quarta-feira, 6 de julho de 2011

TODAS QUEREM SER LOUISE BROOKS

Ou simplesmente Lulu. Explico. Estamos em 1920 e qualquer coisa. O cenário é Hollywood. Cinema mudo. E a musa dessa época é Lulu. Ou simplesmente, Louise Brooks.
Nascida em Kansas, nos Estados Unidos em 14 de novembro de 1906, Louise estreou no palco aos 4 anos de idade. Ainda jovem, saiu de casa e foi ganhar a vida como dançarina integrando a Company Danishaw Dance, a mais renomada companhia de dança moderna norte-americana.  Depois, foi destaque do Ziegfeld Follies. Sua estréia no cinema se deu em The Street of Forgotten Men em 1925.
De personalidade forte e determinada a atingir seus objetivos Louise Brooks não era dada a bajular ninguém e não aceitava as condições desfavoráveis impostas pelos estúdios aos atores e atrizes da época. Por esse motivo deixou a Paramount Pictures e foi para a Alemanha onde, sob a direção de G. W. Pabst filmou A Caixa de Pandora, talvez seu maior sucesso.
Diziam que sua voz era horrível o que não era verdade. Com o advento da sonoridade nos filmes Lulu foi sendo posta de lado aos poucos até ser esquecida por completo pelos estúdios e pelo grande público.
Mas a sua imagem de mulher ao mesmo tempo ingênua e fatal, e sempre com o cabelo curto e liso, a lhe deixar a mostra o pescoço sensual, já havia conquistado a eternidade na memória dos seus fãs. E o famoso corte de cabelo jamais saiu de moda, embora, ao longo do tempo tenha ganhado novas versões dos hairstilistys.
Na década de 1940, Louise Brooks chegou a trabalhar em New York na rádio CBS.
Não tinha muitos amigos. E teve de trabalhar como vendedora numa loja de departamentos para sobreviver.
Nos últimos anos de sua vida dedicou-se exclusivamente à Literatura. Seu livro Lulu em Hollywood tornou-se best seller.
Sofria há vários anos de artrite deformante quando veio a falecer em 08 de agosto de 1985 aos 87 anos de idade. E o fato não mereceu destaque da mídia especializada da época.
Foi-se a artista. Permaneceu o mito. Seus filmes hoje se acham facilmente disponíveis em DVD para o deleite de seus fãs que só aumentaram com o decorrer do tempo devido ao fascínio que exerce sua figura ímpar e encantadora.
Talvez a maior homenagem que Louise Brooks recebeu em vida foi em 1955 na exposição alusiva ao cinema realizada no Museu de Arte Moderna de Paris. Um grande retrato seu foi colocado na entrada da exposição. Perguntado qual o motivo de homenagear uma atriz da qual poucos se lembravam o coordenador do evento Henry Langlois respondeu: “Para nós não existe Greta Garbo nem Marlene Dietrich. Existe apenas Louise Brooks”.

Texto publicado na Revista Cineminha (edição virtual, Mai/2010) http://revistacineminha.wordpress.com/category/reportagem/

Um comentário:

  1. Desculpe se pareço ignorante, mas não a conhecia.
    Vou procurar saber mais a respeito dela, já que era uma pessoa que lutava para atingir seus objetivos.
    Beijos.

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