sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ROCK'N' ROLL FOREVER


Um dos indicativos de que vivemos sim um período de decadência cultural e artística no Brasil é que nos anos 1980, portanto, pouco mais de trinta anos, (normalmente o período em que ocorrem as revoluções culturais de significativa importância) o rock nacional protestava injustiças, reivindicava soluções, sugeria alternativas, apontava caminhos e assim, ia muito mais além do que apenas fazer um som e curtir a liberdade, que, por acaso, nem era tanta assim.
Hoje, o rock nacional está adormecido porque a juventude o ignora, não consegue encontrar nele uma forma de expressão de seus anseios, frustrações e interesses. Ela, a juventude, em sua maioria, acha que vai tudo muito bem, que o país é uma maravilha, que nada há por fazer a não ser colher os frutos de uma semente plantada por seus pais. E para isso, nada melhor que se deixar seduzir por inúmeros mecanismos de alienação ao alcance de todos, que nada custa e nada exige, nem mesmo entendimento das coisas, das pessoas, e do mundo à sua volta.
Daí não surgir nenhum movimento, nenhuma cena cultural que não seja assimilada e degustada em tempo recorde até que outra, produzida às fornadas pela sempre subserviente e atenta mídia, quase diariamente, a substitua.
Nada tem consistência, nada surge para ficar, porque as coisas devem surgir e desaparecer rapidamente, de modo a não ocupar espaço por muito tempo, e não produzir referências e símbolos, com as quais a insatisfação, da qual o homem jamais será livre, possa se identificar.
Não se ouve música de boa qualidade no rock nacional e, em âmbito mundial, não é diferente, porque hoje ela não é feita mesmo para ser apreciada, mas entorpecer os sentidos, alienar o pensamento, matar o tempo.  
Pode-se dizer que todos os movimentos produzidos pelo rock, dentre eles, o punk, nada fizeram diferente disso. Mas enganam-se os que pensam desse modo. Tais movimentos faziam a juventude, no caso, tirar a bunda do lugar, lhe servia de estímulo, ou no mínimo curtição agradável.
Hoje a curtição é queimar uma pedra ou tomar todas, sem que dessa experiência nada surja que faça o jovem acreditar que tudo pode ser diferente e melhor do que é, mesmo que não haja motivo para tanto, mesmo que nem ele próprio saiba por quê.
Aquele espírito do pagar pra ver, do ser e estar livre a qualquer preço, do viver o hoje intensamente pra morrer feliz amanhã, já não encontra abrigo na mente e nos corações da juventude atual.
Na música, no rock propriamente dito, não é diferente. Ninguém arrisca nada, todo mundo segue a receita do bolo, todo mundo que ser matéria do jornal de domingo, gravar o DVD, postar o vídeo na internet, mesmo que a fama que disso resulte, seja a insignificante atmosfera de baba-ovos de uma cidade de 200 mil habitantes, onde 80% da população preferem o gênero forró ou aquela coisa parecida com isso que toma de assalto as rádios AM/FM e os bailes da melhor e da pior idade.
Uma década e meia e um hiato na produção, na cena do rock nacional, mais do que tempo, espaço perdido.
Onde é que a cultura e a arte, e, portanto, a sociedade, sai perdendo nessa história? A resposta é que quando falta o rock, falta inspiração para os jovens, e é justamente este estímulo, essa vontade de querer realizar, de mudar as coisas, que o rock proporciona que leva a juventude a ser um poderoso agente transformador da sociedade e de certa forma, determina com seu comportamento, os caminhos sociais, culturais e políticos que a sociedade irá trilhar.
          



E O FELIPÃO VOLTOU!


