sábado, 16 de julho de 2011

UNS e OUTROS, e todos NÓS

Você provavelmente nunca verá um espírita atacando a fé e a doutrina alheia. Nunca o verá proferindo uma palestra gesticulando, gritando, querendo impor e não expor. Ele jamais se dirá profeta, dono da verdade ou possuidor de informações privilegiadas. Ele não fará pose, nem será dissimulado quando lhe surja oportunidade para falar sobre o Espiritismo. E ele certamente pensará umas duas ou três vezes antes de fazê-lo. O espírita que realmente se esforça por sê-lo, como propõe Kardec, é comedido com as coisas que lhe dizem respeito, educado com as diferenças alheias, compreensível com as imperfeições dos outros, racional em suas ações, e amável para com aqueles que o procuram.
Exatamente por esse motivo, que o Espiritismo ainda não foi assimilado pela mente e o coração da maioria das pessoas, acostumadas em dar crédito e atenção àquilo que impressiona os sentidos e convence pela imposição ou pela mentira dita mil vezes, um milhão de vezes e que acaba se tornando uma verdade porque o uso faz o costume. E o costume acomoda e satisfaz as mentes e os corações inquietos e famintos do palpável e do fantástico. Do pão e do circo. E o alimento da alma que é o que se é e não o que se tem, é bem diferente disto. É a fé com que se levanta do chão e se segue adiante, o amor que realiza obras que duram ad eternum, o perdão que estabelece a paz, sem a qual a fé e o amor se tornam impossíveis; é o esclarecimento que, em se fazendo luz dá vida a alma feito o sol que dá a vida ao humano e ao terreno.
O Espiritismo não faz propaganda de si mesmo porque não precisa. Ele já existia antes do homem ser. E ele permanecerá. Porque é obra de Jesus, expressão máxima do seu amor incondicional por nós, todos nós, que ainda somos pequenos aprendizes aptos a servir.
Rio Claro/SP, 16/07/2011
17h03

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