terça-feira, 14 de junho de 2011

Amedeo, antes de pintar, escrevia

Suporte a sua dor
Seja um guerreiro
Sangre até o fim
Se preciso for
Vá mais adiante
Atrás depois do fim
Onde o sol se põe
Onde a lágrima assim
Cai
Sem alcançar o chão

Enfrente o inimigo
Olhe-se nos olhos
Ele está a sua frente
É preciso derrotá-lo
Pra que surja o novo
De dentro de você

Sua estrada é longa
Seu destino certo
Além de Damasco
Cegos não conduzem cegos
Dê-se aos vermes
Pra que possas ressurgir
Reluzente
Em tua volta
Uma luz
Em tua mente

Ela há de te guiar
Revelar-te no vale
À noite, entre sombras
Daqueles que pereceram
Antes de ti
E não podem renascer
Porque não acreditam

Se tais palavras não lhe tocam
Se tais versos nada lhe dizem
Esqueça
Siga em frente
Você está entre os chamados
Mas não foi escolhido
Porque não quis.

Dou voz aos mudos, luz aos cegos, ouvidos aos surdos. Recolho a dor espargida como nuvens negras no céu agonizante da vida daqueles que partiram antes, sem compreender. Sou intermediário. Eis o que sou. Nada mais. – gjcjr.

Um comentário:

  1. O que mais posso dizer se teus versos minha alma embriaga e a minha voz embarga.
    Maravilhoso.
    Abraços.

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