Por ingenuidade ou mera pretensão em um mundo de redes sociais e notícias em tempo real, a CBF pretendia anunciar só em Janeiro a contratação de Luiz Felipe Scolari para técnico da seleção brasileira.
 Não deu tempo, a notícia “vazou”, a FIFA exigiu, e antes que a entidade caísse no ridículo o presidente José Maria Marin tratou de confirmar o que nunca desmentiu.
Se o Brasil vai bater aquele bolão sonhado pela galera sabe-se lá. Mas ao menos a imprensa sai ganhando. Porque ao contrário do monossilábico e por vezes incompreensível e quase sempre indigesto Mano Menezes, Felipão é craque em elaborar pérolas que dão o que falar nas colunas, resenhas esportivas e mesas redondas.
Nem bem assumiu o comando da seleção e, em sua primeira entrevista coletiva, ao lado do coordenador técnico Carlos Alberto Parreira, recomendou trabalhar no Banco do Brasil os que não querem pressão em sua atividade profissional.
Certamente, o campeoníssimo treinador de futebol desconhece a desgastante e por vezes interminável jornada de trabalho dos bancários, cujos salários chegam a ser irrisórios se comparados ao do falastrão treinador que, para se expressar com palavras, não costuma pensar muito ao contrário de Parreira, seu antigo rival dentro das quatro linhas e agora parceiro.
Exatamente nesta diferença de comportamento reside a esperança de que a parceria entre eles possa ser duradoura, porque ambos são completamente opostos, mas, podem se completar, desde que se suportem. Scolari, um motivador por natureza, um prático, digamos assim, da profissão, que repete um treinamento quantas vezes forem necessárias até que o atleta assimile o objetivo estabelecido. E Parreira, um teórico por excelência, um estudioso das táticas e técnicas do futebol, um cavalheiro refinado.
Olhando mais atentamente, a seleção brasileira de futebol, cinco vezes campeã do mundo, de repente, parece que se tornou aquele filho ou aluno problema que pai e professor nenhum quer.
Antevendo o possível fracasso, o presidente Marin botou na conta do ex-técnico Mano Menezes o nada empolgante futebol apresentado pela seleção até o momento.
Agora, Scolari, disse que vai dar apenas uma incrementada no trabalho desenvolvido por seu antecessor, ainda que reste um ano e meio para a disputa do Mundial. Se não der resultado o seu trabalho, e o final da história for aquele que hoje parece certo, já estará com o discurso pronto: terá recebido uma herança maldita.
Enfim, todo mundo quer posar de bonito na fotografia, e só.

*Artigo publicado também no site Guia Rio Claro. Aqui o link: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151010328

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O HOMEM E A CRIAÇÃO


Abençoando a natureza, dela cuidando com carinho, zelo e atenção, estaremos colaborando para a paz no mundo e para a nossa própria felicidade, na medida em que estamos auxiliando nossos irmãos menores a trilharem um caminho seguro e de luz em sua jornada de evolução espiritual, e também porque, igualmente, somos seres em evolução, e certamente, nos encontraremos mais adiante.

domingo, 25 de novembro de 2012

JÁ ERA, MANO!


