quinta-feira, 27 de setembro de 2012

AMAR É SER FELIZ


Só encontra o destino quem conhece o caminho;
Só conhece o caminho quem enxerga;
Só enxerga quem se esclarece;
Só se esclarece quem busca;
Só busca quem se coloca em movimento;
Só se coloca em movimento quem fé possui;
Só possui fé quem ama a vida;
Só ama a vida quem ama a si mesmo;
Só ama a si mesmo quem ama o próximo;
Só ama o próximo quem ama a Deus.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

OS CARAS DE PAU!


Justiça social por meio da distribuição de renda. Esse era o mantra que na minha adolescência não saía dos meus ouvidos. Em casa, na escola, no clube e lugares que eu frequentava.
Eram meados de 1980, e todo mundo que tinha um mínimo de juízo jamais votaria no sujeito barbudo e olhos ensandecidos chamado Lula que prometia sandices como tornar o Brasil um país comunista, senão exatamente isso, algo bem parecido com isso.
E roda mundo, como diria o Chico, passa o tempo, e surge o Lulinha Paz e Amor que conquista corações.
Muda-se o slogan oficial do país: Ame-o ou deixe-o para o sugestivo, Brasil, um país de todos. Todos os corruptos, vide o Mensalão.
O Nordeste continua a viver os mesmos problemas de fome e miséria, escassez de água. Apesar das polpudas verbas para lá destinadas por deputados e senadores, oriundos daquela região do país, e que no Congresso brasileiro são maioria.
Os trabalhadores continuam ganhando mal, vide as greves por melhores salários. Mas tem-se crédito a perder vista, para fazer dívidas geralmente postergadas quando não pagas, tudo em nome de mais conforto, qualidade de vida.
E o senhor Lula, segundo a revista Forbes produziu um milagre econômico. No seu bolso. Detém, depois de ocupar por 08 anos a presidência do Brasil, fortuna estimada em R$28 bilhões de reais. História essa, é claro, desmentida pelos filhos do Lula, os petistas, que são muitos, e, salvo raras exceções, geralmente, alienados.
Nunca se viu tanto automóvel e motocicleta circulando nas ruas. Sinal dos tempos. O Brasil mudou. Para melhor. Melhorar de vida significa comprar carango ou motoca. Cada povo tem sua escala de valores.
A Saúde pública? Temos o SUS, o que ninguém no mundo tem. Que orgulho! Que satisfação ficar doente, não é não? Tudo de graça, ora! Remédio, consulta, internação. Menos o caixão. Cujo preço continua os olhos da cara. Proibido morrer. Diz o aviso. Nem vou me referir às filas intermináveis, ao tratamento nada cordial dos atendentes geralmente estressadinhos e de mal com a vida.  Psicólogos neles! Psiquiatra, se for o caso.  Pelo SUS. Vão esperar no mínimo 3 meses. Na melhor das hipóteses. Por falar nisso. Paguem melhor os médicos e enfermeiros, e dêem a eles melhores condições de trabalho. Ninguém estuda e se sacrifica por tanto tempo na vida pra salvar vida alheia e não ser reconhecido. Enquanto que outros...
A Educação, sim, falemos dela. Maravilha! Todo mundo na escola, todo mundo na Faculdade, todo mundo aprendendo nada. As estatísticas desmentem. Claro, papel aceita tudo, já dizia a vovó com cara de poucos amigos, toda vez que o açougueiro do bairro lhe mostrava a caderneta ao final de cada mês.
A nossa Cultura? Legal! Pode crer, mêu! Marta vem aí. Marta chegou. Pra alegrar a senhora, e também o sinhô. Relaxa e goza! Se puder. Lendo um livro, melhor assim. Ou assistindo a um filme do Lars Von Trier. O inapreciável, ininteligível, soletre comigo leitor, Lars-Von-Trier. Há quem goste.
Tudo vai muito bem. Claro, se não se tem dinheiro na carteira, tem-se cartão de crédito. Uma espécie da cápsula Beta do Ultraseven (Sempre que estiver em perigo!) ou a sacolinha do Gato Félix. Basta meter a mão que alguma coisa sai.
Desculpe o leitor se uso termos ultrapassados. É que não sou dado a assistir às sessões de sado-masoquismo das tele-novelas globais. Não aprendi, portanto, as mais novas peripécias da arte da maldade com a Carminha "Faz Careta" e a Nina “Andrógina”. Já repararam? Afinal, com o que se parece a Nina, mesmo. Ela? Ou ele?
Um filósofo, cujo nome agora não me recordo, dizia com bastante propriedade que os conceitos antes de fazerem parte da realidade são plantados e germinados nas artes e nas culturas de modo a que a sociedade a eles se acostume paulatinamente.
Exatamente por isso, que Hollywood, olhos daqui e dali, segundo o Chico (de novo ele?!) passou décadas produzindo filmes de matança disseminados com chancelas de heroísmo pelo mundo a fora.
Não é de se estranhar que ficamos todos orgulhosos quando o Barack Obama, o Senhor do Mundo, disse para o então presidente da república das bananas, o Sr Lula: Este é o cara!”.
Hoje os EUA se orgulham da seguinte marca: 46,7 milhões de americanos recebem vale-alimentação; 8,7 milhões de estudantes são bolsistas; 7,6 milhões o número de desempregados estatais sindicalizados. O que corresponde a 63 milhões de obamistas dispostos a dar a própria vida pelo grande estadista Barack Hussein Obama, cuja certidão de nascimento, todos afirmam, ele nega, é falsa. Tais números correspondem a quatro milhões a mais o número de votos obtidos por John McCain, o adversário republicano do democrata Obama, nas eleições de 2008. (Dados do site Mídia Sem Máscara).
Mas é possível ir mais além. Isso corresponde ao fato de que Lula fez escola. E Obama sabia exatamente o que pretendia quando, apontando para o nosso “ex” e provavelmente futuro presidente disse algo parecido com: “Este é o cara!”. All right.
*Este artigo foi publicado no site Guia Rio Claro. Acesse: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151008629

