segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

NOVOS TEMPOS


Quando as pessoas se respeitarem entre si, respeitarem o mundo em que vivem, suas leis naturais; quando as pessoas se tornarem fraternas umas às outras;
Quando a saudade dos entes queridos, for suprimida pelo contato imediato com eles, possível por meio de modernas tecnologias de comunicação, então, aí sim, se terá feito a revolução; porque se poderá ver e ouvir com olhos e ouvidos humanos, os entes queridos que se foram daqui antes de nós, e se acham vivendo em outra dimensão, porque, na verdade, ninguém morre;
Quando as armas bélicas se tornarem cadáveres inanimados e estiverem a sete palmos do chão;
Quando não chamarmos mais os de lá de ET’s ou Espíritos, mas, irmãos;
Quando não houver mais disputa, mas, compartilhamento entre nós;
Quando ninguém mais se incomodar com o êxito alheio;
Quando curar e ser curado, significar apenas querer;
Quando amar e ser bom se tornar regra e não exceção;
Quando uma vitória, seja qual for, significar a de todos e não apenas a de um ou de uns;
Quando for mais importante para nós, entender, assimilar e praticar os ensinamentos do Evangelho de Jesus, e não se preocupar onde ele nasceu, quando, como era seu rosto, se morreu na cruz, se viveu na Índia, ou não;
Então se terá cumprido a missão de Cristo, a humanidade terá evoluído, as religiões irão unir ao invés de dividir, os governos, voluntariamente, porque entenderão nisso uma honra e uma grande oportunidade de ascensão espiritual, irão trabalhar voluntariamente para o povo e apenas para o povo.
Terá finalmente iniciado um novo ciclo, novos tempos, de paz e de luz.

ANO NOVO!


As ruas e avenidas estarão nos mesmos lugares. Os prédios idem, as árvores, talvez. E as pessoas, fazendo provavelmente as mesmas coisas. Então, é de se pensar que a única coisa que muda é o calendário.

Mas, entre os que começam quantos irão terminar o ano que se inicia?

Fatalmente virão as notícias, boas e más.

Há de acontecer, no próximo ano que bate à porta, algo inesperado em nossas vidas, algo que jamais achamos que pudesse acontecer, e ele terá um nome que nós haveremos de escolher: alegria, ou tristeza.

Não seremos outros porque o ano será outro. Seremos os mesmos, apenas melhores, ou piores.

A vida nos oferecerá todos os dias uma oportunidade. Aliás, ela faz isso desde o nosso primeiro dia neste mundo.

Vai bater a saudade, com certeza, daqueles e das coisas que um dia nos foram tão importante nas nossas vidas. Mas as lembranças pertencem à eternidade. E a vida apenas ao momento presente. O único lugar e a única ocasião em que a vida de fato existe.
 
Hora de limpar gavetas, não as da estante, da cômoda, do armário, mas, da mente e do coração.

Retirar tudo o que não presta e ocupa espaço. Arejar, perfumar, acolher o novo tempo que chega.

Mas a única coisa que o novo tempo trará é a oportunidade. A obra, a tarefa, pertence a cada um de nós. E certamente colheremos no próximo 31 de dezembro, exatamente aquilo que plantarmos e semearmos, a partir de hoje.

A vida, a nossa vida, que teve um começo não terá fim, nunca. Mas terá um destino, e esse destino chegará a cada manhã, e ele jamais conhecerá o ontem.

FELIZ 2013 A TODOS!

domingo, 30 de dezembro de 2012

DIFERENÇAS

Havia três cristãos. Um imaginava que se livraria de seus pecados confessando-se e penitenciando-se. Outro que conseguiria o que desejava, sendo obediente à palavra considerada divina, contribuindo, muitas vezes com aquilo que lhe faria falta, com a igreja à qual estava vinculado. Um terceiro cristão, porém, se defrontava todos os dias com a sua consciência que o chamava à realidade e à responsabilidade para com a vida, que o convidava ao trabalho, que o estimulava a retribuir o mal com o bem e a perdoar a ignorância, a agressão alheia dirigida a ele, para que pudesse seguir adiante e em paz. Com o qual deles você se identifica ? 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

CAMINHO


Abandone seu cajado. Você irá cair muitas vezes, irá se machucar, mas aprenderá com o tempo e a experiência adquirida a caminhar sozinho. Isto o fará livre. E liberdade é o bem mais precioso que se pode ter.
Pensamento, vontade, ação: atributos do espírito, por acaso, nós mesmos. Nada mais racional que: pensamento, vontade e ação. A fé serve apenas de muleta pra quem ainda não aprendeu a caminhar sozinho. - g.j.c.jr.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL, POR QUÊ?


