore é sempre a mesma. Veremos também, que as gramas são cortadas e nascem de novo, mais fortes e abundantes. O sol nasce e se põe, e o faz todos os dias, apesar de eventuais densas nuvens. As sementes são semeadas, mas o pedaço de chão que as recebe em suas entranhas, é o mesmo. As ondas beijam a praia e se afastam depois, e faz isso a todo instante, e não se cansam. As águas descem rio abaixo, mas o leito do rio é o mesmo.
As coisas se repetem. E disto deduz-se que há uma causa inteligente que concebe, organiza e movimenta esses eventos.
Se tudo se repete, por que não a vida? A nossa vida, espírito que somos. O que há de impossível que todo o processo, da concepção ao nascimento, passando pela condição humana e culminando com a morte, possa se repetir? Qual a dificuldade de entender e aceitar isso? Medo? Do quê, se como espíritos, que é o que somos, somos eternos? Orgulho, para quê? Permaneçamos na condição humana, cem anos, não permaneceremos duzentos por mais gloriosa e favorável que essa condição seja.
Vivemos um tempo de transição. Idéias surgem por toda parte proporcionando um embate intelectual e de diferentes pontos de vista. Mas ainda que os olhos mirem em várias direções e a maneira de enxergar a vida e o mundo seja de muitas formas, tudo acaba convergindo para um ponto único que é a energia maior do Criador do qual tudo emana. Caminharemos adiante, como sempre fizemos, e, independentemente das circunstâncias. Caindo, levantando, e seguindo em frente. Porém, mais aliviados, em paz, confiantes e mais próximos da felicidade – essa aspiração que muitos confundem com satisfação momentânea e prazer efêmero. Felicidade, que desconhecemos porque o Cristo nos ensinou que ela não é uma coisa deste mundo. Ainda não. Mas será em algum tempo, certamente, quando, espíritos que somos nós compreendermos e aceitarmos a nossa realidade. Essa realidade não é decepcionante, senão para aquele que se contenta com o pouco que o orgulho e o egoísmo pode lhe proporcionar. Afinal, para um espírito, que é o que somos e que tem consciência da infinitude de sua existência, o que são cem anos desfrutando de poder e riqueza, neste mundo? Conquistas que desaparecerão na poeira do tempo. Porque já dizia Sócrates: “O homem é o que imagina ser”. Em nossa pesada mochila onde ainda carregamos orgulho e egoísmo, ao concluirmos uma jornada de aprendizado neste mundo o que levamos conosco é aquilo que somos em se tratando de virtudes e defeitos morais e conhecimento adquirido que jamais se perdem. O espírito estaciona se renitente em seus vícios, se descrente de Deus, se incapaz de compreender a mensagem consoladora e esclarecedora do Cristo, se orgulhoso e egoísta a ponto de acreditar que pode tudo, apenas porque tem braços e pernas pra fazer e mente pra pensar. Mas o espírito, nós, avança, todas as vezes que olha adiante e encara a estrada que é sua vida. Todas as vezes que se levanta depois de cair, e feito Paulo pergunta: Deus, o que queres que eu faça? O espírito, nós, encontra forças para continuar, não importa a dificuldade em que se encontre, todas as vezes que abre seu coração e percebe que dali de dentro sai o amor. Houve quem nos disse um dia: “Basta uma fresta para que a luz entre. E esta luz é o amor”.

sábado, 4 de setembro de 2010

PASSARINHO NA JANELA

Hoje eu queria muito conversar contigo

Mostrar-lhe como está o meu coração

Do que é feita a minha esperança

À medida em que avanço

Em direção um caminho

Que evitei durante muito tempo

Embora soubesse existir

Não faz mais sentido a provocação

A ironia perdeu o gosto

A dor adquire outra aparência

Embora seja sempre dor



Hoje é um dia em que eu queria muito tê-la ao meu lado

Porque cada palavra dita, eu saberia

Cada chaga exposta

Cada movimento do olhar à procura

De quem aceita enfim a vida como é

Seria compreendido por sua bondade

E tratado com respeito por sua razão


Não haverá esta mente de escrever nunca mais como antes

O passarinho trocou as penas

Aprendeu enfim a voar

E numa dessas voanças

Espera um dia pousar na sua janela

Mesmo que seja pra passar os dias que restam

A admirá-la à distância. E senti-la perto.

