quinta-feira, 23 de junho de 2011

A MAL RESOLVIDA ESTÓRIA DO SR. K.

O vento forte e o céu nublado prometendo chuva pra qualquer momento geralmente impede que caras como eu saiam de casa. A menos que não se importem de tomar chuva no rosto e se apresentar devidamente ensopado diante da namorada. O vento forte geralmente impede outras coisas como acender ao cigarro e mantê-lo aceso na boca, enquanto se cata milhos no teclado com a mão esquerda, porque com a direita, claro, vai se segurando o cigarro com aquela pose de bicha virgem às 4 da manhã.
Bom, assim se inicia um parágrafo do que se pretende ser uma estória. Que, já vou adiantando, aos mais sensíveis, sujeitos a lágrimas e soluços, suicidas em potencial, a estória que aqui se pretende contar, bem entendida, depois não reclamem, ela é toda baseada em fatos verídicos. Por isso, menores de idade, deixem a sala, ou melhor, fechem o e-book, e vão se masturbar diante da madame Internet que espera ansiosa por vocês.
Ora, não se assustem! Esta é sim, uma estória verídica, mas até a página dois. Ou até que a tentação irresistível se imponha de maneira absoluta e definitiva e leve este aprendiz de autor a abrir um período durante a narrativa que aqui se inicia para, entrementes, falar daquele sujeitinho.
Dirão os entendidos: Senhoras e senhores, amantes da boa leitura, reneguem este abusado rapaz que pensa ser um novo Shakespeare. Mas eles pensam isso de mim! Deus!
Não sei por que razão toda vez que Sergio vem me visitar eu pego para ouvir Cindy Lauper pelo resto da tarde e noite adentro, passo o café, logo pela manhã, ouvindo Cindy Lauper. Luciene chega e pergunta: De novo, ouvindo Cindy Lauper, baby? Sim, baby. De novo. De novo por quê? Sergio me visita duas ou três vezes por ano. Ano houve que ele me visitava quase todos os dias. É por isso que eu fico coçando a pontinha da orelha. Da direita ou da esquerda? Sabe que ainda não parei pra observar isso? Prefiro acender ao cigarro. Porque, neste exato momento, não venta, não chove, e me desculpe você leitor, mas a estória verdadeira e emocionante que eu tinha pra lhe contar vai ficar pra outra oportunidade.
Mentiroso, eu? Claro, afinal, sou escritor. Ou não? Você decide. Mas só depois de destruir a tela do seu computador. 

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