quinta-feira, 16 de setembro de 2010

MATEUS 24:13

Aguarda-se com grande expectativa pelo dia 21 de dezembro de 2012, data em que, segundo as profecias Maias ocorrerão uma série de acontecimentos que irão transformar o mundo. Mas, por que haveríamos de acreditar em profecias oriundas de um povo primitivo? Seria ingenuidade imaginar que, em apenas um dia, como num toque de mágica, Deus iria retocar um de seus quadros que atende pelo nome de Terra. O homem recorre às datas para dar um sentido de organização ao tempo pelo qual passa e ao espaço que ocupa. Convencionou-se comemorar a data do nascimento de Cristo em 25 de dezembro. Mas o que iria mudar a sua história e a importância dela e de sua mensagem e exemplo, se a data correta do seu nascimento fosse 18 de abril?
Já estamos em Setembro de 2010 e o ano parece que começou ontem. O primeiro decênio do século XXI está para se findar e poderíamos perguntar se eram mesmo deuses os astronautas, e se eram, onde estão?
Os portais estão abertos desde meados de 1950, e por essa razão, de lá para cá, o tempo literalmente voa. E voará cada vez mais rápido, e o 21 de dezembro de 2012 tão somente marcará o início da aceleração do processo, que separará o joio do trigo e confirmará a promessa de que os bons herdarão a Terra, que os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. E quando estas coisas começarem a acontecer significará que a Terra, de fato, deixou de ser um planeta de provas e expiações para ser um planeta de regeneração. Certo? Em parte. Porque a Terra será esse planeta de regeneração quando não houver mais papéis de bala no chão, e nem cadeiras fora do lugar depois da festa, porque significará que todos estarão conscientes de que devem limpar a sujeira e a bagunça que fazem. Quando os políticos e as autoridades derem o exemplo de como se conduzir perante as responsabilidades de compromissos assumidos, e trabalharem com o melhor do seu esforço e capacidade, em prol da coletividade que estarão tendo a chance de representar, e não em prol de seus interesses e de determinados segmentos dessa coletividade. Quando o dinheiro e o poder forem compartilhados, porque aqueles que o tiverem a seu tempo, compreenderem que a água, mata a sede, traz o alimento para a mesa, limpa e cura, mas, uma vez parada apodrece. Quando o mais forte, usar da força do seu braço e de sua inteligência e posição social não para derrubar, mas levantar quem encontra caído à sua frente.
Este cenário paradisíaco, não é senão um dos primeiros degraus, daquilo que podem ser os mundos. E se olharmos para o que somos e o que fazemos e o que temos, haveremos de indagar quantos 21 de dezembro de 2012 ainda serão precisos?
A humanidade estava no Jardim da Infância ao tempo de Moisés, fez o Ensino Fundamental pelas mãos do Cristo, cursa a Universidade nestes tempos de transição. Mas como todo aluno relapso no início de sua jornada de aprendizado, encontra agora dificuldades, e se vê aquém do necessário, e se sente inseguro, quando está preste a dar o passo mais importante e decisivo de sua trajetória.
Se para o aluno, o estudo é o melhor remédio, para a humanidade também, embora não seja o suficiente. Pois à humanidade é necessário o amor, a si e ao próximo, que lhe permite a certeza de jamais caminhar só; a fé, que lhe dá força para levantar quando cair, aprender com as dificuldades, e seguir adiante. Porque este é o destino. E o destino não conhece o ontem. Porque o passado não pode ser alterado. E se tanto nos preocupa o amanhã, é bom lembrarmos que ele, o amanhã, será para nós, aquilo que formos hoje para a vida. Afinal, se há 1000 anos estávamos vivos, se daqui a 1000 anos estaremos vivos, então, que estejamos bem, em paz e felizes, não somente daqui a 1000 anos, mas já no instante seguinte a esta leitura.

* Artigo publicado no Jornal Cidade Livre, edição de 21/set.2010 e no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 26/set./2010.



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