segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A GUERRA ESTÚPIDA

Cristãos e muçulmanos. A mais sangrenta e duradoura batalha motivada pela fé. Eis o fato histórico. O que não se compreende, entretanto, é com que direito definem-se como cristãos, as pessoas que pegam em armas para matar o seu semelhante. Pessoas motivadas pelo ódio, intriga, interesses de uma minoria a qual representam.
Acaso fora isso o que Jesus Cristo ensinou por intermédio de palavras e atitudes? Tais pessoas certamente não sabem o significado da palavra “Cristo” (1).
Jesus ensinou o amor incondicional, tão fácil de ser descrito em verso e prosa, mas tão difícil de ser praticado. Ensinou a retribuir o mal com o bem, a perdoar o inimigo, a não vê-lo como tal, mas, como um semelhante no caminho árduo da evolução espiritual. Jesus revelou a fé na vida futura. Não veio destruir as leis, mas aperfeiçoá-las e cumpri-las.
Por isso custa aceitar a ideia de que o cerne do embate cristãos versus muçulmanos seja religioso. Talvez tenha sido no princípio, originado do fanatismo e na fé irracional por uma ideia, seja qual for, que nenhum benefício traz. Hoje, esse motivo não se sustenta. Mais fácil aceitar que o verdadeiro interesse para fomentar e perpetuar essa inútil guerra estúpida seja o interesse econômico. O interesse deles, os espertos, os velhacos, os donos do dinheiro e dos papéis valiosos, dos números fictícios que só existem nos computadores, mas que, por incrível que pareça, são mecanismos eficientes de decisão para atender aos interesses dos Money Owner Men of the World.
Quem ganha e quem leva vantagem com embate religioso que serve de pretexto para as barbaridades que se cometem contra a humanidade, como a fome, as doenças contagiosas, a concentração de riquezas, a alienação de crianças e jovens, a vulgaridade das mulheres, a estupidificação das culturas e das artes e, por conseguinte da juventude?
A resposta: Aqueles que fabricam e vendem armas letais. Porque sem elas, a guerra é impossível.
Esses idiotas pensam que ficarão neste mundo para sempre. Esquecem que um ponto luminoso por menor e menos intenso que seja já prevalece sobre a escuridão. Perderam a fé no amor porque em algum momento de suas vidas tiveram os seus interesses mundanos contrariados. E, por essa razão, passaram a acreditar na falácia de que se não são felizes ninguém tem o direito de sê-lo.
Jesus era um Mestre. E Maomé, um profeta. Não. Eles não eram. Eles são. Ambos merecem respeito. E não merecem que seus nomes sejam atirados na lama por fanáticos, cegos de razão, e vazios de alma.
Estes indivíduos são, em verdade, infelizes, por opção. E que se sujeitam a servirem como escudo, espada e massa de manobra para os velhacos espertalhões que se julgam donos do mundo.
Acreditam levar adiante uma revolução. Ingênuos. Não há revolução que comece da base da pirâmide social à qual eles pertencem e à qual a maioria de nós pertence. Nunca houve, jamais haverá, ainda que nos façam acreditar nisso. Sejam revoluções sociais, políticas, culturais e religiosas, elas se originam dos interesses de uma minoria dominadora, exclusivista e insensível aos valores morais, a qual é formada pelos tidos e havidos como os donos do mundo.
Para melhor entendimento, tomemos como exemplo a seguinte metáfora: Em certos momentos, essas pessoas (se é que à eles cabe a denominação), desejam trocar a mobília e o cenário onde vivem, o figurino que vestem (ou se disfarçam) e até mesmo os criados que lhes servem. Então é preciso renovar tudo, botar tudo pra fora, limpar o ambiente e o fazem com seus recursos e a seu bel prazer. Essa transformação idealizada e conduzida por essas pessoas, para atingir apenas aos seus interesses, geralmente mesquinhos e reprováveis à razão, é o que se convencionou chamar de revolução. Uma, de caráter econômico e social está em andamento na Europa com reflexos jamais admitidos naquilo que se convencionou chamar de o império americano.
E para não aparecerem a olhos vistos, porque isso não lhes é interessante, essas pessoas escolhem a dedo alguns para representá-los. E quando se vê um norueguês, de nome difícil de pronunciar, escrever um monte de idiotices e praticar um ato de barbaridade contra pessoas inocentes, ele apenas reproduz aquilo que “outros” o convenceram como sendo a verdade, prometendo-lhe, certamente as benesses de um paraíso, na verdade inexistente, como os fanáticos cristãos e muçulmanos o fazem.

(1) O ser crístico é aquele que ama sem interesse, eleva-se pelo sacrifício de si mesmo, por onde quer que caminhe o faz com igualdade e fraternidade entre os seus semelhantes; a sua oferta é o culto interno de veneração à Divindade, é humilde, sabe que é falível enquanto humano, se conduz pela verdade e vivencia a Deus por sua conquista individual através das boas obras que realiza. – Fonte de pesquisa: http://vidaplenaebem-estar.blogspot.com/2009/12/o-que-e-ser-cristico.html

Um comentário:

  1. É óbvio que há muito mais do que religião fomentando tais barbaridades.
    E Deus não separa, não se divide em nesta ou aquela denominação e muito menos se importa em ser chamado de Alah, Deus, Jeová ou qualquer outro nome que queiram dar. Isso é coisa da dualidade, Deus apenas é.
    Parabéns pelo texto !
    Abraço

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