DE TIRIRICA E OUTRAS PIADAS


Esse é o nosso problema, enquanto cidadão brasileiro. Encaramos partido político como se fosse time de futebol, eleição como se fosse campeonato, e política, como se fosse o próprio futebol. Eis alguns motivos porque politicamente ainda somos tão ingênuos, capazes de acreditar que vereador executa obras, prefeitos fazem milagres, e presidentes são missionários enviados por Deus ou Belzebu. Eis porque nossos partidos políticos abrigam bandidos, ladrões, traficantes, corruptos que ainda querem tomar ou retomar o poder em benefício próprio e dos grupos que representam. Desculpe-me a sinceridade, mas são exatamente por esses motivos que nunca acreditei naquilo que alguns abnegados e bem intencionados fazem dever de ofício. Talvez, um dia, eu tenha motivos para pensar diferente. Por ora, ainda não. Na verdade, longe disso.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

MENTE TERMINAL EM ESTADO DE DECOMPOSIÇÃO

Só quem busca, lê. Só quem lê, pensa. Só quem pensa, escreve. E só quem escreve, vai além. Porque busca respostas. Mesmo sabendo que nenhuma certeza possui. E jamais possuirá.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

SÍTIO


De onde vim
Faz-se a sintonia
Com o puro e o profano
Luz e sombra se misturam
Vento e água se envolvem
Vultos esparsos
Volitam
E se aproximam
Insultam,
Suas vozes ouvidas
Suas dores escondidas
Reveladas provocam
Medo e dor

De onde vim
O ar que se respira
É feito o fel
Que a sede matou
Daquele que morto
Nunca esteve
Porque é vida

De onde vim
O céu, onde fica
Não se sabe
Alto e baixo
Silêncio e som
O que são? Onde ficam?

De onde vim
Reverbera a ausência
Atormenta a solidão
Caminha-se, pântano
Refúgio, sombra
Para quem? E por quê?



Para Lheon, o homem do teatro.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

DUELO

Cena do filme "Once upon a time in the west", trilogia de Sergio Leone. Reprodução

Alguns  homens apreciam o duelo, ou seja, o inimigo, e dele sabem que precisam para provar, inclusive a si mesmos, sua força, habilidade e sabedoria. Outros homens abominam o duelo, ou seja, o inimigo, porque o temem, porque nele reconhecem o seu possível algoz, e, portanto, preferem caminhar e liderar sozinhos, esquecendo-se que, impossibilitado do duelo, na falta do inimigo, o homem que se imagina vitorioso, devora a si mesmo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PALAVRAS


“Quando nos expressamos por palavras, atendemos a estímulos de nossa mente ou de nosso coração. Por isso nenhuma palavra sai de nossa boca impunemente ou ao acaso. Sempre existe por trás dela uma intenção, um objetivo, direto ou indireto, ainda que jamais venhamos a admiti-lo”

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ORE. AGORA e SEMPRE. NÃO CUSTA NADA E VALE A PENA.