A seleção brasileira de futebol, que já viveu melhores dias, está sem treinador.
Mano Menezes levou, por assim dizer, cartão vermelho do presidente da CBF, José Maria “das Medalhas” Marin e passará o Natal e o Ano Novo, com o caderno de classificados debaixo do braço. Como consolo, uma indenização que, embora não admitida, provavelmente será polpuda, o bastante para comprar uns perús e umas brahmas. Opa, Mano, me desculpe! Essa última parte da história, certamente não lhe trará boas recordações.
As moças e moçoilas é que não devem estar gostando da ideia. Afinal, sai um loirão, enxuto, de zóio azul, como diria a minha vizinha, e entre as opções sugeridas, nada a comemorar. Dentre elas, a maior, um “italiani” ranzinza e bocudo, chamado Scolari. Ou então, um não menos bocudo, não menos ranheta e mais barrigudo, conhecido por Muricy. Porque a terceira opção já tratou de ser descartada, e seria um grandalhão de cabelo engomado, que anda como se estivesse chutando bola, cheio de querer falar difícil e metido a filósofo. Ah, nome diminuto, (eu disse: nome) algo que elas odeiam: Tite.
A um ano e meio da Copa do Mundo, que será disputada no Brasil, não se tem um time que transmita confiança ao torcedor, e agora, não se tem um técnico. Situação que leva os mais pessimistas a anunciar uma tragédia semelhante à de 1950.
Não será. Mesmo que aconteça a derrota. O povo já está amadurecido o bastante e, portanto, indiferente, a esses ufanismos. Não é difícil inclusive encontrar quem torça contra a seleção brasileira. Embora, na hora em que time entrar em campo pela primeira vez na Copa, todo mundo que estiver com os olhinhos na tela ou ouvidos no radinho de pilha, dará aquele suspiro de emoção e no seu íntimo, declarará o amor à pátria, de novo, de chuteiras, ao som do hino nacional.
Em uma análise técnica dos fatos, treinar uma seleção é completamente diferente de treinar um time de clube. A seleção se reúne esporadicamente, o treinador nunca sabe com quem poderá contar, haja vista as oscilações de rendimento técnico por parte dos atletas, e as contusões a que os mesmos estarão sujeitos.
A preparação de fato para os jogos de uma Copa do Mundo começa quando uma seleção se reúne com todos os atletas escolhidos pelo treinador, o que geralmente ocorre uns 40 dias antes da competição. E por falar em competição, ela se resume em 7 jogos, caso a seleção chegue a grande final.
Essa peculiaridade permite que atletas que não suportariam as disputas de um campeonato com dezenas de jogos, a exemplo dos campeonatos regionais e nacionais, possam participar de uma Copa do Mundo, desde que adequadamente preparados para isso, como aconteceu com Ronaldo Fenômeno, em 2002.
A outra característica única de um Mundial é que, desde 7 jogos possíveis, 3 são eliminatórios, e 1 decisivo, e aí, se verifica a diferença entre os treinadores. Ou seja, há treinadores que sabem muito bem preparar suas equipes em todos os aspectos, inclusive o emocional, para uma longa temporada, e que não tem o mesmo desempenho, não se sentem à vontade, embora não admitam, quando as disputas são eliminatórias e de curta duração. Um exemplo disso é: Vanderlei Luxemburgo, que se aplica ao primeiro caso. E Luiz Felipe Scolari, que se aplica ao segundo.
Essa seria uma das razões para que Scolari seja o escolhido para substituir a Mano Menezes. As outras são a conquista do penta-campeonato mundial, em 2002 e a preferência popular por seu nome, como tem se verificado nas enquetes realizadas até o momento.
Entretanto, caso mais uma vez, aceite a espinhosa missão, Scolari terá que lidar com um aspecto que certamente dificultará seu trabalho. O Brasil, já não possui jogadores do mesmo quilate técnico de um Ronaldo Fenômeno, um Ronaldo Gaúcho, um Rivaldo, um Roberto Carlos, um Cafú.
Ao seu favor, porém, a facilidade de reunir um grupo em torno de si, devido sua natural liderança, o respeito a sua pessoa, por sua carreira vitoriosa e por ser um campeão mundial. E finalmente, pelo fato de a Copa do Mundo ser disputada no Brasil, o que nem sempre é garantia de sucesso. Que o diga Flávio Costa, Ademir Menezes, Zizinho, Barbosa, vice-campeões mundiais em 1950.

*Artigo publicado também no site Guia Rio Claro. Aqui o link: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151010192

