sábado, 26 de maio de 2012

VIDA TRANSITÓRIA



“Não importa a situação que você vivencie atualmente, lembre-se que nunca foi sempre assim e nunca será sempre assim. Feito tudo, a vida, sua vida, passa; passa pelo tempo, pelas circunstâncias e pelas pessoas com as quais, por alguma razão, você convive. Portanto, nunca se sinta mais ou menos, melhor ou pior que ninguém. No teatro da vida humana, nunca nos falta trabalho, e desempenhamos vários papéis; ora, somos o dono da mansão, ora o mordomo; hoje somos o rei, amanhã, seremos o plebeu. Em dado momento, nos será permitido desfrutar das condições favoráveis; noutro, haveremos de conhecer a falta dessas condições. Já passamos pelo reino mineral, vegetal, animal, estamos no hominal, e um dia, alcançaremos o reino angelical, destino de todos nós. Porque todos nós nascemos da vontade e do amor de Deus e a Ele voltaremos. – g.j.c.jr. – 26/5/2012.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

ILHAS


Não faça do seu drama
Bandeira para aspiração alheia
Não exponha a sua dor
Para o fel dos ignorantes
E o pranto dos revoltados
Caminhe só
Se o peso do mundo
O obriga a olhar para o chão
Evite o diálogo
Detenha-se no silêncio
Se o coração clama
Se a alma, chama
Ardente e inquieta
Respire e soluce
Sem que ninguém perceba
A cada qual a sua dor
Ilhas de amargura
Vagam pelo mundo
Porque assim é desde o início
E jamais será diferente
Porque este é o lema dos sábios
É a sina do chão que pisamos
Do horizonte que defrontamos
Cada vez que abrimos e fechamos
Os olhos,
Do corpo, e da alma.

domingo, 20 de maio de 2012

LUZ e SOMBRA


“Não se vive pouco, jamais; se vive o bastante” – g.j.c.jr. – 20/05/2012

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A CONDIÇÃO HUMANA


O último restinho da garrafa, esquecido
O final do cigarro, na mesa, deixado
Letrinhas miúdas na tela
Do computador, já não consigo ler
Não sei se fujo de algo
Ou se caminho para
Onde me encontro desde sempre
Uma vez estive entre os sábios
Eles desconhecem a dor
E se a experimentaram, faz tempo
Tanto tempo, que dela já não se lembram
Alguma coisa pode haver de errado
Se a derrota já não incomoda
Se entre dois caminhos diante dos olhos
A escolha é sentar-se na calçada
No banco do jardim, entre árvores
E esperar que passe o tempo
Mesmo sabendo o quanto seria fácil
Interromper o olhar, a trajetória
Abreviar o caminho
Mas a realidade despreza
Aqueles que no chão se acham
Mortos de vergonha
Varridos pelo medo
Incapazes de uma atitude
A mais digna de todas
A libertadora
Atitude que insulta a razão
E uma sensação de paz e alívio traz
E a alma abraça em desespero
E a luz repudia
E os olhos só encontram
E reconhecem
Quando estão fechados
E perdidos na escuridão
Entregue-se, boy
Esqueça o que não se fez
O que ficou
E o que se perdeu
Esqueça
Não lute contra si mesmo
Basta

terça-feira, 15 de maio de 2012

JEALOUSY


Algumas coisas eu entendo por um momento
Depois, elas escapam de minha mente
Porque talvez não devessem mesmo permanecer
Tudo vai indo muito bem
Mas então surge uma lembrança
Aparece um olhar, um semblante do qual me lembro
E os olhos captam a mensagem
E a transmitem ao coração
Sabe aquele lugar onde tudo se guarda
E tudo revela
No momento extremo de dúvida
E dor
Aquele
Que a gente finge que não vê; que não existe
Tenta ignorar
Mesmo sabendo ser inútil
Porque no jogo de idas e voltas
Não se troca derrota por vitória
Sem pagar o preço justo
E numa tarde como esta
Em que se caminha debaixo de chuva
E nuvens cinzentas se deslocam no espaço
Com a mesma rapidez com que se foge da realidade
Busca-se novamente um pouco mais
Daquilo que um dia transbordava
Sorridente e cheio de entusiasmo
No coração
Aquilo que não brota
Porque as lágrimas não regam
Aquilo que tenta, mas não sobrevive
Porque no escuro em que jaz uma revolta
O sol não atravessa
Não traz de volta
Não faz nascer de novo
Porque isto é impossível
Quando se trata de esperança

domingo, 13 de maio de 2012

DEUSES DA BOLA, NOS AJUDEM!