Esperança! Disso se utilizam os espertos para perpetuar o seu reinado. Até quando?
Não é uma profecia e nem duas que farão as coisas mudarem. Nem seres do espaço, nem anjos e nem demônios, nem uma figura fantasmagórica vestida de vermelho carregando um saco nas costas.
As coisas só irão mudar quando tivermos vergonha de nós e deixarmos de ser egoístas e orgulhosos. Estendermos as mãos àqueles que vêm atrás e levantarmos os que estão no chão. Mas, por que eles estão? Perguntem-se. Para que a seu turno, não estejam também.
Promessas? Quantas ainda? Miséria, quanto mais? 
Depende de nós? Sim! Porque a vida não é filosofia, geografia, gramática ou matemática. A vida é carne e osso, alma, sentimento.  E para muitos que não aparecem nos sites, jornais, revistas, tevês, é fome, necessidade, desespero, lágrimas e risos, dor e solidão.
 Ilusão. Deste ópio, falsos profetas escravizam inocentes submissos e de boa fé. Milagres que não se realizam senão nos livros, promessas que jamais se cumprem, correntes, loterias. Mas a fome não sacia. A dor continua imperativa e contundente.
Se pelo fogo, pela boca ou pela espada, é necessária a revolução de ideias e atitudes, ações sociais, culturais, educativas, que desprendam o homem do chão, que o faça parar de procurar a Deus lá no Alto e o descubra dentro de si. A riqueza nas mãos de poucos, pertence a muitos. O suor de todos a construiu. E se por ela pagaram os que se dizem donos, foi um preço irrisório, o que os torna devedores de sua própria consciência.
Contratos são revistos, injustiças reparadas. Leis substituídas ou aprimoradas. Assim deve ser. A razão recomenda.
Não falem de religião, enquanto houver uma só pessoa gemendo de dor, morrendo de fome ou dormindo ao relento. Enquanto houver um ignorante ludibriado pelos mentirosos parasitas que ostentam asas, derramam óleos sobre as cabeças, profetizam e se dizem santos. E escrevem e falam o que jamais irão praticar.
Bondade e perdão? Sim. Não há outro caminho. Vistam-se bem, imponham as mãos, declamem versos e versículos, e estarão perdendo o seu tempo, enganando a si mesmo e muitos outros, porque nada satisfaz a razão senão a virtude que se pratica sem nenhum interesse próprio.
Esqueçam os governos e os púlpitos. Rasguem os livros. Abandonem os templos. Saiam a campo, busquem a fome, e a saciem; busquem a dor, e a amenizem, busquem a solidão e as faça companhia. Isto é a lei. O resto é conversa de espertalhões.
E se isto fizer poderão sorrir. Encontrarão motivos para tanto. Sentir-se-ão em paz. E, portanto, felizes.
É Natal. Lembrem-se ao menos uma vez e por um instante o que isso representa. E se lembrarem, não temam, procurem entender.

sábado, 22 de dezembro de 2012

A TARDE DEMORA A PASSAR, MAS O PRAZER DA LEITURA NÃO DEMORA A CHEGAR

Se você ainda não comprou não sabe o que está perdendo. Todos os que leram gostaram.

Veja alguns depoimentos:

Bom dia caro escritor, li seu livro bem devagar e levei três auroras para terminá-lo, sempre no início da manhã, bem cedo. Viajei em teu universo Rio-Clarense, pois pareces transportar para a ficção toda tua trajetória em tua cidade natal, em contos muito bem narrados com a profusão de detalhes e emoções, típicas dos bons escritores. Posso está errado, mas o que percebi é que tuas histórias são um reflexo da tua própria realidade, talvez até uma extensão dela. Parabéns camarada, não ficas a dever em nada perante os que a mídia cobre de glamour e holofotes. “A tarde demora a passar” mas o teu talento nem passa, fica.
Grande abraço anarquista
Tibério Pordeus - poeta, cronista

"Fiquei muito feliz por ganhar um livro seu, vai ser como um tesouro precioso.
Poder ler o livro do meu ídolo das crônicas, você é especial para mim".

Jussara Rocha Souza - poeta

"Já li amigo,, vc é otimo!!!!!!!!!!!!!!!".
Janete Altarugio Lopes - leitora

"Uma passada hoje pela manhã na livraria do xará e o livro do amigo Geraldo J. Costa Jr. em mãos, enfim".
Mário Mariones - escritor

"LANÇAMENTO DO MEU GRANDE AMIGO Geraldo J. Costa Jr.". - Prof. Eugênio Duarte de Almeida

"Boa noite, Geraldo ! Estou adorando seu livro, difícil é interromper a leitura quando se faz necessário. Parabéns !!!" - Rosana Ferreira - bióloga


Não perca mais tempo e adquira já o seu através deste link: http://www.editoralexia.com/a-tarde-demora.html

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

PÉ NA BUNDA


Quando Truman Capote disse sobre Jack Kerouac: “Isso não é escrever é datilografar”, pode ter soado na época, algo pouco educado. Mas fora o interesse de eliminar um concorrente de vendas, havia ao menos para Capote e para os fundamentalistas da literatura, um fundo de verdade.
Kerouac transgrediu a mesmice literária. Pode-se dizer que ele criou um estilo despojado, fluente, mais verdadeiro que o habitual em uma literatura eivada de vícios, parolices e eufemismos estilísticos.
Portanto, não é de se estranhar que a crítica cinematográfica norte americana tenha recebido até o momento, com absoluta frieza o longa-metragem assinado pelo brasileiro Walter Salles, baseado na obra seminal do mais explorado e maior expoente da fecunda geração beat.
O que talvez esperassem os críticos fosse um filme que, a exemplo do livro transgredisse, cavasse o mais fundo possível a cova rasa da alma humana, insatisfeita, perturbada e disposta a tudo tão comum nos personagens de Jack Kerouac, como, por exemplo, Dean Moriarty, personagem principal do romance “On the Road”, no Brasil, “Pé na Estrada”, inspirado em Neal Cassady, amigo de Kerouac que, por sua vez, na ficção, pode ser identificado como Sal Paradise.
Salles, entretanto, segundo tais críticos, prefere um filme redondinho, bem fotografado, onde tudo se encaixa. Sobra a razão, falta a loucura. Há muito de Renoir e pouco de Modigliani, em “Na Estrada”, que custou a bagatela de U$25 milhões e traz no elenco Kristen Stewart, Amy Adams, Kirsten Dunst, Viggo Mortensen e a brasileira Alice Braga, além de Sam Riley no papel de Sal Paradise.
O filme, que tem a pretensão de concorrer ao Oscar, deve chegar ao Brasil nos primeiros meses de 2013. É esperar pra ver. Por enquanto fica-se com o trailer, disponível neste link: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=uUzklNReJbs

