quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ANO NOVO. VIDA NOVA.

Nestes novos tempos. Tempos de transição e não destruição. Tempos em que no bojo das intempéries da natureza renovadoras e salutares ao ambiente físico e espiritual do planeta que, como qualquer ser humano é um ser vivo, livre e independente, a humanidade tem a grande oportunidade de se espiritualizar. Ou seja, o ser humano pode e deve buscar a essência daquilo que de fato é: espírito.
As modernas tecnologias são conquistas pelas quais a humanidade fez por merecer, por meio do seu esforço ininterrupto de aprendizado e trabalho. Elas proporcionam conforto, comodidade, segurança, uma melhor qualidade de vida. Mas são acessórios, não são a essência, como em princípio sugerem o deslumbramento que proporcionam.
O homem, evidentemente, deve se servir dessas modernas tecnologias, mas não deixar-se se escravizar por elas, dedicando atenção e tempo além do que recomenda a inteligência.
A vida humana é uma experiência, uma oportunidade com data, local e hora para começar e terminar. Antes de sermos humanos, já éramos espíritos. Vivíamos há um milhão de anos, senão como somos hoje, mas, do modo como podíamos, conforme nosso nível de evolução naquele momento, e estaremos vivendo daqui a 1 milhão de anos.
Então, por que a pressa? Por que o medo? Tais sentimentos não se justificam, não encontram respaldo na consciência quando, despidos de orgulho e vaidade, a enfrentamos cara a cara, senão por iniciativa própria, algo possível a cada instante de nossa experiência, nossa vida humana, mas, compulsoriamente, quando, ao final de cada experiência, temos necessariamente que nos submetermos ao tribunal da nossa consciência, o único que, de fato, tem o poder de nos condenar ou absolver.
Ao mesmo tempo em que os avanços da ciência nos oferecem as vantagens para gozarmos uma vida humana mais longínqua e prazerosa, algo justo porque se estuda e trabalha-se arduamente também para isso, portanto, aqueles que o fazem são merecedores disto, podemos também cuidar do espírito que somos. Porque o espírito que somos, feito o corpo físico que temos, ele também possui as suas necessidades, também precisa de cuidados, carinho, atenção.
Práticas acessíveis a todos, que, tempos atrás, poderiam levar um indivíduo às barras dos tribunais da Inquisição, hoje tem seu mérito, valor e importância reconhecidas, porque foram estudadas, analisadas, entendidas e aceitas.
Uma delas é a transmissão de fluídos benéficos. Chamada de: passe, para os espíritas kardecistas, johrei para os messiânicos, reiki para os adeptos da terapia alternativa complementar. Nada mais é do que através do pensamento positivo, da boa intenção, do desejo firme e forte de ajudar e ser útil ao próximo, canalizar as energias positivas do espaço cósmico (os bons fluídos) e transmiti-las imbuído de amor ao assistido substituindo as energias negativas pelas positivas, através do método simples e eficiente da imposição das mãos.
As terapias holísticas também oferecem oportunidade para um trato, digamos assim, no espírito que somos.
E evidentemente, a boa leitura, aquela que edifica valores que a razão recomenda e o Bem sanciona tem o poder de nos despertar a consciência para os valores morais, tão importantes para a nossa evolução, que, em face dos nossos mesquinhos e pueris interesses, nos passam despercebidos.
Inúmeras são as bibliotecas públicas municipais, e Rio Claro as possui em boa conta, devidamente organizadas e atuantes, que oferecem boa leitura, de forma gratuita e em ambientes agradáveis, podendo-se inclusive retirar o livro por período determinado, se o indivíduo fizer o seu cadastro.
As prefeituras oferecem também gratuitamente, aulas de diversas modalidades esportivas para crianças, adultos e jovens. Além de oficinas culturais.
Nesses dias tão corridos, onde parece estar faltando tempo para tantas ocupações às quais nos dedicamos, precisamos sim recarregar as nossas baterias humanas e espirituais, pois, no estágio de evolução em que nos encontramos, dependemos de ambas, e quando uma não está devidamente carregada e não funciona direito, a outra se desequilibra e o rendimento do espírito que está e vive em um corpo humano, ou seja, nós mesmos, cai em níveis por vezes, assustadores, o que acaba por impedi-lo de viver, produzir e caminhar com equilíbrio, de maneira harmônica, em paz, em sua infinita jornada de evolução, onde aprende, e, portanto, cresce, agiganta-se, aperfeiçoa-se ao infinito intelecto e moralmente.  

2 comentários:

  1. Excelente, meu amigo.
    Hoje em dia especialmente as pessoas dedicam muito pouco tempo de suas vidas aos cuidados do espírito.
    O bem estar físico não é associado ao bem estar espiritual em nossa cultura, o que causa muitos desequilíbrios.
    Que em 2012, ano do pico da transição, a busca pela essência seja valorizada.
    Abraços

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  2. Concordo,penso que todo avanço tecnológico, deveria ser precedido por um avanço moral, mas paradoxalmente parece ocorrer o contrário, enquanto a ciência desenvolve meios para alcançar o espaço, já não há mais espaço para o ser, o conceito válido é o ter. Talvez um dia,os "sábios" de nossa era, entendam: Nada podes realmente ter... Se nada, é o que realmente és.
    Parabéns.

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