Verdade seja dita. Todas as vezes que dependemos da força do conjunto para ganharmos uma Copa do Mundo ficamos pelo meio do caminho.
Quando ganhamos, tivemos jogadores que carregaram o time nas costas e nos levaram à consagração máxima do futebol. Foi assim em 1958, com Pelé e Garrincha, em 1962 com Garrincha, em 1970, com Pelé, em 94 com Romário, e, e, 2002, com Ronaldo Fenômeno. Ficamos a pé em 1938, 1982, 1986, 1998 e 2006, quando tínhamos times temidos por todos no mundo da bola, mas que fracassaram, ao menos em termos de conquista. Desses, apenas o de 1982 realmente merecia melhor sorte, mas se formos analisarmos os adversários da primeira fase veremos que o único realmente difícil foi a União Soviética, quando devido o puro talento de Sócrates e Éder, conseguimos derrotar em uma virada histórica nos minutos finais. Naquela Copa, bola mesmo jogamos contra a Argentina, esta sim, um adversário à altura, difícil de ser batido, mas em decadência. Aí viria o jogo contra a Itália. Bem, deixemos isso pra lá.
O que importa é o presente. E ele não é nada animador. A FIFA divulgou esta semana mais uma de suas famigeradas listas das melhores seleções do mundo. E o Brasil, cinco vezes campeão do mundo ocupa o modesto 6º. Lugar, atrás, por exemplo, de Portugal e Holanda, que jamais venceram um Mundial. E de Uruguai que, à parte o passado glorioso, há muito tempo vivia à margem do respeito e credibilidade própria dos realmente bons.
Há de se estranhar, mas nem tanto, a posição da Inglaterra, em 7º. Lugar do ranking, logo atrás do Brasil. Porque a Inglaterra nunca vence nada, sua seleção quase sempre beira a mediocridade, mas na terra de sua Majestade, a Rainha, se disputa o mais caro, competitivo e financeiramente rentável campeonato nacional do planeta bola.
Em termos de Brasil, fica a nossa esperança para que se confirme a explosão da estrela Neymar. Em uma análise superficial e quase ufanista tudo parece caminhar para isso, mas, se analisarmos bem veremos que uma coisa é jogar contra Guarani e outra, contra Barcelona, e isso parece ter ficado bem claro ao final do ano passado.
Mais do que dúvidas em relação às possibilidades de Neymar, são as preocupações em relação às possibilidades do selecionado brasileiro em uma Copa do Mundo que disputará em seus domínios.
A dois anos das disputas, não temos um time, e, pior que isso, pela primeira vez na história do nosso futebol, não temos jogadores.
Se tomarmos como base a apresentação do Santos F.C, tido como nosso melhor time frente ao Barcelona, tido como o melhor time do mundo, teremos todos os motivos pra escondermos a vergonha em um buraco bem fundo e escuro. Lembremos que em um passado nem tão distante, mesmo os times brasileiros que iriam para o Mundial de Clubes em condições reconhecidamente inferiores perante os seus adversários, exemplos do Palmeiras em 1999, diante do Manchester United e do Vasco da Gama em 1998, diante do Real Madrid, venderam caro suas derrotas, jogaram futebol à altura, e perderam nos detalhes próprios do futebol. Bem diferente do Santos e de Neymar que diante do Barcelona, sequer viram a cor da bola, o que, em outras palavras, seria um preocupante indicativo da decadência do nosso futebol.
A verdade é que os outros evoluíram e nós estacionamos na nossa soberba. Basta observar o trabalho que é feito nas categorias de base dos times europeus e o que é feito nos nossos clubes. Estamos mais preocupados em criar ídolos e garotos propagandas e menos jogadores de futebol.
Se paga agora o preço por isso. E talvez, o maior de todos será sucumbir daqui a dois anos perante a ilusão de centenas de milhões de brasileiros que tanto gostariam de finalmente soltar o grito de “é campeão”, entalado na garganta desde 1950.
Que os deuses da bola nos ajudem. Vamos precisar. E muito.