DONA ALZIRA

Mamãe faria 80 anos de idade hoje. Pensar nisso causa emoções para as quais não há palavras.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

UMA CONQUISTA QUE NOS ENCHE DE ALEGRIA


Com alegria acompanhamos no Jornal Cidade, na edição de hoje, 20, matéria assinada pela jornalista Vivian Guilherme, que o Centro de Habilitação Princesa Vitória conseguiu finalmente adquirir, graças a doações de empresários de Rio Claro o equipamento Pedia Suit, que ajuda no tratamento de crianças com problemas motores ou neurológicos. Trata-se de um equipamento importado dos EUA e de alto custo. A Prefeitura de Rio Claro ajudou na capacitação dos profissionais aptos a operar o Pedia Suit. Foi uma longa batalha que teve à frente o casal Alessandra Dezan Scupim e Robson Mariano para dar uma qualidade de vida melhor à sua filha Marina que possui atrofia cerebral.
O fato de compartilharmos dessa alegria é que em Maio/2012, através de uma sugestão de pauta nos trazida por nossa amiga Mônica Pinhatti, entrevistamos para o Jornal Aquarius, editado há 9 anos pelo Maurício Beraldo, a Alessandra D. Scupim que à época já lutava pelos direitos de sua filha, Marina, buscando proporcionar à ela, maior conforto e melhores condições de vida. Na ocasião, Alessandra nos falou da necessidade da aquisição do equipamento Pedia Suit e das dificuldades para obtê-lo.
Tomando, segundo soubemos, conhecimento do caso, por meio do Jornal Aquarius, a primeira dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Município, Sra. Rosana Altimari, sensibilizada, apoiou a campanha que acaba de atingir o resultado esperado.
O Pedia Suit, fabricado nos EUA, e feito de roupa de astronauta, estimula a criança a ficar em pé. Uma conquista para crianças como Marina que possui necessidades especiais.
Esclareço, porque acho oportuno, que muito nos identificamos com a luta da mãe Alessandra em favor de sua filha, porque tivemos uma filha, Aline, que viveu apenas 4 meses, no último dia 16 estaria completando 14 anos de idade, e tivesse sobrevivido à Síndrome de Patal com a qual fora acometido desde o nascimento, certamente enfrentaria uma luta semelhante à de Marina. Isso de pronto nos sensibilizou, levamos a pauta para o Beraldo, explicando-lhe que até aquele momento, segundo informações que tínhamos de fonte fidedigna, a mãe Alessandra, havia tentado sem sucesso um espaço nos jornais impressos de Rio Claro, que, agora, ainda bem, parecem ter mudado de opinião a respeito do assunto, tendo em vista a matéria publicada hoje no JC.
Uma vitória de todas as mães e crianças que enfrentam essa luta, e, certamente, com as graças de Deus, irão vencê-la.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

SONHOS QUE SE DESFAZEM AO PÔR DO SOL


Precisava apenas relaxar, concentrar-se e perceber os acontecimentos do mundo à sua volta, a uma distância segura, para não se envolver com eles.
Para tanto, havia procurado refúgio no isolamento de uma casa no meio da floresta à beira de um lago.
Lá chegara cheio de esperança. Mas, depois de uma semana, experimentava agora um incômodo sentimento de frustração.
Naquela manhã, diferentemente das outras, acordara bem cedo, e caminhara pela margem do lago, cerca de um quilômetro e meio.
A cada dez metros interrompia a caminhada e ficava olhando na direção do lago, fascinado pelo poder que a natureza possui de reconduzir o homem à sua insignificância.
Propositadamente, não trouxera consigo documentos, dinheiro e pertences pessoais. Apenas três mudas de roupas, suficientes para aquela semana.
Propusera-se a se alimentar de peixes, e se não os pescasse, não se alimentaria.
Talvez a fome lhe devolvesse a disciplina. E a necessidade, o desejo de conquista.
Alguém, que não fora ele, escrevera que a ignorância é a comodidade da sabedoria. Tolice. Nunca se convencera disso.  Sempre estivera disposto a lutar até o esgotamento de suas forças para alcançar os seus objetivos, os quais não compartilhava com ninguém, porque cada luta era a luta de cada dia, e uma luta pessoal. Jamais lhe perturbara a certeza de que mesmo os vitoriosos trazem no corpo cicatrizes e na alma, feridas.
Às vezes, para conviver em meio aos ignorantes, precisava perder a lucidez. Não fazem isso também os anjos?  Não se rebaixam aos homens para se fazerem ouvidos?
Voltou a caminhar próximo à margem do lago, exatamente onde a natureza agonizava. Acusou a temperatura agradável da água, e convenceu-se a dar um mergulho, mesmo que isso contrariasse o seu bom senso e as recomendações médicas.
Ao emergir, os raios de sol ofuscaram o brilho dos seus olhos verdes.
Outro mergulho e se deixou envolver por inteiro por uma atmosfera de liberdade e perdição que só as águas proporcionam. Perdera naquele momento a lucidez e o equilíbrio, da mesma forma como Adriana o fazia perder a compostura, toda vez que o agarrava pelas costas, inesperadamente, num lugar qualquer, o menos provável e o menos indicado.
Por que não um pintado na brasa? – ele pensou de repente – Talvez dois, com um pouco de sorte.
Mas naquele entardecer os peixes ficariam esquecidos sobre uma folha de paineira, no chão, à margem do lago, porque Adriana não iria prepará-los.

