domingo, 9 de outubro de 2011

QUO VADIS, DOMINE

Sorria não agora, sempre
Você nunca saberá o depois
Qual será a sua imagem, intenção e motivo
Desconfie da fidelidade, repudie a felicidade
Ela não é o que se parece
Esqueça
Não imagine alcançá-la
Nem tente entendê-la
Sorria
Apenas isso
E vá vivendo o seu minuto
Dia a dia
Tenha coragem
E admita
Que o mais importante
Está nas menores coisas
São elas que permanecem
E ocupam na mente menos espaço
Exigem menos do coração
São porque são
Imbuídas de desejo
Desprovidas de amor

Pergunte à liberdade
O porquê do amor
Pergunte se o conhece
E ela lhe dirá que não

Esqueça o que lhe disseram
Deixe a noite passar
Recue a cadeira
E afasta-se da janela
Quando o sol brilhar
Deixe o ambiente
Abandone-se
Uma vez mais
E recomece
Sem carregar nas costas
A esperança
Que os minutos consumiram
E transformaram
Em lembranças
Lembranças...
Lembranças, o que são?
Onde ficam? E de onde vieram
Qual a sua imagem, intenção e o porquê?

Sorria
Faça a sua parte
Longo é o caminho
Escuro o corredor, apertado
Ele leva à arena onde padecem os bons

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