quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O NOVO VEXAME DO LEGISLATIVO DE RIO CLARO

Depois de mais um show de horrores, protagonizado, dessa feita, pelos vereadores Mônica Messetti (DEM, ao menos é o que informa o site da Câmara) e Valdir Andreeta (PR) na sessão camarária de última quarta-feira (22), fica mais uma vez demonstrado ao eleitor rio-clarense a necessidade de promover, democraticamente, através do sagrado direito do voto, uma profunda renovação no Poder Legislativo de Rio Claro. É o cúmulo se utilizar da tribuna pública para discutir assuntos de interesse pessoal. A velha história do acusa, mas não prova tão habitual na vereança de Blue City. Na referida sessão, os vereadores votaram 8 projetos. Ótimo. Mas qual deles tem significativa importância para a comunidade rio-clarense, de modo a interferir de maneira positiva em sua vida?
Tanto o Executivo, como o Legislativo Municipal de Rio Claro, para o desgosto de sua população, tem dado provas cabais de sua incompetência, na atual administração que se iniciou em 2009 e se estenderá até 2012, portanto, terá o rio-clarense mais um ano de sofrimento e decepção. O primeiro incapaz de levar a bom termo uma licitação, o segundo, de promover um concurso público sob o qual não pairem desconfiança. Sem contar as interferências infelizes, de quase todos os vereadores, quando de suas manifestações em plenário, onde pairam deboche, ironias, falácias e tentativas de justificar o injustificável. Pergunta-se: O que Rio Claro ganha com tal situação?
E tudo isso a nosso ver decorre do desinteresse das pessoas de bem, aquelas realmente idôneas, preparadas moralmente e intelectualmente pela política. Porque nunca é demais repetir, onde o bem se ausenta o mal se instala.
A parcela jovem da população rio-clarense, que, dividindo o escasso tempo entre trabalho e estudo, que se dedica de corpo e alma às iniciativas de cunho cultural e social, reclamam amiúde, nas redes sociais, nos encontros dos quais participam, a falta de oportunidade em participar de maneira mais efetiva da vida política local. Alegam que são cerceados no seu direito de expressar e interferir nos partidos políticos com os quais se identificam (até por falta de opção de outros melhores) e tentam participar.
E isso realmente ocorre se levarmos em conta que, na relação de candidatos a vereadores e mesmo nas chapas que disputam o poder executivo, a cada eleição, as caras são sempre as mesmas, os discursos sempre os mesmos, as promessas idem, independente dos resultados, ou seja, dos votos obtidos nas urnas.
Por que será que isso acontece? Aqui é oportuna uma especulação. Acaso teriam “donos” os diretórios locais dos partidos políticos? Quais compromissos inconfessáveis ou inquebrantáveis teriam esses “donos” com os caciques estaduais e nacionais dos partidos políticos estabelecidos em nossa cidade? Ou nada disso aconteceria, e sim, apenas a confirmação daquilo que sugerimos anteriormente, ou seja, o triste e desolador cenário político local dominado por pessoas que representariam os interesses de segmentos específicos da sociedade rio-clarense e não o interesse coletivo. Pessoas despreparadas moralmente e intelectualmente, porém, dotadas de uma esperteza ímpar para ludibriar o eleitorado, através de falsas promessas que se renovam na sua forma, mas permanecem inalteráveis no conteúdo a cada quatro anos.
Estas continuarão sendo protagonistas da cena política de Rio Claro enquanto prevalecer a omissão das pessoas de bem e devidamente preparadas.
A esperança reside na atual juventude e nas novas gerações de rio-clarenses, de onde poderia e deveria surgir um movimento que tivesse por objetivo mudar essa situação e trazer novos ares, novas ideias, novas práticas mais salutares à vida política da cidade.

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