sábado, 15 de dezembro de 2012

ESSE É O MEU MUNDO


Desgraça é permanecer no presente. Se você deseja algo mais, viver a experiência, ultrapassar o limite, terá que sair necessariamente da zona de conforto e segurança. Terá de sofrer e se machucar, então viverá a experiência.
O destino não conhece o ontem. A prova de que somos ilusão é que temos de nos refazer todos os dias. E, em certas circunstâncias, a cada instante.
 Não há de passar por essa vida impunemente, todo aquele que deseja dar um passo adiante, mesmo que sob os seus pés não haja chão; talvez, nesse momento, ele aprenda a voar. – Geraldo J. Costa Jr. – 15/12/2012.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

FEIRA DO LIVRO ESPÍRITA ACONTECE EM RIO CLARO, NO JARDIM PÚBLICO


Acontece em Rio Claro, até o próximo dia 22, no Jardim Público, mais uma edição da Feira do Livro Espírita, promovida pela União das Sociedades Espíritas – Intermunicipal Rio Claro.
A feira funciona no horário das 09 da manhã até às 10 da noite e a disposição dos interessados adeptos e simpatizantes do Espiritismo as obras básicas de Allan Kardec, os livros psicografadas por Chico Xavier e uma grande variedade de romances espíritas, além de títulos que tratam de temas específicos da doutrina como reencarnação, obsessão, mediunidade, fluidoterapia, ente outros.
De grande aceitação perante o público, a literatura espírita desperta o interesse do leitor brasileiro, desde a publicação dos livros psicografados por Chico Xavier, o que só aumentou inclusive, após o passamento do famoso médium, considerado pelos espíritas, como um continuador da missão de Allan Kardec que teve início com a publicação de O Livro dos Espíritos em 1857.
Só a editora EME possui mais de 400 títulos em seu catálogo. Estima-se que no país existam cerca de 20 mil títulos que tratam sobre o assunto.
Surgido na França, através do codificador Allan Kardec, em 1857, O Livro dos Espíritos inaugurou esse gênero literário. A obra básica de Kardec é constituída além deste citado de outros quatro títulos: O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865), A Gênese (1868).
No Brasil, a partir do médium Francisco Candido Xavier (1910-2002), que psicografou 412 obras e vendeu cerca de 20 milhões de livros, abdicando em favor de obras de caridade todos os seus direitos autorais, foi que a Literatura Espírita ganhou projeção e destaque.
A maior razão, dentre tantas, para que esse gênero literário encontre receptividade tão grande no Brasil seria porque traz no seu bojo uma mensagem consoladora de esperança e paz, de respeito ao semelhante e da prática da caridade tão ao feitio do brasileiro.
Os romances espíritas, o grande filão editorial do gênero, são em geral histórias de pessoas que após muito sofrimento percebem a importância dos princípios cristãos cuja observância, conforme a doutrina espírita, possibilita a evolução moral desejada.
Durante a feira será possível também inscrever-se no Clube do Livro Espírita Sementes de Luz, através do qual os participantes recebem mensalmente ou a cada dois meses, conforme preferir, 01 romance espírita criteriosamente selecionado, ao preço de R$15,00. Não há mensalidade e também não há custo para fazer a inscrição, bastando apenas o preenchimento de uma ficha com nome e endereço para entrega do livro.

O fenômeno mediúnico da psicografia
Conforme a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, a mediunidade de Chico Xavier, por exemplo, era classificada como ostensiva (com bastante freqüência) e de efeitos intelectuais , quando os fenômenos têm base na esfera subjetiva, não interferem os cinco sentidos de percepção humana, senão a racionalidade e o intelecto. Através da psicografia (comunicação pela escrita), na variedade mecânica (o espírito comunicante atua diretamente sobre a mão do médium), Chico escreveu mais de 400 obras, de autoria de seus mentores espirituais Emannuel e André Luiz, entre outros. Além de incontável número de mensagens que consolavam e esclareciam as pessoas, que, em desespero, por causa dos infortúnios da vida o procuravam em Uberaba/MG cidade onde viveu durante muito tempo e faleceu. Ao todo foram mais de 10 mil mensagens de esperança e fé aos familiares dos desencarnados.
Importante ressaltar que ao contrário do que muitos imaginam não há no transe mediúnico incorporação do espírito comunicante por parte do médium. O que de fato ocorre é que o médium percebe e assimila a idéia do espírito comunicante e a expressa através da modalidade mediúnica que tem desenvolvida, no caso de Chico, com maior freqüência, a psicografia.
Chico Xavier jamais recebeu direitos autorais das obras que psicografou. Toda a renda oriunda dos 20 milhões de livros vendidos, enquanto encarnado, hoje, conforme estimativa já ultrapassam 50 milhões foram doadas para obras assistenciais.

PARABÉNS VIVI!

Viviane, filha querida, parabéns pelos seus 16 anos completados nesta data. Eu te amo! E sou muito feliz por ser o seu pai. Beijo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

ONTEM


“Ontem, a juventude morria pela ilusão, hoje, morre pela ausência dela” – Geraldo J. Costa Jr., 12/12/2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ESTAMOS LÁ TAMBÉM

Alguns de nossos artigos e crônicas, o leitor do Passa a Régua também encontra no site Guia Rio Claro. Confira. Aqui o link: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151010328

JÁ ESTÁ CIRCULANDO!