Seu perfume.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

CONSIDERANDO...

Dois anos sem o Lobo. Dois anos que a maldita vida deu um tiro bem dado e certeiro nos fundilhos do Velho e Maldito Lobo. Estou falando do jornalista e escritor Fausto Wolff. Há dois anos em uma hora como esta, nós estávamos na casa dos Favari preparando uma edição especial de O BETA para falar do finado. Saiu a edição. Aquela saiu. Era questão de honra. Todo mundo da redação escreveu qualquer coisa sobre o pai do Natanael Jebão. E voltamos para casa todos contentes e satisfeitos. Mesmo eu que, até então, jamais havia lido uma linha sequer do finado Lobo. É sempre assim. Eu teimo em chegar à festa quando ela já terminou. Se alguém duvida, leia Diário de Bordo. O meu. Todo escritor metido à besta (sou um deles) tem o seu Diário de Bordo.


Eu pretendia publicar essa ”conversa de botequim às 4 da manhã” (de saída e de leve) no Autores.com.br. Mas acho, sei não, desconfio, que a exemplo do finado Fausto eu também levei um pontapé nos fundilhos do pessoal lá. Porque há dias que tento acessar meu perfil e aparece uma mensagem que diz: O perfil não existe ou não está disponível. O quê?! Eu não existo? Quanta honra! Alguém se deu conta disso!

Ando escrevendo ultimamente com muita má vontade. Pedi emprego em um jornal dia desses e a chefe me disse educadamente que no momento “não estamos precisando”. E era o único jornal na espelunca dessa cidade onde eu, quiçá a boa vontade dos anjos, poderia arrumar emprego. Na verdade, tenho mesmo que arrumar urgentemente é um médico que desentorte minha coluna. E outro que dê jeito nas minhas vistas que, aos poucos vão se apagando. Disseram-me que natação é santo remédio pra desentortar coluna. Pode ser. Ao menos não corro risco de morrer afogado. Não porque eu saiba nadar. Até que sei alguma coisa. Mas o motivo é bem outro. Certas substâncias não afundam.

Vou tirar meu MTB. Pra sacanear os caras mesmo. Vou mudar de cidade (Por favor, verdugos, os rojões) e tocar a vidinha bem longe daqui. Esquecer de tudo, de todos e até de mim. Aceitar finalmente que de fato me chamo Geraldo. Faz 40 anos. E ganhar a vida com a escrita. Ora, tanta gente atualmente faz isso. Neguinho que nunca escreveu ficção, quando muito uns jinglezinhos medíocres pra político encalhado, agora deu pra ser jurado de concurso literário. E vêm dissertar em reunião solene sobre a coerência na Literatura. O Beckett é que adora isso. O Inominável idem. Nauro também adora isso. E Leão, o Ricardo devora isso enquanto leciona a Primeira Lição de Física. Coerência na Literatura. Puta que pariu demônio me tire daqui! Que merda isso! Eu tento resignar-me viver entre os metódicos medíocres, tento. Mas cheguei ao meu limite.

Feliz era o Lobo Fausto que bebia todas sem sentimento de culpa. Feliz é o ateu porque ele vive em paz. Feliz é o Iludido que acredita que basta abrir o coração pra conhecer o amor que sai de dentro dele. Do coração. Por mais enfermiço que ele esteja. Por mais revoltado que seja.

Enquanto isso, eu continuo acertando o rádio relógio pra despertar toda 6 da manhã. Eu não ganho pra escrever. E por essa razão vou pro céu quando morrer. Fausto Lobo, me aguarde.


PS: Onze e 54. Pensei não daria tempo. Senta e escreve. Para meia dúzia de parágrafos: 2 minutos. Ainda funciona.

"Conto histórias para mudar o mundo, pois vivo num mundo cujos senhores desprezam a educação e cultura, conseqüentemente os livros". - Fausto Wolff.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

AS COISAS DO SR. TEMPO

Alguém já deve ter se perguntado se o tempo tem sido o suficiente. Afinal, não raramente chega-se ao término do dia com a sensação de que de tudo que podia ser feito pouco ou nada foi feito.