Dedique um minuto de sua vida por você mesmo, por sua família, seus amigos, sua cidade, seu país. À humanidade à qual você pertence e ao Planeta Terra que te acolheu de braços abertos.

Ore, independentemente de sua crença, religião. Ore à sua maneira, por 1 minuto, 1 segundo que seja.

Uma concentração de forças em torno de um único objetivo tem um poder imensurável. Por esse motivo, procure orar de preferência às 6 da manhã, ao meio-dia, às 6 da tarde e à meia-noite. Ou em qualquer momento que sinta vontade ou considere necessário. Pois, uma prece sincera e feita com amor e boa intenção, ela jamais se perde.

Cada pensamento elevado a Deus, ou seja, cada oração, cada prece, acende uma luz no ambiente espiritual da Terra, estabelecendo uma via direta com Deus, desfazendo os miasmas espirituais, os sentimentos e anseios destrutivos, frutos de nossa invigilância e das ações infelizes daqueles que ainda se deixam levar tão somente pelo orgulho e pelo egoísmo, e pela falta de fé e de amor na vida

Nada a temer àqueles que têm a consciência em Paz. O mal jamais vencerá o Bem.

Busquemos a Deus, que nunca nos perdeu de vista. Porque é nosso Pai.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

I’M SO SORRY (Very good!)

* Esta crônica foi publicada no Jornal Aquarius - Set./2012, editado por Maurício Beraldo.