O sempre bom Jornal Aquarius, do qual somos um dos colaboradores, é publicado há 9 anos pelo Maurício Beraldo. Neste mês de Dezembro/2012, chega à edição No. 107. Se você perdeu aqui no Passa a Régua, pode ler também no Aquarius a nossa crônica 3000 CARACTERES, publicada à pág. 4, e na página 5,  texto assinado por ninguém menos que Cecília Meireles, extraído do livro "Quatro Vozes", editor Record, 1998.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

NÃO PERCA A OPORTUNIDADE. ADQUIRA JÁ O SEU


Para adquirir o livro diretamente com a editora Lexia, aqui o link: http://www.editoralexia.com/a-tarde-demora.html

Ou diretamente com o escritor, pelo fone: (19) 8146-7407.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

VIVI FAZ 16


Parece que foi ontem que aos sábados à tarde, eu arrumava a roupa pra sair, sempre depois das 6, depois do futebol, quero dizer. A roupa, o cabelo (isso levava um bom tempo), e vez em quando a barba, que, naqueles dias, era apenas um, digamos, auspicioso projeto.
E a coisa toda se dava ao som daquelas músicas que eu reencontraria mais à noite, quando encontrasse com os amigos, as coleguinhas em busca de namorado, e a minha companhia inseparável já naqueles dias, a linda, ardente, e generosa dose de... Bem, ao gosto do freguês. Mas confesso que sempre preferi um cavalo branco a qualquer outra montaria.  Só esqueci de passar a mensagem ao meu fígado.
Engraçado como eram as coisas! Que coisinha ingênua, inocente, boba, agora percebo, era o Van Hallen dando pulinhos e gritando:  JUMP! Mas afinal, quem era o tal Maxwell, alguém pode me dizer?
Depois da farra, na volta para casa, buzão. Nada de carango, nada de mão boba, nada de cervejinha no bar mais próximo. Nada. Onze e meia em ponto em casa. Mas acontece que o último ônibus sentido bairro saía precisamente às onze e meia da Estação, de trens, e de ônibus. No meu caso, ônibus. Porque os trens eu utilizava pra fugir da vida, do mundo e de mim mesmo, quando me perdia em São Paulo, sem que mãe, pai, irmãos, amigos, ninguém soubesse. Lá eu peguei uma gonorréia, que ninguém jamais soube: mãe, pai, irmãos e amigos, até esta data. E poderia ter pegado outras coisas, se tivesse continuado naquela vida que para outra coisa não me serviu senão escrever os oito romances, digo, novelas, que tenho guardado na gaveta.
Um sujeito deve escrever sobre aquilo que conhece bem. Claro, Kafka só houve um. Sorte da humanidade. Por isso eu acreditei na falácia do conhece-te a ti mesmo, com um acréscimo a que me concedi o direito: a ti mesmo e aos demônios à sua volta.
Lindos demônios. E como todo bom demônio, demônio que se preze mesmo, não esses saídos das páginas apressadas do crepúsculo reluzente. Estou falando de Tomaz Adler, Axel F. Lucas Scarpini, Fausto Umbruglia. Esqueci de algum? Sim. Mas sossegue leitor, você ainda vai ouvir falar muito sobre eles. Mas só depois que eu me retirar de cena.
Então, como eu ia dizendo, Vivi faz 16. Parece que foi ontem que olhei pela primeira vez aquele serzinho enroladinho em uma manta no berçário da mesma Maternidade onde nasci há 42 anos. Minha prima Maria Alexandra, ao meu lado, o tempo todo, na sala de espera, olhando ambos, todo momento, ora para a porta do elevador que subia e descia, subia e descia, ora para o quadro pintado pela Profa. Ilara, como se naquele retrato da mãe com o filho no colo, pudesse sair a vida que esperávamos ansiosamente, para, enfim, depois de tantas idas e voltas, atropelos e batalhas vencidas, pudesse, quem esperávamos, da nossa vida compartilhar. Era 13 de dezembro, uma sexta-feira. Sete e meia da noite. Estrelas no céu. Mas uma havia descido à Terra e diferentemente do que eu pensava e temia, trazendo vida em abundância.
E é certo que quando eu arrumava a minha roupa, o calçado, e sei lá mais o quê, muitos anos antes daquele 1996, eu jamais poderia imaginar que seria pai. Simplesmente porque não desejava isso, eu repudiava a ideia. Mas algumas ideias acabam convencendo a gente, sabe. Uma delas atende pelo nome de Vivi. Pra ser mais exato, Viviane.
Quando a vejo apontar lá longe, confesso que penso: xi lá vai meu dinheirinho! Ora, mas eu nunca tive dinheiro mesmo! Não, pelo menos, dessa vez. Que me importa! Sobrevivi 42 anos, não sei se haverão outros, mas nesses dias de solidão, frustração, revolta, é o sorriso, a companhia de Vivi, os poucos minutos que juntos passamos, as nossas conversas, que, por minha única e exclusiva culpa acaba virando monólogo, que me fazem suportar a vida por alguns minutos mais. E assim, a tarde demora a passar, cai a noite, e o sol, feito eu, também se levanta no dia seguinte.
Vivi despedindo-se ao longe, ao dobrar a esquina da rua 11 com a avenida 8, e de repente Vivi se transforma em Seu Geraldo, pelo menos aos meus olhos. Agora, embaçados, devo admitir. É o que sempre acontece, quando lembro do meu pai, e quando nos despedíamos, nos domingos, depois do futebol que juntos assistíamos na tevê.
É uma puta patifaria, conforme meu amigo Lineu, o que vou dizer agora, mas, naqueles sábados, em que eu arrumava a minha roupa pra sair, eu tinha, embora não soubesse aquilo que de mais precioso um ser humano pode ter. Justamente aquilo que o faz despertar pela manhã, resignado por se surpreender de novo na prisão. Eu tinha esperança.
Piegas, não é verdade? Mas se a gente olhar tudo aquilo que se canta, escreve, e se pergunta e se responde hoje em dia, seja na tevê, nas rádios, nos jornais, nas redes sociais, nos bares, nas portas de escola, ao telefone, nas mensagens via celular, e-mail, enfim, a esperança, se torna poesia.
Vivi faz 16. Eu tenho 42 anos. E o mundo gira. E quem se importa?
Amanhã, será de novo, tudo igual, como era antes. Menos os cabelos. Eles já me faltam? E você, leitor, o quê diz?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ROCK'N' ROLL FOREVER


