sexta-feira, 14 de setembro de 2012

SÍTIO


De onde vim
Faz-se a sintonia
Com o puro e o profano
Luz e sombra se misturam
Vento e água se envolvem
Vultos esparsos
Volitam
E se aproximam
Insultam,
Suas vozes ouvidas
Suas dores escondidas
Reveladas provocam
Medo e dor

De onde vim
O ar que se respira
É feito o fel
Que a sede matou
Daquele que morto
Nunca esteve
Porque é vida

De onde vim
O céu, onde fica
Não se sabe
Alto e baixo
Silêncio e som
O que são? Onde ficam?

De onde vim
Reverbera a ausência
Atormenta a solidão
Caminha-se, pântano
Refúgio, sombra
Para quem? E por quê?



Para Lheon, o homem do teatro.

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