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ONDA DE VIOLÊNCIA


Quando pagamos impostos, não pagamos para PT, PSDB, PMDB ou a PQP. Pagamos ao Município, ao Estado e a União, na certeza de que aqueles que têm a incumbência de governar saibam utilizar com competência e honestidade estes recursos que a eles não pertencem. Mais do que política e de políticos, a sociedade precisa de quem saiba administrá-la.
Atualmente a Democracia é apenas desculpa esfarrapada para tomada e retomada de poder político por parte das castas políticas que tomaram de assalto o país, a partir dos anos 1990, e que para se legitimarem se utilizam da boa fé pública que, por sua vez, ingenuamente, acredita exercer seu direito de escolha através do voto.
A riqueza gerada pelo povo não retorna para o povo. Mas o povo não tem essa percepção e quando a tem a ela não dá importância porque está completamente envolvido pelos mecanismos de alienação criteriosamente elaborados com essa finalidade por meio dos hábeis engenheiros sociais a serviço dessas mesmas castas políticas. Quando a verdade vier à tona, se é que virá, causará escândalo e revolta. Mas, talvez, já terá sido tarde demais.
Vivemos uma guerra civil não declarada. Assumir sua existência seria admitir a falência do Estado. Pior, seria admitir ainda o cinismo com que é tratada a segurança pública em São Paulo, e por todo Brasil.
Leis não faltam. Aliás, país que possui leis demais tem ordem de menos. Porque possibilita as interpretações e reinterpretações das leis. Leis, entretanto, não devem ser discutidas, mas cumpridas. E se beiram o absurdo ou se acaso se contradizem umas às outras, devem ser substituídas. Mas, por quem? Se aqueles que teriam essa incumbência, são, em sua maioria, analfabetos funcionais legitimados pela vontade do povo.
Caberia à Justiça assegurar em última instância o cumprimento das leis. Ocorre que, nossos juízes, promotores e advogados ávidos por um holofote se preocupam em interpretar as leis, porque isso lhes assegura fama, valoriza o seu trabalho, subjetiva e objetivamente.
O Estado é vítima do monstro que ele próprio criou ao subestimar a importância das necessidades básicas de uma sociedade que se pretende civilizada, dentre elas, a educação, a cultura, a segurança e a saúde pública.
Não há como mudar essa situação, extinguir essa onda de violência, sem responder à altura as agressões que bandidos muito bem organizados, preparados e com a conivência de autoridades e políticos com eles comprometidos cometem contra a sociedade.
A casa está destruída, perdida de cupim, suas instalações estão deterioradas e não há como recuperá-la sem antes remover tudo o que não presta e os seus entulhos acumulados ao longo do tempo. Talvez seja mesmo necessário botá-la abaixo e reconstruí-la. Só depois há de se pensar na beleza da arquitetura e na comodidade dos móveis. Mas as autoridades competentes e os políticos querem fazer de outro modo, o ineficiente, porque se sentem pressionados a dar uma resposta em curto prazo à sociedade que os elege e os paga, e que deles não espera outra coisa senão atitude eficiente.
Apesar de tudo, este cenário de violência que campeia como jamais visto na sociedade, não seria tão deplorável houvesse por parte da maioria das pessoas uma conduta cristã, na melhor acepção da palavra e sem nenhuma conotação religiosa, porque o personagem do qual se origina o termo, como se sabe, nenhuma religião fundou.
Houvesse amor no coração das pessoas, tivessem elas uma atitude fraterna e respeitosa em relação ao seu semelhante e essa onda de violência não estaria acontecendo. Seus protagonistas são desajustados sociais, seres abalados emocionalmente desde o berço, não possui em sua maioria nenhuma formação educacional, nenhum nível de cultura senão aquela produzida nas ruas. Talvez nunca tenha recebido em suas vidas uma atitude generosa da parte de alguém no qual reconheça um ser humano, talvez jamais tenham sido apresentados ao espírito altruísta que deveriam demandar as ações das pessoas que se dizem de Bem.
Fizesse os governos a sua parte em reverterem benefícios nas áreas de educação, de cultura, de saúde e segurança pública à sociedade a riqueza por ela produzida, porque afinal, governos não produzem riqueza nenhuma; fizesse as pessoas comuns, as empresas privadas e públicas, os profissionais liberais, os empreendedores, a sua parte, no sentido de criar redes sociais de amigos não as virtuais, mas as reais, as de carne e osso, no sentido de entender, compartilhar e ajudar os que se acham em situação de risco, sobretudo as crianças, adolescentes e jovens; fizessem as religiões os benefícios humanos e espirituais que preconizam na teoria mas são incapazes de colocar em prática porque se perdem em personalismo, dogma, hierarquia e formalidade, talvez, então, essa onda de violência não existisse, porque imperaria o espírito altruísta que é o espírito cristão.
Infelizmente, asteroides  profetas e profecias à parte, ainda estamos longe, muito longe disso. E as futuras gerações certamente pagarão o preço pela falta de amor à vida e ao país, por parte da atual geração.
Somos todos cúmplices e culpados, alguns mais outros menos, é verdade, mas ninguém escapa impune à consciência, neste cenário de degradação social que causa horror e perplexidade às pessoas de bem.
Dias melhores virão. Dias em que finalmente haveremos de saber o que é liberdade, igualdade e fraternidade. E mais do que saber seremos capazes de praticá-las.