Um dos indicativos de que vivemos sim um período de decadência cultural e artística no Brasil é que nos anos 1980, portanto, pouco mais de trinta anos, (normalmente o período em que ocorrem as revoluções culturais de significativa importância) o rock nacional protestava injustiças, reivindicava soluções, sugeria alternativas, apontava caminhos e assim, ia muito mais além do que apenas fazer um som e curtir a liberdade, que, por acaso, nem era tanta assim.
Hoje, o rock nacional está adormecido porque a juventude o ignora, não consegue encontrar nele uma forma de expressão de seus anseios, frustrações e interesses. Ela, a juventude, em sua maioria, acha que vai tudo muito bem, que o país é uma maravilha, que nada há por fazer a não ser colher os frutos de uma semente plantada por seus pais. E para isso, nada melhor que se deixar seduzir por inúmeros mecanismos de alienação ao alcance de todos, que nada custa e nada exige, nem mesmo entendimento das coisas, das pessoas, e do mundo à sua volta.
Daí não surgir nenhum movimento, nenhuma cena cultural que não seja assimilada e degustada em tempo recorde até que outra, produzida às fornadas pela sempre subserviente e atenta mídia, quase diariamente, a substitua.
Nada tem consistência, nada surge para ficar, porque as coisas devem surgir e desaparecer rapidamente, de modo a não ocupar espaço por muito tempo, e não produzir referências e símbolos, com as quais a insatisfação, da qual o homem jamais será livre, possa se identificar.
Não se ouve música de boa qualidade no rock nacional e, em âmbito mundial, não é diferente, porque hoje ela não é feita mesmo para ser apreciada, mas entorpecer os sentidos, alienar o pensamento, matar o tempo.  
Pode-se dizer que todos os movimentos produzidos pelo rock, dentre eles, o punk, nada fizeram diferente disso. Mas enganam-se os que pensam desse modo. Tais movimentos faziam a juventude, no caso, tirar a bunda do lugar, lhe servia de estímulo, ou no mínimo curtição agradável.
Hoje a curtição é queimar uma pedra ou tomar todas, sem que dessa experiência nada surja que faça o jovem acreditar que tudo pode ser diferente e melhor do que é, mesmo que não haja motivo para tanto, mesmo que nem ele próprio saiba por quê.
Aquele espírito do pagar pra ver, do ser e estar livre a qualquer preço, do viver o hoje intensamente pra morrer feliz amanhã, já não encontra abrigo na mente e nos corações da juventude atual.
Na música, no rock propriamente dito, não é diferente. Ninguém arrisca nada, todo mundo segue a receita do bolo, todo mundo que ser matéria do jornal de domingo, gravar o DVD, postar o vídeo na internet, mesmo que a fama que disso resulte, seja a insignificante atmosfera de baba-ovos de uma cidade de 200 mil habitantes, onde 80% da população preferem o gênero forró ou aquela coisa parecida com isso que toma de assalto as rádios AM/FM e os bailes da melhor e da pior idade.
Uma década e meia e um hiato na produção, na cena do rock nacional, mais do que tempo, espaço perdido.
Onde é que a cultura e a arte, e, portanto, a sociedade, sai perdendo nessa história? A resposta é que quando falta o rock, falta inspiração para os jovens, e é justamente este estímulo, essa vontade de querer realizar, de mudar as coisas, que o rock proporciona que leva a juventude a ser um poderoso agente transformador da sociedade e de certa forma, determina com seu comportamento, os caminhos sociais, culturais e políticos que a sociedade irá trilhar.
          



E O FELIPÃO VOLTOU!


Por ingenuidade ou mera pretensão em um mundo de redes sociais e notícias em tempo real, a CBF pretendia anunciar só em Janeiro a contratação de Luiz Felipe Scolari para técnico da seleção brasileira.
 Não deu tempo, a notícia “vazou”, a FIFA exigiu, e antes que a entidade caísse no ridículo o presidente José Maria Marin tratou de confirmar o que nunca desmentiu.
Se o Brasil vai bater aquele bolão sonhado pela galera sabe-se lá. Mas ao menos a imprensa sai ganhando. Porque ao contrário do monossilábico e por vezes incompreensível e quase sempre indigesto Mano Menezes, Felipão é craque em elaborar pérolas que dão o que falar nas colunas, resenhas esportivas e mesas redondas.
Nem bem assumiu o comando da seleção e, em sua primeira entrevista coletiva, ao lado do coordenador técnico Carlos Alberto Parreira, recomendou trabalhar no Banco do Brasil os que não querem pressão em sua atividade profissional.
Certamente, o campeoníssimo treinador de futebol desconhece a desgastante e por vezes interminável jornada de trabalho dos bancários, cujos salários chegam a ser irrisórios se comparados ao do falastrão treinador que, para se expressar com palavras, não costuma pensar muito ao contrário de Parreira, seu antigo rival dentro das quatro linhas e agora parceiro.
Exatamente nesta diferença de comportamento reside a esperança de que a parceria entre eles possa ser duradoura, porque ambos são completamente opostos, mas, podem se completar, desde que se suportem. Scolari, um motivador por natureza, um prático, digamos assim, da profissão, que repete um treinamento quantas vezes forem necessárias até que o atleta assimile o objetivo estabelecido. E Parreira, um teórico por excelência, um estudioso das táticas e técnicas do futebol, um cavalheiro refinado.
Olhando mais atentamente, a seleção brasileira de futebol, cinco vezes campeã do mundo, de repente, parece que se tornou aquele filho ou aluno problema que pai e professor nenhum quer.
Antevendo o possível fracasso, o presidente Marin botou na conta do ex-técnico Mano Menezes o nada empolgante futebol apresentado pela seleção até o momento.
Agora, Scolari, disse que vai dar apenas uma incrementada no trabalho desenvolvido por seu antecessor, ainda que reste um ano e meio para a disputa do Mundial. Se não der resultado o seu trabalho, e o final da história for aquele que hoje parece certo, já estará com o discurso pronto: terá recebido uma herança maldita.
Enfim, todo mundo quer posar de bonito na fotografia, e só.

