sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PARABÉNS PRA VOCÊ!

A afirmação está em João 8:58: “Antes que Abraão existisse, eu sou”. Foi dita por um homem que dividiu a história da humanidade em antes e depois dele. Nenhum outro foi capaz de fazê-lo. E esse homem andava descalço, comia o que lhe davam, jamais empunhou uma espada, jamais liderou um exército, ao contrário do que muitos imaginavam e esperavam que ele fizesse. E, até onde se sabe, jamais escreveu uma só palavra. Mas as coisas que disse ficaram para a eternidade.
Este homem jamais fundou religião alguma, embora, de seus ensinamentos, muitas religiões tenham se apropriado, cada qual, para atender aos seus interesses, justificar os seus dogmas, satisfazer suas pretensões, e, em última instância estabelecer o poder espiritual sobre as pessoas e mantê-lo, mesmo que a custa do sangue alheio derramado.
Este homem ensinou o maior dos mandamentos, o do amor incondicional ao próprio indivíduo, ao semelhante deste e, acima de tudo e de todos ao Pai Criador.
Fez a humanidade conhecer a outra face desse mesmo Deus. Não mais a face da crueldade e da vingança; mas a face da ternura, da benevolência e da justiça imparcial.
Revelou a humanidade o maior e mais difícil dos ensinamentos, aquele que estabelece a paz, a concórdia, que torna o jugo leve e suave. Ensinamento tão difícil de ser aceito, entendido, mas tão indispensável para se alcançar a felicidade: o perdão.
Este homem ensinou que o único modo de somar a felicidade é dividir o amor. E que o bem que se faz ao semelhante é a si próprio que se faz.
Disse que a melhor maneira de lhe retribuir todo o carinho, a atenção, o amor que nos dedica e todo seu sacrifício culminado em uma cruz é alimentando àquele que tem fome, saciando a sede de quem a sofre, é visitando o doente, o preso, o alienado, é vestindo aquele que nada possui, é ouvindo e consolando o desesperado com uma prece ou mesmo o silêncio na qual muitas vezes se constitui esta prece.
Este homem ensinou a renovar a esperança a cada manhã e agradecer à vida por cada momento. Agradecer ao ar que se respira, ao sol que aquece, a lua que inspira e a água que limpa.
Compreendeu a natureza divina e a humana como nenhum outro. Nada impôs, sugeriu. Conquistou com sua simplicidade os puros de coração. Prometeu buscar a mais distante ovelha de seu rebanho.
Do primeiro ao último momento conhecido de sua existência humana, deixou um ensinamento que permite ao homem aperfeiçoar-se moralmente, ou seja, conquistar o maior tesouro que a traça do orgulho e do egoísmo não corrói e o tempo não desfaz.
Alguns de seus contemporâneos faziam igualmente prodígios e profetizavam. Mas quem é que fala deles atualmente? Quem é que deles se lembra?
No início de sua jornada única e laboriosa, sem paralelo na história da humanidade, este homem disse com autoridade, certa ocasião, em uma sinagoga, que as escrituras estavam cumpridas, a partir daquele instante. As escrituras falavam sobre a vinda do Messias. Ele próprio. E ele não foi aceito e menos ainda compreendido, porque também fora escrito pelos profetas que o antecederam que o Messias não seria reconhecido entre seu próprio povo.
Todos lhe deram as costas em determinado momento, o mais difícil para ele, e nem assim ele desistiu do seu objetivo. Porque tudo o que queria era ensinar o amor e revelar a verdade. E o fez. Sua mensagem permaneceu após 2011 anos, e está ao alcance de todos. Ela liberta. Esclarece. Consola. Ensina o longo e, por vezes, difícil e penoso caminho cujo destino é a felicidade. E talvez por essa mesma razão, tenha concluído sua jornada terrena, dependurado e transpassado em uma cruz justamente para demonstrar que não há vitória possível neste mundo para nenhum de nós, sem dor e sofrimento. E que a vida verdadeira é a vida espiritual. Pois o espírito feito o vento vai onde quer.
Depois de tudo isso o que nos resta senão agradecer a este homem. E desejar-lhe um FELIZ ANIVERSÁRIO, JESUS, O CRISTO!
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 25/26/dez./2011, à pág. 18.
*Dedicado ao amigo Dalvo Francomano, que, com sua justa indignação me motivou a escrever estas linhas. 

Um comentário:

  1. Não se pode ir contra argumentos que privilegiam a integridade, a honradez, a parcimônia nos atos, para a fé, a dignidade e a felicidade do homem. Quanto a isso, poeta, nada a declarar. O que não concordo é a ultima frase, quando é privilégio nosso "ter" de sofrer para atingir o mesmo espaço que você confirma esse "único" filho do "Homem" e somente através dele atingir o "paraíso". Se partir dessa premissa que já está cumprida a profecia, para que serve os novos humanos a cada ano que passa, e os bilhões que, de fato, hoje compartilhamos. Bem, e a outra premissa, verdadeira no nosso cotidiano mentiroso, é o fato da não existência e ser ele, o Messias, uma propalada e nítida propaganda que deu certo. E dele, fizeram os "filhotes" ruins, baseados em suas teorias e belas palavras, para se erguer catedrais, mosteiros, igrejas... e muito mais há de se fazer, enquanto ele não voltar. Na verdade, vos digo, diria ele (já que todo mundo sabe dizer o que ele diz - eu também) não volto para um lugar onde não me sinta bem. Vá que serei crucificado de novo? Quem quer ser molestado dessa maneira? E porque insistimos que isso é o melhor método!?. Eu prefiro conversar e discutir com gente "viva", não importando a sua “qualidade” e “quantidade” espiritual, como é agora o que acontece para quem encaminho o comentário. E viva mesmo o Natal, se ele representar, para quem o comunga, uma obra de Paz, Amor e Felicidade! Amem.

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