* Artigo publicado no site Guia Rio Claro: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151010059  e no Jornal Diário do Rio Claro, na edição de 30/11/2012, à pág. 2.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

3000 CARACTERES


Conheci Osvaldo. Bom sujeito ele. Arrisca uns versos e os faz muito bem. Percebe-se que mais do que com os olhos que tudo observa, ele escreve com o coração, tudo aquilo de bom que este fidalgo senhor, o coração, proporciona.

Quem é Osvaldo? Pois acredite o leitor é o mesmo que citei sem saber quem era na crônica “Ler com os Olhos da Alma”, publicada na edição de Outubro do Jornal Aquarius, onde falo de Faulkner, de palmeiras selvagens, de luz em agosto e acabo mencionando uma dedicatória que por si só já é uma poesia escrita por nosso simpático leitor e agora amigo, eu espero, Osvaldo.

O Aquarius tem dessas peculiaridades. É um Facebook de carne e osso. Pronto Maurício Beraldo, matei a vontade, plagiei você. Pode confiscar os meus pertences.

Eu queria aproveitar para agradecer a todas as pessoas que nos manifestaram seu carinho pela publicação do nosso livro de estreia A TARDE DEMORA A PASSAR pela editora Lexia. Devo confessar que eu não esperava uma receptividade tão boa e generosa. Inclusive da parte da imprensa rio-clarense que nos abriu portas que achávamos inacessíveis. Fomos divulgados nos jornais Aquarius, Diário, Regional e até no JC.

O site Guia Rio Claro, com o qual também colaboramos, destacou o lançamento do livro e as vendas do mesmo na Internet. Por falar nisso anotem aí quem quiser comprar o livro: http://www.editoralexia.com/a-tarde-demora.html  São só R$19,90 e já nos aproximamos de dezembro, gente boa! E Viviane quer assistir ao Rock in Rio em janeiro. Ai meu dinheirinho!

Acha pouco, finado leitor? Para um autor estreante? Pois bem! Saiba que também participamos do programa Jornal da Manhã, na rádio Excelsior Jovem Pan  http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/radiojp/jornaldamanha/97293-Autor-Geraldo-Costa-Jr-fala-sobre-livro-a-Radio-Excelsior  E fomos citados pelo ilustre professor e escritor José Antonio Carlos David Chagas, que dispensa apresentação, em seu comentário semanal no mesmo programa. E até na televisão estivemos, com Sergio Santoro em seu descontraído e bastante assistido Na Verdade... na TV Claret. Ou será o contrário?
Pois é. Irei cometer uma indiscrição. Confidenciei ao jornalista Favari Filho que justamente agora quando tudo começa parece que está no fim. E eu não saberia explicar por que.