*Artigo publicado também no site Guia Rio Claro. Aqui o link: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151010328

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O HOMEM E A CRIAÇÃO


Abençoando a natureza, dela cuidando com carinho, zelo e atenção, estaremos colaborando para a paz no mundo e para a nossa própria felicidade, na medida em que estamos auxiliando nossos irmãos menores a trilharem um caminho seguro e de luz em sua jornada de evolução espiritual, e também porque, igualmente, somos seres em evolução, e certamente, nos encontraremos mais adiante.

domingo, 25 de novembro de 2012

JÁ ERA, MANO!


A seleção brasileira de futebol, que já viveu melhores dias, está sem treinador.
Mano Menezes levou, por assim dizer, cartão vermelho do presidente da CBF, José Maria “das Medalhas” Marin e passará o Natal e o Ano Novo, com o caderno de classificados debaixo do braço. Como consolo, uma indenização que, embora não admitida, provavelmente será polpuda, o bastante para comprar uns perús e umas brahmas. Opa, Mano, me desculpe! Essa última parte da história, certamente não lhe trará boas recordações.
As moças e moçoilas é que não devem estar gostando da ideia. Afinal, sai um loirão, enxuto, de zóio azul, como diria a minha vizinha, e entre as opções sugeridas, nada a comemorar. Dentre elas, a maior, um “italiani” ranzinza e bocudo, chamado Scolari. Ou então, um não menos bocudo, não menos ranheta e mais barrigudo, conhecido por Muricy. Porque a terceira opção já tratou de ser descartada, e seria um grandalhão de cabelo engomado, que anda como se estivesse chutando bola, cheio de querer falar difícil e metido a filósofo. Ah, nome diminuto, (eu disse: nome) algo que elas odeiam: Tite.
A um ano e meio da Copa do Mundo, que será disputada no Brasil, não se tem um time que transmita confiança ao torcedor, e agora, não se tem um técnico. Situação que leva os mais pessimistas a anunciar uma tragédia semelhante à de 1950.
Não será. Mesmo que aconteça a derrota. O povo já está amadurecido o bastante e, portanto, indiferente, a esses ufanismos. Não é difícil inclusive encontrar quem torça contra a seleção brasileira. Embora, na hora em que time entrar em campo pela primeira vez na Copa, todo mundo que estiver com os olhinhos na tela ou ouvidos no radinho de pilha, dará aquele suspiro de emoção e no seu íntimo, declarará o amor à pátria, de novo, de chuteiras, ao som do hino nacional.
Em uma análise técnica dos fatos, treinar uma seleção é completamente diferente de treinar um time de clube. A seleção se reúne esporadicamente, o treinador nunca sabe com quem poderá contar, haja vista as oscilações de rendimento técnico por parte dos atletas, e as contusões a que os mesmos estarão sujeitos.
A preparação de fato para os jogos de uma Copa do Mundo começa quando uma seleção se reúne com todos os atletas escolhidos pelo treinador, o que geralmente ocorre uns 40 dias antes da competição. E por falar em competição, ela se resume em 7 jogos, caso a seleção chegue a grande final.
Essa peculiaridade permite que atletas que não suportariam as disputas de um campeonato com dezenas de jogos, a exemplo dos campeonatos regionais e nacionais, possam participar de uma Copa do Mundo, desde que adequadamente preparados para isso, como aconteceu com Ronaldo Fenômeno, em 2002.
A outra característica única de um Mundial é que, desde 7 jogos possíveis, 3 são eliminatórios, e 1 decisivo, e aí, se verifica a diferença entre os treinadores. Ou seja, há treinadores que sabem muito bem preparar suas equipes em todos os aspectos, inclusive o emocional, para uma longa temporada, e que não tem o mesmo desempenho, não se sentem à vontade, embora não admitam, quando as disputas são eliminatórias e de curta duração. Um exemplo disso é: Vanderlei Luxemburgo, que se aplica ao primeiro caso. E Luiz Felipe Scolari, que se aplica ao segundo.
Essa seria uma das razões para que Scolari seja o escolhido para substituir a Mano Menezes. As outras são a conquista do penta-campeonato mundial, em 2002 e a preferência popular por seu nome, como tem se verificado nas enquetes realizadas até o momento.
Entretanto, caso mais uma vez, aceite a espinhosa missão, Scolari terá que lidar com um aspecto que certamente dificultará seu trabalho. O Brasil, já não possui jogadores do mesmo quilate técnico de um Ronaldo Fenômeno, um Ronaldo Gaúcho, um Rivaldo, um Roberto Carlos, um Cafú.
Ao seu favor, porém, a facilidade de reunir um grupo em torno de si, devido sua natural liderança, o respeito a sua pessoa, por sua carreira vitoriosa e por ser um campeão mundial. E finalmente, pelo fato de a Copa do Mundo ser disputada no Brasil, o que nem sempre é garantia de sucesso. Que o diga Flávio Costa, Ademir Menezes, Zizinho, Barbosa, vice-campeões mundiais em 1950.