Na vida profissional o tempo pode ser recuperado. Nas relações humanas, nem sempre. Hoje assisti a uma palestra em que se sugere que busquemos a reconciliação antes de perdermos o inimigo de vista. Porque se isso acontece, segundo a palestrante e, o livrinho que andei lendo, corre-se o sério risco de realmente transformar em inimigo aquele indivíduo que, por alguma razão, a vida, em toda sua sabedoria, colocou diante de nós em posição antagônica à nossa.

Inimigo: que palavra mais feia, que merece ser banida de nosso vocabulário.

Há quem prefira ter os seus inimigos por perto. Desconfie desse tipo de gente. Eles são capazes de tudo. Até mesmo de sorrir pra você e chamá-lo de amigo.

Passar bem.

Pessoas assim não sabem que o amor derrete o gelo e encurta a distância. Porque se soubessem estenderiam a mão e proporiam a paz.

Mas o que isso tem haver com o tempo? Tudo a ver. Porque o tempo continua contando do lado de lá. Se é que me entendem. Abandonam-se as circunstâncias, formas e conceitos da vida humana, mas a vida espiritual continua. Duvida? Pois não duvide mais. Procure se instruir. Esclareça a mente. Liberte-se do orgulho e do medo. E talvez você descubra um jeito de fazer com que o tempo de que você imagina dispor seja o suficiente para a realização das suas tarefas humanas. Que, por sinal, são muitas não é mesmo? Basta tirar o carro da garagem às 6 da manhã e atravessar de ponta a ponta a Avenida Visconde do Rio Claro pra que de repente você passe a acreditar que existe mais gente e mais veículos motorizados no mundo do que deveria. Porque a continuar tudo como está você terá todos os motivos para acreditar mesmo que seu tempo está se acabando ao volante de um carro que você ainda não pagou.

Tempo, pouco tempo, pouco tempo, tempo, pouco tempo, como diria Sechi, em seu momento overdose literária.

Acorde às 4 da manhã de uma segunda-feira. Repasse a sua rotina, olhando-se no espelho do banheiro. Cada tarefa do dia representa um tempo a menos pra você finalmente descobrir quem você é o que está a fazer neste mundo.

Já sei! És um pai de família, um profissional dedicado, um vizinho simpático, um torcedor apaixonado, um leitor vagabundo, um marido chifrudo (Isso não conta, todos são). Enfim, és de tudo um pouco, menos você. Porque amanhã, sugiro que ao invés de acordar às quatro, você acorde às três. E encontrará diante do espelho do banheiro as mesmas respostas. Faça isso todos os dias, acordando sempre uma hora mais cedo, e chegará o momento em que a esposa, os filhos, o vizinho e os colegas de trabalho (chefe não liga pra essas coisas) irão chamá-lo de louco. Aí então talvez você descubra quem é você e o que está a fazer neste mundo. Se der tempo, é claro.

De passeio você não está. Embora esteja de passagem. O problema, talvez você compreenda isso – se der tempo – é que na sanha de ser e fazer o melhor, e sempre, esquece-se de se olhar para o lado e atrás. Faça isso e verá que sempre existe alguém igual ou melhor que você. Pronto. O seu tempo é o mesmo que o dele. Duvida? Então lá vai: És a criatura que passa pelo tempo, e não o contrário, posto que o tempo é eterno. Que se presente é fato, passado é história, o futuro inexiste e assim há de ser sempre.

Aproveite o tempo, disse-me o garoto que desde os 14 anos gosta da mesma garota sem nunca ter merecido um olhar dela. Hoje ele tem 59 de idade, e ela também. Ele está numa cama de hospital, e ela toda sorridente, prepara o enxoval para a segunda núpcia. Ele não tem mais tempo. Ela tem todo o tempo do mundo.

Eu poderia lembrá-lo do time que perdeu o campeonato porque o árbitro da partida deu um minuto a mais de acréscimo.

Do trem que partiu antes da chegada do sujeito levando para os braços de outro a mulher amada que se cansou de esperar por ele e a terrível mania dele subestimar o tempo e a paciência dos outros.

Dê-me outros mil exemplos sobre o tempo e eu lhe darei apenas um motivo para que você valorize o seu tempo, cada instante. O tempo, ele é o caminho sem destino por onde percorre a sua vida.

Fotos ilustrativas: Web