Clarice costumava dizer que se sentia viva quando estava escrevendo. E eu me pergunto por que é que a gente escreve? Talvez para tentar entender a vida ou suportá-la. Enfim, não há explicação para isso, quero crer. A necessidade se impõe naturalmente, nos toma de assalto e nos leva a situações como essa que agora vou descrever:

Estas linhas vão sendo escritas em um quarto escuro, cuja única luz é a da tela do computador. Alguns pernilongos me fazem companhia, mas enquanto durar essa crônica haverá um armistício entre nós. Pra ser mais exato, de minha parte. Escrevo ouvindo no Kboing as músicas do grego Vangelis Odysséas Papathanassíu, que um dia formou com Demis Roussos e Loukas Sideras o que ficou para a história como Aphrodite’s Child, conforme me ensinou o cara que mais entende de música em Rio Claro, o meu amigo Orlando Rossi, em um dos nossos agradáveis almoços de domingo em sua casa, onde sempre nos recebe tão bem. Forza Landão!

Vou dizer com riqueza de detalhes, vejam: Estou em uma cadeira giratória nada confortável em cujo encosto duas ou três peças de roupas estão à espera de melhor sorte, ou seja, o cabide. Ou a lavanderia? Ok preguiça, você venceu: O cabide. Por enquanto.

Agora começa a introdução daquela música do Vangelis que me faz lembrar o professor Eugênio. É o tema de abertura da série Cosmos apresentada pelo físico Carl Sagan. Lembram-se, meninos de 40 anos?  Não, é claro que não se lembram!

Vou terminando por aqui, sem entender por que a gente escreve. Se descobrir, o que duvido, irei também entender porque alguém perde dois ou três minutos de sua vida pra ler uma crônica feito esta. Por quê? Alguém se arrisca? Escreva para: jcostajr2009@gmail.com. E não esqueçam dos R$19,90. E agora vou de Echo and the Bunymen. Porque Lips Like Sugar. Ainda bem. Fui...


Esta crônica é dedicada à jornalista Alessandra Binotto, que me convenceu a escrever até 3000 caracteres.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

