terça-feira, 24 de janeiro de 2012

LA PRENSA, LOS HOMBRES E LAS MANOS

O leitor mais atento, e mesmo aquele que não o seja já percebeu de há muito que a pauta dos jornalões impressos, a dos tele-jornais e mesmo das rádios que priorizam a informação é sempre a mesma. O que um publica, mostra e divulga todos repetem. Essa uniformidade da informação atenderia aos interesses do Clube de Bilderberg, que, nas últimas décadas adquiriu e centralizou em suas mãos o controle da grande mídia que influencia decisivamente e acaba por formar a opinião pública.
Comenta-se que somente o mega-investidor George Soros, teria adquirido nas últimas 3 décadas cerca de 40 publicações, entre jornais e revistas em diversas partes do globo.
Assim, se é que algum dia foi diferente, os governos políticos são apenas caixa de ressonância dessa gente (se aqui cabe o termo) que manda no mundo porque controla a maior parte do dinheiro do mundo. Um dinheiro que grosso modo só existe virtualmente e não em espécie. Com duas ou três operações virtuais em um computador, o banco empresta para você, leitor, com juros estratosféricos o dinheiro que recebeu de mim. E assim a roda d’água gira e vai molhando a horta dos banqueiros, enquanto nós, reles mortais, tentamos sorver uma ou outra gota que escapa pelas mãos do vento. E quando conseguimos, nos sentimos felizes. Que alegria! Deus existe e a vida é bela! E os bancos, que, em tese, nada produzem, estão ricos, e cada vez mais ricos. Os bancos, ou melhor, os seus donos.
Não difere muito do que acontece no segmento político. Porque, afinal, como em tudo na vida, na política, nada se faz sem dinheiro. E nas mãos dos partidos políticos a política se resume apenas em uma disputa pelo poder. Mas não evidentemente um poder que tenha por objetivo produzir benefícios ao povo, ou seja, a maioria, mas ao grupo político que almeja, que disputa e conquista o poder. Certo? Em parte.
Porque, por exemplo, um candidato a prefeito, governador ou presidente da república, ele não está discursando ou apresentando uma proposta de governo (aqueles que ainda se dão ao trabalho de fazê-lo) que seja dele ou do partido político ao qual pertença, mas sim, do grupo político e financeiro que está por trás, digamos assim, de sua candidatura.
O candidato depois de se tornar eleito não irá governar e mandar, e sim, executar tarefas pré-estabelecidas por aqueles que o apóiam, política e financeiramente.
Exatamente por esse motivo é que em países feito o Brasil, onde grassa o desinteresse pela cultura qualificada, onde as pessoas em sua maioria preferem se alienar, por meio de mecanismos cada vez mais acessíveis a todos, feito os celulares, tablets e redes sociais, drogas e bebidas tão facilmente adquiridas, apesar das leis proibitivas, pra citar apenas alguns; e onde a educação, seja pública ou privada é deficitária, onde o mais significativo e aceito escritor da atualidade se chama Paulo Coelho, que depois de encher as burras com a venda dos seus livrinhos, passou a defender descaradamente a pirataria, os partidos políticos são inconsistentes, contraditórios, vulneráveis, ideologicamente nulos, e mais se assemelham a clubes de futebol (não sem razão) presididos por coronéis e cartolas e tudo isso porque nada mais são os partidos políticos do que uma réplica deformada da imagem da própria sociedade.
Também por isso, é que a política é desacreditada e não desperta o interesse do cidadão de bem que participa dos pleitos eleitorais, a cada 4 anos, apenas por obrigação e desencargo de consciência.
Contudo, na medida em que o cidadão de bem se afasta da política abre espaço para que o mal-intencionado dela se ocupe, estabelecendo uma cadeia viciosa que parece indissolúvel e infinita, mas que, em verdade, não o é. Basta que as pessoas de bem se apercebam disso, se unam, se organizem, se mobilizem e viabilizem uma revolução pacífica e necessária cuja necessidade é para ontem e que tenha por objetivo alterar substancialmente e para melhor esse padrão de conduta, fazendo prevalecer em seu bojo e ações, os valores advindos do aperfeiçoamento moral humano, dentre eles, o altruísmo. 
Voltando aos partidos políticos e aos homens do poder. Para convencer a opinião pública, eles naturalmente, porque faz parte do processo, se deparam com uma questão crucial, qual seja como possibilitar a participação popular no esquema de disputa pelo poder? Porque afinal o povo é aquela fera faminta que mora ao lado.
Ora, através do voto, que além de legitimar a participação popular lhe atribui responsabilidades ao mesmo tempo em que em tese diminui a responsabilidade dos eleitos, leia-se, aqueles que conquistam e assumem o poder sem nenhuma intenção de perdê-lo ou abandoná-lo, numa prova insofismável de que pouco se lixam para o povo e nada mais querem do que o poder pelo poder e todas as benesses que este possa lhes proporcionar.
Esse processo não foi inventado por um gênio, em momento de sublime inspiração como alguns querem supor. Mas ele foi sendo aprimorado ao longo do tempo até chegar nisso que é hoje.
Há quem diga que não exista outro melhor. Mas também ninguém se preocupa em se dedicar à laboriosa tarefa. E aqueles menos ajuizados que se aventuram a fazer são devidamente varridos do mapa, após padecerem durante o tempo que for necessário de uma ampla campanha de desmoralização pública. Por sinal, conduzida por quem? Ora, voltemos ao início do texto e o ciclo se fecha.


