sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DE VOLTA PARA O FUTURO

Estréia nos cinemas do Brasil, Super-8, que alguns reputam como a mais recente obra prima do Sr. Steven.
Quem viveu a época e soube curti-la, dela não sente falta nenhuma. Quem não soube, olha para trás e se corrói de arrependimento. Quem não viveu, mas ouviu falar, acha que foi tudo uma maravilha. Não foi. Vivíamos em um país de merda, infestado como sempre por políticos corruptos e oportunistas, e onde dinheiro não valia nada, oportunidades não havia nenhuma e pra curtir um som que prestasse precisávamos recorrer ao pessoal do estrangeiro ou os chapados daqui mesmo.
A sorte é que não havia essa doença contagiosa chamada sertaneja e esse castigo coletivo chamado forró.
Ora, vá lá, havia. Mas aquele era ainda um tempo em que apenas os bons se estabeleciam.
Crescemos. E basta se tornar adulto pra compreender com certa decepção o que é este mundo, o que é esta vida e o que é a humanidade.
Sinto falta dos meus 14, 15, 16 anos. Claro. Mas não sinto nenhuma falta daqueles ridículos anos 80. E nem Spielberg me fará pensar o contrário. Ainda me sinto bem melhor de volta para o futuro. Ou, à meia-noite em Paris, onde nascem e terminam os sonhos.

Um comentário:

  1. Ridículos anos 80...também acho !
    Mas é verdade que foi um tempo onde somente os bons se estabeleciam.

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