LOIRAS PODEROSAS


Antes que a lembrança do bacanal de Laura Branigan faça o estimado leitor perder o controle aviso que esta crônica fará certamente os quarentões de hoje viajar à terra do ontem.
Parecia ser regra no mundo da música dos anos 1980. Som pra rolar nas pistas de dança tinha que ter uma loira gostosa e com voz de veludo, acompanhada de sintetizadores, algo que se podia chamar à época a mais moderna tecnologia sonora. Ah, esqueci de mencionar os cabelos que davam às beldades cantoras ares de leão indomável.
Nada mal. Hoje temos a Loona convidando-nos a La Playa. Amigos, que calor!
Kim Carnes! Lembram-se dela? E sua voz rouca, nem tão bonita embora tão rouca quanto à minha, mas seu maior êxito fonográfico foi nos ensinar a ver a malvada Bette Davis com outros olhos.
Havia exceção á regra. Exemplo: Sabrina, a morena e os seus boys, boys, boys. O clipe – me recordo – uma merda. Mas com 2 airbags daqueles né Sabrina, quem é que precisa de um clipe pra fazer sucesso? Não é mesmo? Não é mesmo, Aldo Zotarelli?
E por falar em boys, tinha uma outra coisa, digo, loira, chamada Boy George. Bom, mas essa não vale. Ao menos para essa matéria.
Acham que eu me esqueci? Não! Sheena Easton, e a mais bela canção tema do finado 007, tanto fez que acabou virando loira, somente para os seus olhos.
Dolly Parton, doidinha que só, grande atriz, que, entre outras preciosidades nos ensinou em 1980, como eliminar o maldito chefe. A ovelha Parton, foi o melhor duet do romântico imbatível Kenny Rogers, eu acho.
Kim Wilde! Quem se lembra? Andou pelo Cambódia em 1981. E não se sabe até hoje se voltou.
E para alguns, não sem razão, Tina Turner foi simplesmente a melhor.
Porém, em 1983, surge para o mundo a ex-garçonete que além do nome, de santa não tinha nada. Uma girl descolada, exímia cantora, dançarina sensual, compositora excelente, e, é claro, loira. Precisa dizer o nome? Everyboy sabe.
Convenhamos quem é capaz de nos tempos atuais, onde os ídolos são fabricados em toque de caixa, manter-se em nível de excelência em um recinto tão disputado como o musical, a indústria do disco, o show bussines? Lançando sucesso após outro, arrastando, envolvendo e comovendo multidões?
Já tentaram produzir outras loiras, malucas iguais, talentosas nem um pouco, absolutamente não. Seu nome? Mãe de Deus! Ainda não descobriram?
Já que o assunto adquire aspecto religioso (epa! cuidado, areia movediça à frente) seria um pecado comentar sobre todo mundo e esquecer a Maria Magdalena, digo, Sandra, a rainha, sim, ao menos das pistas de danças, das discotecas das cidades do interior, de um estado batizado São Paulo, de um país chamado Brasil. Naqueles 1980 e qualquer coisa não tinha pra ninguém, quando o assunto era animar festinhas. Sandra, da Maria Magdalena ou vice-versa, sei lá, e que, acreditem, terminou loira em Hiroshima. Oh, quanta ironia!
Agora, maluca mesmo era a Cindy, mêu. E seu cabelo true colors, e suas garotas que queriam apenas dançar. Time after time, ficou aquela música nos nossos ouvidos. Dias, semanas! Meses!! Anos!!!... Quero morrer.
Mas enquanto o esperado momento não acontece, diz aí carcamano de 40 anos ou mais, qual de vocês não aprendeu a dançar sob o eclipse total da Terra, quando a Bonnie Tyler, fazia tudo escurecer a nossa volta, enquanto, a gente, girando, e girando, lentamente, olhinhos fechados, pensando mil coisas e desejando outras tantas – que se dissipavam de nossa mente já no momento seguinte ao abrir dos olhos – nos deixávamos envolver pelo perfume da garota que se perdia, mesmo, e gostosamente, em nossos braços.
Bom, antes que as moças e moçoilas atentas me acusem de preconceituoso (eu? imagine, santa!) por refutar os loiros do show music, talvez um dia, a gente escreva algo sobre os George’s, o Michael e o Boy. O David “Heroes” Bowie. O Sting, claro! O Billy Idol, certamente. O finado Patrick Swayze. O carinha do Bronski Beat, do qual agora eu não me lembro o nome. O Kid Vinil, não. Aí já é querer demais. Sim, aguardem. Promessa é dívida. Talvez a gente escreva um dia sobre esses caras.. Afinal, meu velho  Colin, men at work.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A TARDE DEMORA A PASSAR É NOTÍCIA NO SITE GUIA RIO CLARO

Um dos mais acessados site de notícias, o GUIA RIO CLARO, orienta os leitores sobre como adquirir pela Internet o livro de nossa autoria "A TARDE DEMORA A PASSAR". Confiram:

Leia a matéria na íntegra. Aqui o link: http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151009626

JORNAL AQUARIUS TAMBÉM DIVULGOU O LANÇAMENTO DE "A TARDE DEMORA A PASSAR".

Na edição de Novembro/2012, do Jornal AQUARIUS, publicação de Maurício Beraldo, os nossos amigos leitores encontram a crônica de nossa autoria "LER COM OS OLHOS DA ALMA" e matéria sobre o lançamento de "A TARDE DEMORA A PASSAR" onde se comenta sobre o livro e um pouco sobre nós.

MAIS REPERCUSSÃO

Matéria assinada pela jornalista Paula Cruz, foi destaque na edição de 20/10/2012, do Jornal Regional, onde tivemos a oportunidade de rever nosso grande amigo jornalista, cineasta e pesquisador áudio visual Lourenço Favari que atualmente integra a equipe de jornalistas do importante semanário.

REPERCUSSÃO NA IMPRENSA SOBRE O LANÇAMENTO DE "A TARDE DEMORA A PASSAR"

Jornal Diário destacou o lançamento de A TARDE DEMORA A PASSAR em sua edição de 17/10/2012.