* Artigo publicado nos veículos de comunicação a saber: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151001890; e, http://www.jornalrioclaro.com.br/5209/artigo-la-prensa-los-hombres-e-las-manos/

domingo, 22 de janeiro de 2012

FIM DO SONHO

Ao menos para mim é. Soube na tarde de ontem, através de fonte fidedigna que o tradicional Casarão da família Machado, localizado à rua 11 com avenida 1, teria sido negociado com um empresário das Minas Gerais, pelo valor aproximado de 1 milhão de reais.
Uma entidade local, a qual não estou autorizado a revelar o nome, mas que tem o respeito e o devido reconhecimento por sua importância por parte da comunidade rio-clarense, mantinha tratativas com objetivo de zelar pelo espaço, mas o poder econômico evidentemente falou mais alto.
Portanto, ao que tudo indica Rio Claro perderá em breve mais uma referência significativa da sua cultura que desaparecerá dando lugar a algum empreendimento comercial, provavelmente.
Algo lamentável, não o empreendimento comercial, mas o desaparecimento de tão importante espaço urbanístico que se trata de importante referência cultural para o município.
Nada a estranhar, entretanto, em uma cidade que não consegue, decorrido mais de 1 ano, reconstruir um Museu que pegou fogo, graças a estupidez de seres humanos infelizes e ao descaso das autoridades. Uma cidade que tem uma fundação que leva o nome de ilustre político nacional, que não era não senhor esse santinho que historiadores apressados se arvoram em descrever, e que apesar de mencionado como rio-clarense, nasceu, conforme, se sabe alguns quilômetros daqui. E que me perdoem antropólogos, sociólogos, notários e especialistas no assunto, para mim, rio-clarense é quem nasce aqui.  
E isso tudo é ainda mais previsível, porque, até onde se sabe mesmo tendo conhecimento da importância artística e cultural do casarão da família Machado, nada foi feito, sequer uma bandeira levantada, por aqueles que assumem a responsabilidade de zelar pela cultura rio-clarense, e nem por aqueles que reivindicam esse direito, e me refiro a grupos, entidades, movimentos, os quais Rio Claro é eficiente em produzir e só.
Reconhecimento seja feito, o único, como sempre, a destacar a importância daquele espaço e a necessidade de sua preservação foi o perito judicial em Arqueologia e Documentação Histórica, Anselmo Ap. Selingardi Jr, voz que ecoa no deserto de insensibilidade cultural em nossa cidade, com suas sempre oportunas colaborações ao jornal Diário do Rio Claro.
E assim caminha a nossa mediocridade. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