* Artigo publicado no site Guia Rio Claro: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151005114

MINHAS DÍVIDAS COM MAMÃE


Precisei de 22 anos para entender porque eu jamais tiraria a sorte grande em bilhetes de loteria, sorteios ou algo parecido. Seria pedir demais e algumas pessoas que sabem um pouco da minha história iriam me achar um privilegiado e até duvidar da justiça divina. Sim, porque depois de ter a Dona Alzira como mãe que sorte melhor eu poderia ter, não é mesmo?
Mas se o assunto é sorte, lamento senhoras e senhores invejosos, mas a minha foi mais além. Ainda que eu não merecesse, devo admitir. Porque depois que Dona Alzira se foi, dona Leonor, minha avó, me tratou como se fosse não apenas o seu neto, mas, o seu filho. O mais novo, digamos assim.
Acham que estou exagerando? Melhor sentarem-se, queridos desafetos, porque saibam que tenho uma irmã, 11 anos à frente no calendário da vida, que já fez por mim algo que só mesmo uma mãe faria. E à parte, as nossas diferenças de cunho filosófico, dona Eleonora, futura vovó, também mora no meu coração. Sossegue Dona Alzira, estamos bem!
A todas, um beijo, minha gratidão e Feliz Dia das Mães.

domingo, 6 de maio de 2012

Um Minuto para o Adeus (trecho).


O amor derrete o gelo e encurta a distância. Mas saiba que o tempo desmente as melhores intenções. Se você se acostumou a ver o seu pai morrendo mais um pouco todos os dias na cama de um hospital. Saiba que um dia, não faz muito tempo, ele tinha 20 anos. E por isso, e apenas por isso, ele vivia. Porque é quando se vive. Quando se tem 20 anos. É quando, mais que humano, se é soldado. E se tem uma batalha para lutar e vencer. Então a vida faz sentido. É diferente de quando você já tem 50, 60, 70 anos e o câncer, por exemplo, antecipa o serviço que os vermes e as bactérias irão fazer dali algum tempo. Não se zangue comigo. Eu só falo a verdade. Não fui eu que escrevi esta história. Apenas participo dela. Talvez seja melhor anotar tudo isso em minha agenda antes que eu me esqueça. - Trecho de "Um Minuto para o Adeus (título provisório). - fala de Rackel.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

E LÁ ESTARÁ O SOL


Os adeptos do fim do mundo provavelmente não se dão conta da infinidade de germens que se acham submersos no solo ou no fundo do mar prontos a eclodir para a vida, ao comando dos construtores e engenheiros do planeta Terra, imediatos de Jesus, o Cristo, que, continua apesar de toda a ingratidão humana, cheio de amor a zelar por nossas vidas, espíritos recalcitrantes que somos e pela vida do planeta, que, em verdade se transforma e não é destruído, porque nós, humanos, ainda que tentemos conscientes ou inconscientes não temos poder para tanto. Afinal, não temos poder nenhum porque poder só Deus o tem, porque Ele é a causa de tudo. Para Deus a vontade é o seu Amor que se manifesta nas maiores e menores coisas, nas mais importantes e menos importantes.
De toda a evolução possível, a humanidade e a Terra, ainda se acham no início da jornada. Há de chegar o tempo em que morte e destruição serão banidas do vocabulário e da consciência humana. Serão naturalmente substituídas pelas futuras gerações por transformação e evolução.
Observem a natureza, os fenômenos que ela opera através de suas leis divinas e imutáveis. Fenômenos que ocorrem a cada instante sejam perceptíveis ou não aos nossos olhos, porque de há muito desaprendemos a caminhar sem olhar para o alto, limitando-nos ao que temos e vemos diante de nós e abaixo de nós.
Celebrem essa dádiva que é a natureza. Mares, rios, florestas, planaltos, esplanadas, planícies, botânica, enfim, os reinos: animal, vegetal e mineral.
Vejam como a vida não se perde, mas se renova a cada instante. Que lindo e hospitaleiro é o mundo que nos acolheu. Mas ele tem sentimentos. Feito qualquer um de nós, gosta de cuidados e carinho. Precisa de amor.
E não importe o que acontece, ou o que faça a humanidade acontecer com o planeta, lembre-se que lá do alto estará o sol, firme e forte, rompendo a escuridão.