*Artigo publicado também no site Guia Rio Claro. Aqui o link: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151010192

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ONDA DE VIOLÊNCIA


Quando pagamos impostos, não pagamos para PT, PSDB, PMDB ou a PQP. Pagamos ao Município, ao Estado e a União, na certeza de que aqueles que têm a incumbência de governar saibam utilizar com competência e honestidade estes recursos que a eles não pertencem. Mais do que política e de políticos, a sociedade precisa de quem saiba administrá-la.
Atualmente a Democracia é apenas desculpa esfarrapada para tomada e retomada de poder político por parte das castas políticas que tomaram de assalto o país, a partir dos anos 1990, e que para se legitimarem se utilizam da boa fé pública que, por sua vez, ingenuamente, acredita exercer seu direito de escolha através do voto.
A riqueza gerada pelo povo não retorna para o povo. Mas o povo não tem essa percepção e quando a tem a ela não dá importância porque está completamente envolvido pelos mecanismos de alienação criteriosamente elaborados com essa finalidade por meio dos hábeis engenheiros sociais a serviço dessas mesmas castas políticas. Quando a verdade vier à tona, se é que virá, causará escândalo e revolta. Mas, talvez, já terá sido tarde demais.
Vivemos uma guerra civil não declarada. Assumir sua existência seria admitir a falência do Estado. Pior, seria admitir ainda o cinismo com que é tratada a segurança pública em São Paulo, e por todo Brasil.
Leis não faltam. Aliás, país que possui leis demais tem ordem de menos. Porque possibilita as interpretações e reinterpretações das leis. Leis, entretanto, não devem ser discutidas, mas cumpridas. E se beiram o absurdo ou se acaso se contradizem umas às outras, devem ser substituídas. Mas, por quem? Se aqueles que teriam essa incumbência, são, em sua maioria, analfabetos funcionais legitimados pela vontade do povo.
Caberia à Justiça assegurar em última instância o cumprimento das leis. Ocorre que, nossos juízes, promotores e advogados ávidos por um holofote se preocupam em interpretar as leis, porque isso lhes assegura fama, valoriza o seu trabalho, subjetiva e objetivamente.
O Estado é vítima do monstro que ele próprio criou ao subestimar a importância das necessidades básicas de uma sociedade que se pretende civilizada, dentre elas, a educação, a cultura, a segurança e a saúde pública.
Não há como mudar essa situação, extinguir essa onda de violência, sem responder à altura as agressões que bandidos muito bem organizados, preparados e com a conivência de autoridades e políticos com eles comprometidos cometem contra a sociedade.
A casa está destruída, perdida de cupim, suas instalações estão deterioradas e não há como recuperá-la sem antes remover tudo o que não presta e os seus entulhos acumulados ao longo do tempo. Talvez seja mesmo necessário botá-la abaixo e reconstruí-la. Só depois há de se pensar na beleza da arquitetura e na comodidade dos móveis. Mas as autoridades competentes e os políticos querem fazer de outro modo, o ineficiente, porque se sentem pressionados a dar uma resposta em curto prazo à sociedade que os elege e os paga, e que deles não espera outra coisa senão atitude eficiente.
Apesar de tudo, este cenário de violência que campeia como jamais visto na sociedade, não seria tão deplorável houvesse por parte da maioria das pessoas uma conduta cristã, na melhor acepção da palavra e sem nenhuma conotação religiosa, porque o personagem do qual se origina o termo, como se sabe, nenhuma religião fundou.
Houvesse amor no coração das pessoas, tivessem elas uma atitude fraterna e respeitosa em relação ao seu semelhante e essa onda de violência não estaria acontecendo. Seus protagonistas são desajustados sociais, seres abalados emocionalmente desde o berço, não possui em sua maioria nenhuma formação educacional, nenhum nível de cultura senão aquela produzida nas ruas. Talvez nunca tenha recebido em suas vidas uma atitude generosa da parte de alguém no qual reconheça um ser humano, talvez jamais tenham sido apresentados ao espírito altruísta que deveriam demandar as ações das pessoas que se dizem de Bem.
Fizesse os governos a sua parte em reverterem benefícios nas áreas de educação, de cultura, de saúde e segurança pública à sociedade a riqueza por ela produzida, porque afinal, governos não produzem riqueza nenhuma; fizesse as pessoas comuns, as empresas privadas e públicas, os profissionais liberais, os empreendedores, a sua parte, no sentido de criar redes sociais de amigos não as virtuais, mas as reais, as de carne e osso, no sentido de entender, compartilhar e ajudar os que se acham em situação de risco, sobretudo as crianças, adolescentes e jovens; fizessem as religiões os benefícios humanos e espirituais que preconizam na teoria mas são incapazes de colocar em prática porque se perdem em personalismo, dogma, hierarquia e formalidade, talvez, então, essa onda de violência não existisse, porque imperaria o espírito altruísta que é o espírito cristão.
Infelizmente, asteroides  profetas e profecias à parte, ainda estamos longe, muito longe disso. E as futuras gerações certamente pagarão o preço pela falta de amor à vida e ao país, por parte da atual geração.
Somos todos cúmplices e culpados, alguns mais outros menos, é verdade, mas ninguém escapa impune à consciência, neste cenário de degradação social que causa horror e perplexidade às pessoas de bem.
Dias melhores virão. Dias em que finalmente haveremos de saber o que é liberdade, igualdade e fraternidade. E mais do que saber seremos capazes de praticá-las.

* Artigo publicado no site Guia Rio Claro: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151010059  e no Jornal Diário do Rio Claro, na edição de 30/11/2012, à pág. 2.