2012 É SÓ O COMEÇO

Muito tem se falado sobre o alinhamento planetário em que a Terra ficaria no centro da via Láctea, previsto para acontecer este ano que mal se inicia e a influência da passagem do planeta, cometa ou seja lá qual for a definição deste senhor do espaço que atende pelo nome de Nibiru para uns, Hercólubus para outros, planeta X, para outros ainda, e até a singela e eloqüente alcunha de planeta Chupão, para onde, segundo alguns antenados com as coisas da espiritualidade já estão indo esses espíritos reticentes e atrasadões que teriam desperdiçado a sua derradeira oportunidade de evoluir moralmente em um planeta do nível de evolução que se encontra a Terra.
Essa tese sustenta ainda que a presença atual e aos borbotões desses irmãozinhos menos esclarecidos, digamos assim, na Terra, faria parte de uma iniciativa das esferas superiores da espiritualidade em esvaziar as zonas umbralinas onde se reúnem os espíritos infelizes que ainda carregam dentro de si sentimentos e tendências morais inferiores como o desejo de vingança, a descrença e a indiferença às coisas divinas, aos valores morais da vida, e, em última instância, ainda se acham envolvidos pelas trevas que os impede de ter paz de espírito e lutar pela sua felicidade sem os equívocos do egoísmo e do orgulho.
Pois bem, basta uma passeada pela Internet para se obter várias informações a respeito do momento de transformação que vive a Terra.
É possível encontrar informações estarrecedoras e preocupantes se, analisadas de modo superficial e precipitadamente.
 Dentre elas, a de que, no período mais crítico do início dessa fase de transição, uma onda cósmica de choque varreria os campos magnéticos, expondo o planeta Terra totalmente aberto à radiação gama, o que, em outras palavras, significaria que se a pessoa estiver do lado de fora de sua casa será torrada viva.
Descobre-se também que quando o Sr. Nibiriu passar pelo céu causaria um eclipse que duraria 3 dias. E que todos os vulcões entrariam em erupção. E haveria terremotos de escala 12.
Mais, que os pulsos magnéticos iriam fritar os aparelhos eletrônicos. E os ventos chegariam a 1600 km/h. E as temperaturas na superfície atingiriam 60 graus Celsius positivos. Todas as redes de água secariam. Explosões haveriam por toda parte. Cinzas dos vulcões causariam chuva ácida. Seriam registrados incêndios por todo planeta Terra.
E a essa altura você, estimado leitor, deve estar dizendo: Chega! Vou parar com essa leitura. Mas...
Há algo mais que de tão pavoroso chega ser excitante, no bom sentido: Isto tudo que acaba de ser mencionado não é apenas profecia. É, segundo os teóricos e propagadores dessas ideias, ciência. Evidentemente, imagina-se que sim, resultante de pesquisa, estudo de probabilidades e, aplicação de métodos comparativos e, finalmente, deduções.
Para os entusiastas e propagadores dessas ideias, as autoridades as omitem, para não causar pânico na população, o que, evidentemente, só iria piorar as coisas e teria consequências inimagináveis.
O que fazer diante de tão desolador cenário? Eis a questão.
Portanto, talvez seja oportuno, desacelerar um pouco, ao menos por um instante, o ritmo alucinado de vida que levamos e reflitamos sobre ela, e sobre o que se tem feito dela, da vida, da nossa vida, e por onde a temos conduzido e que escolhas temos feito.
Voltemo-nos para nós mesmos. Lembremos do que de fato somos E cuidemos do espírito. Ou seja, de NÓS. Porque se todas essas previsões se confirmarem e mesmo que não se confirmem, a carne já está a perecer, desde o nosso nascimento humano. Porque a vida humana tem local, data e hora pra começar e terminar. E não comporta ilusões.
2012 é só o começo da profunda transformação moral pela qual passará o planeta Terra e a humanidade. Aliás, pela qual já vem passando. Mas esses tempos atuais são aqueles em que tudo se registra quase que instantaneamente por meio de imagens e sons, daí dimensionar de modo jamais visto, seu nível de impacto em nossas consciências e sensibilidade.
2012 não será o fim. Mas o início da fase mais aguda desse processo de renovação. De novos tempos. Tempos em que o Bem se tornará mais evidente e perceptível. Tempos em que o Mal diminuirá consideravelmente a sua presença e intensidade. Tempos de primavera para a evolução espiritual da humanidade e do planeta, que é ao mesmo tempo amável mãe e generoso hospedeiro e precisa estar adequadamente preparado para receber essa nova consciência cósmica fundamentada no Bem, na Paz, no Amor, que aqui se estabelecerá.
Evidentemente que o progresso não isenta o homem do trabalho, do êxito obtido através do mérito resultado do esforço e da dedicação. Não isenta o homem da lei de causa e efeito. Não lhe retira o direito ao livre arbítrio. Mas terá o homem a mente e o espírito mais esclarecidos para saber tomar as decisões corretas de modo a não prejudicar a si mesmo e ao seu semelhante.
Então vejamos os novos tempos com ânimo renovado e esperança. Jamais duvidemos da sabedoria divina do Grande Arquiteto do Universo que tudo sabe, faz, vê e provê.
Estamos em boas mãos. Jesus é nosso irmão Maior, nosso Mestre, ele está no comando, ele é o Governador do Planeta Terra, e nada, absolutamente nada resiste ao seu amor e a sua vontade.
Tenhamos fé. Façamos a nossa parte. Ou seja, busquemos nos melhorarmos, nos adiantarmos espiritualmente, através do exercício e da busca pelos valores morais ensinados pelo Cristo, os únicos que realmente constrói o que não pode ser destruído e que conduzem à felicidade e que proporcionam a paz, ainda que vagarosamente, apenas porque nossas pernas e nosso entendimento ainda são curtos.
Não desistamos da vida. Não duvidemos do amor. Entreguemo-nos a Deus. E confiemos nos ensinamentos de Jesus Cristo.
“AQUELE QUE PERSISTIR ATÉ O FIM SERÁ SALVO”. – Mateus, 24.


*Artigo publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 12/01/2011, à pág.2 e no site Jornal Rio Claro (http://www.jornalrioclaro.com.br/5191/artigo-2012-e-so-o-comeco/).