segunda-feira, 1 de novembro de 2010

HABEMUS DILMA!

Consta nos anais da História que, por volta de 1 mil e bolinhas aC, o Conde de Bostaebastenberg, dirigiu-se à recém empossada Rainha Madeleusa da seguinte maneira: Minha cara, como devo chamá-la? E ela, do alto da pose que o cargo lhe impunha respondeu com os olhos fitos no horizonte: Sua dona. Então o nobre arruinado riu amareladamente, ao que a realeza emendou: sua irmã... sua esposa – e de repente o sorriso foi desaparecendo do semblante do conde – sua mãe. Dependerá evidentemente – ela continuou – do momento e da ocasião.

O 40º. Presidente da história da República brasileira é uma mulher. E promete ser a presidenta de todos. Difícil acreditar quando tais palavras saem da boca de um petista. A menos que ele se chame Luis Inácio Lula da Silva. O legado do presidente poderá ser compreendido na medida em que seus 8 anos de governo se distanciarem no tempo. A fórmula mágica de Lula foi aumentar a ração dos galos donos do terreiro e dar pirulitos aos pintinhos. Reformas, nenhuma. Solução nos graves problemas de saúde e ensino público, nada. E se estes problemas são sentidos no sudeste, piora nas regiões norte e nordeste do país. Então a pergunta que fica é: E daí? – Realmente, porque nestas regiões, a candidata de Lula nadou como diria o caipira, de braçada. Ora, cara pálida, quer dizer que aquela gente sofrida do mundão do país, pouco se importa se não há médicos e remédios nos postos de saúde, se um simples exame laboratorial leva meses para ser feito. Se, em casos de extrema urgência é preciso botar o doente nas costas e bater de porta em porta nos hospitais públicos, geralmente distantes naquelas plagas, centenas de quilômetros um do outro. Ou simplesmente entregar o doente às preces do Seu Pedro de Alexina. Porque, já dizia Pimpão de Trás os Montes: terra deu terra come

A latente aspiração de poder da região sul do Brasil, novamente não pôde contar com o apoio dos mineiros, como fora prometido por seu senador. Nenhuma surpresa. Afinal, os mineiros sempre viraram as costas para as causas mais importantes da nação. Os Inconfidentes que o digam. O que não os impede, todavia, de serem bajulados pelos historiadores e cientistas políticos como os artífices da liberdade e da democracia no Brasil. Ah, me conta outra vai!

Até São Paulo, exceto a capital, e algumas cidades cuja maioria do eleitorado não se submete às imposições dos governantes, como Rio Claro, traiu a esperança daqueles que acreditam que governar é mais do que proporcionar pão e circo ao povo, agradar aos coleguinhas e perseguir os inimigos.

Em seu primeiro pronunciamento, após o pleito eleitoral, a presidenta, disse estender a mão à oposição. Bom seria fosse verdade, porque se sabe que isso não se dará.

O Brasil precisa de conciliação, união? Sim. Muito mais agora quando a diferença de apenas 12% do eleitorado em favor da candidata eleita demonstra que considerável parcela da sociedade brasileira, quase a metade, está insatisfeita com alguma coisa senão muitas e deseja mudanças.

À parte a maioria esmagadora que terá no Parlamento, ao menos de início, o novo governo precisará lançar mão do diálogo. E então haverá oportunidade de saber se a declarada discípula aprendeu de fato com o Mestre.

Tem-se a nítida impressão que os 56% de eleitores que optaram pela presidenta eleita, o fizeram porque não puderam por força de lei optar novamente pelo presidente que se retira de cena.

Um dos benefícios mais salutares da democracia é a alternância de poder que ela permite. A maioria do povo eleitor, e não o povo, como insiste em declarar os vencedores, optou, entretanto, pela continuidade assumindo todos os riscos que tal opção implica.

Resta torcer para que o novo governo tenha a mesma força e credibilidade que o anterior para enfrentar os desafios que terá pela frente, o mais significativo, de início, a guerra cambial deflagrada no mundo. E, na seqüência, a dívida interna que atinge números estratosféricos e se constitui em mais uma conta que alguém um dia haverá de pagar. Advinhe quem? Resta rezar finalmente para que o novo governo tenha a coragem que faltou ao anterior para de fato promover as reformas de que o país necessita para se ver livre das amarras que impedem o seu melhor e maior desenvolvimento.

Será preciso mesmo muita torcida. E muita reza.

3 comentários:

  1. É isso mesmo, Temos Dilma. Eu não votei nela,mas, como sou brasileiro e vivo aqui tenho que torcer muito para que ela faça um bom governo e que faça minha desconfiança ir para o brejo, só que ouvindo agora o pessoal que ela está reunindo para ajuda-la fiquei meio triste...Vamos ver.

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  2. A mim, só resta repetir: rezem muito, muito mesmo!
    Infelizmente acho que entramos noutra barca furada...tomara que eu esteja errada ! Tomara !!!

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  3. Eu particularmente, com todo respeito votei na Dilma. Jamais votaria no Serra. Sou paulistana e conheço muito bem o governo dos tucanos.
    E viva as diferenças.
    Rezo para Deus para que a mesma siga o exemplo do meu querido Presidente Lula e que a mesma tenha saúde, porque se cair nas mãos do vice...daí sim, o negócio ficará feio.
    Viva as diferenças. Todas devem ser respeitadas.
    Estamos numa democracia.
    Abraços meu amigo

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