quarta-feira, 26 de outubro de 2011

PURA MALDADE!

Devo admitir. Ando meio tirano ultimamente. Faz parte da tentativa – geralmente frustrada – de impressionar os admiradores e manter os inimigos a uma distância segura. Deles em relação a mim, bem entendido, e não o contrário. Porque, sob a ótica da perversidade, segundo a filosofia siciliana de meus antepassados por parte de mãe, deve-se, a bem da própria sobrevivência, manter o inimigo por perto, ao alcance dos olhos, e, preferencialmente, das mãos.
Exatamente por esse motivo, acreditem, perguntaram-me dia desses, qual seria, em minha opinião, a palavra mais feia, mais horrorosa, deprimente, impronunciável da Língua Portuguesa, e, sem nenhum receio, respondi: Como.
Como?
Sim, meu caro, exatamente. E não me pergunte como é possível.
Duvida? Pois irei lhe provar mais adiante.
Como é horrível. Não flerta e nem conquista, não serve, portanto de dama de companhia, namorada, amante, esposa, marido, filho, filha, pagem, enteada, babá, enfermeiro ou sei lá o quê. Simplesmente como não serve de companhia agradável para qualquer outra palavra.
Não mesmo. Como com ela então, Deus me livre! Chega a dar náusea.
Como é que puderam inventar o como, como palavra?
Nossa! Quanto como! Assim eu engordo.
Nada mal dirão (eis outra palavra horrível! Dirão)
Faz lembrar alcunha de compositor de música nojoneja.
O “orélio” e o “googlerélio” estão cheio de palavras horríveis quanto ao valor estético.
Mas voltemos ao raciocínio. Deixemos o fluxo de pensamento de lado. Poupemos Brás Cubas e voltemos ao escrivão Isaías. Dizia eu, se bem me lembro, que: (...) dirão nada mal, o fato de eu engordar de tanto comer como (afinal, responda em cinco segundos: como se come; e se come, como?) aqueles que só esta semana já me mataram com o olhar uma dúzia de vezes.
Como ele emagreceu! Óh! Estará com diabetes? Câncer! Câncer?
Claro, nada mais chic e exuberante, a doença da moda, doença de artista, de bacana, de gente poderosa. Epa! É bom parar por aqui.
 E eu então penso, sabe como é? São esses comos da vida que nos fazem diluir em lágrimas a esperança de encontrar um modo de como ficar rico?
Vou dar uma sugestão. Anote: 06,07,09,10, 41,50. Jogo toda semana. E já disse que irei ganhar de teimoso. Que outro besta iria jogar números tão bestas como estes.
Tá vendo como o como não cai bem com nada? E também com estes. Claro, evidente.
Quanto é melhor que como, você há de convir, finado leitor.
Tão besta quanto este, é o que eu deveria ter escrito algumas linhas acima. Como que não me lembrei?
Taí, até que fica bem como com que.
Garfo, ora!
Espera. Você está me confundido, leitor.
Voltemos ao quanto. Porque quanto remete a dinheiro. E o como, implica apenas em como encontrar um meio de ganhá-lo. Esqueça os números acima, por favor, e tente outros. Sou samaritano e humilde demais para perder o meu tempo pensando em como farei para dar fim no outro ganhador da Mega Sena com o qual, dia desses, terei de dividir o prêmio.
É. Isto mesmo! Sorria finado leitor depois de ler tanta besteira. Mas saiba que estas linhas tiveram início debaixo de uma conjuntivite, por volta das 23 horas e 30 minutos de uma terça-feira, enquanto eu pensava como poderia começar a crônica de Novembro para o Aquarius. Como?
Bem, agora, eu já sei. Com a sua licença. Obrigado.
Geraldo J. Costa Jr é cronista. E rio-clarense. Para o desespero de muitos.

Um comentário:

  1. Como é que pode perder tempo lendo essa besteira. Como? Sentado, devolvendo todos os comos que eu comi, lendo. E fique gordo, inimigo meu. Aqui, bem perto, como você gosta de ficar. Vingança? Como eu faço para me vingar? Mando pizza para o marmanjo. Como? De ônibus, de a pé mesmo, de bicicleta. E como eu faço para não engordar? Bem, como se fala mesmo, quando o que eu como e devolvo? Pois é, outra palavra nojenta! Adorei a briga do como com o como. E venha mais como que eu devolvo todos eles. Abraços, poeta!!! Parabéns!

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