E são 10 para as 4 da manhã. E estou diante do computador fazendo aquele rastreamento necessário pra entender o que anda pensando e fazendo as pessoas. O que acontece no mundo. Se o massacre na Síria continua. E faço tudo isso ouvindo as minhas favoritas no Kboing até porque é mais prático, sabe. Dois ou três cliques e já está rolando There is a light that never goes out, Black, Bitter sweet symphony, Overkill.
É uma tentativa de reprimir de modo lúdico as segundas intenções que, nesta noite maldita de sábado de julho que já se vai, do ano perverso do mundo que ainda se acaba indo, ficaram de novo pelo meio do caminho. Ou melhor, ficaram pelo lado, ou seria de lado, sei lá... Ficaram. Onde sempre ficam: na guia da calçada, na privada do banheiro, na mesa da cozinha, de onde se vê o céu ficando vermelho aos poucos, pra depois se tornar azul, ficando na lembrança. Adoro gerúndios!
Talvez seja por isso que caras feito eu acabam ficando acordado às 4 da manhã. Sim, já se passaram 10 minutos, pra escrever, nada de importante não. Nada de poema, poesia, romance, novela, conto,versinho boboca. Frasesinha esperta, sim, talvez. Com um pouco de sorte. E à custa de pão com mortadela,Coca-Cola geladinha, ainda bem, nada mal, e sempre se consegue.
Walk in. Silence.
E me deixo levar de novo por essa atmosfera que as pessoas não compreendem, algumas não aceitam. Mas é onde vive a maior parte do tempo, sujeitos feito eu.
Não. Não faça isso com você. Mais uma tentativa frustrada da Sra. Consciência, mas eu me vou. Eu sempre vou. É onde encontro paz. É onde é possível esquecer a estupidez da vida humana e suportar o peso do mundo nas costas.
Fecho os olhos e penso. E já é outro o ambiente. Dedo polegar unido ao indicador da mão direita, cotovelo apoiado na mesa. A cabeça se abaixa lentamente, como se o espírito, este que vos fala, finado leitor, se entregasse ao seu habitual sacrifício, sem o qual não pode, não consegue viver. A testa, então se aproxima e se encosta-se à posição em que se encontram os dedos da mão, e num gesto que se parece eterno e que nem mesmo Rodin conceberia tão original. Acabou a Coca-Cola e devo recorrer-me à água. Da pia. Do banheiro. Da privada ainda não. Mas só o farei depois.
As garrafas de água, bem entendido vão se acumulando pelos cantos. Por que pelos cantos? E enquanto isso, carrega o vídeo do professor Olavo. Adoro esse cara, ele me faz rir e me consola. Afinal, sei que já tenho companhia no inferno daqui algum tempo.
Eu passei a tarde cometendo idiotices. Gastei R$20,00 pra sentar em um cimento esburacado e ver um bando de pernas-de-pau tentarem (não conseguiram) jogar futebol. Pior, perdemos. Sim, nós, os torcedores do Velo. Porque, os jogadores... Ora, e essas horas, provavelmente estejam com suas namoradas e amigos tomando umas brejas, curtindo um som. Aquele som caipira, que eles acham que é som. Tudo bem, nada mal. Conforme-se, nobre infante, o mundo é dos bons; eles herdarão o mundo, não se esqueça.
Outra coisa idiota que fiz à tarde. Comecei a ler o calhamaço do Sr. Rubem, que peguei no Gabinete de Leitura pela manhã, com a sempre atenciosa Jô. São precisamente quase 800 páginas (gostaram da brincadeira?) ou 64 contos como queiram. E o primeiro deles, que encontrei e enfrentei, ao abrir, assim, aleatoriamente o livro, adivinhe qual? As agruras de um jovem escritor, que começa na página 225, e é ilustrado pelo carimbão do centenário e não menos nobre Gabinete de Leitura, mais conhecido como Biblioteca Municipal (ou seria o contrário) ou menos conhecido (isto certamente sim) por Lenyra Fracarolli, da cadernetinha verde, e rabiscada. Esqueçam tudo isso. O livro do Sr. Rubem é ótimo, apesar da capa e do Eloy Martinez. Eu é que morro de inveja.
Bom, a inveja é um daqueles sentimentos que nos faz lembrar que ainda estamos vivos. Que precisamos tirar a bunda da cadeira. Ainda bem que é da cadeira, pois não. E colocar a vida em movimento. O ou que resta dela. Pra que a vida, a nossa, possa ser lembrada, ao menos pelos nossos desafetos, que, como todo homem que se preze, são muitos. E eu não acredito que estou acordado às 4 e 31 da manhã de domingo, conforme o relóginho do computador, pra escrever essas merdas.
Pois sim. Quando se chega a esse ponto é sinal que já se perdeu o ranço de dignidade que restava. As ideias, o estímulo, para produzir algo mais consistente, menos superficial, quem sabe um conto, talvez um romance, não existe e então se flerta com as palavras com cronicazinhas besta feito essa. E é como o sujeito que, depois de anos de casado e bom desempenho e se reconhece traído, chuta o balde, surpreende-se só, grudado a um travesseiro e pra não ter que apelar de modo deprimente e onanístico, busca a redenção na primeira oportunidade que encontra, e isto pode naturalmente ocorrer na rua, ou logo após um daqueles bailes de forró, onde todo mundo se conhece e todo mundo sai melado de suor e exalando o perfume inconfundível da satisfação. Ou o seu dinheiro de volta.
E então, depois de tudo terminado, o cotovelo agora se apóia na pia do banheiro, e a gente se pergunta, diante do espelho: Meu Deus, onde vim parar?
Receio que precisamente às 4 e 39 da manhã de um domingo, Deus, em sua infinita bondade, responde:
Bem feito pra você.
Claro que sim. Deus sempre tem razão.
Próxima música do Kboing pra desopilar o fígado, depois do baile de forró: Tom Sawyer. Bom pra enfrentar o rush em que se encontra a mente. Afinal, I’m so sorry.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

VOTO NULO?

A ideia que predomina na mente das pessoas que aderem ao voto nulo nem é provocar uma nova eleição, mas expressar democraticamente o seu desprezo pelo comportamento da classe política brasileira e mais ainda, externar a sua não concordância com a forma como a política é conduzida no país. Isso nos parece bastante claro e só não entende quem provavelmente tem ou imagina ter algo a perder com isso. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

DESTINO

Quando tudo vai bem não se deseja olhar para trás. Todavia, quem já não se lembra do caminho que percorreu, perde o rumo, desconhece a direção, não encontra o destino.