quarta-feira, 14 de novembro de 2012

3000 CARACTERES


Conheci Osvaldo. Bom sujeito ele. Arrisca uns versos e os faz muito bem. Percebe-se que mais do que com os olhos que tudo observa, ele escreve com o coração, tudo aquilo de bom que este fidalgo senhor, o coração, proporciona.

Quem é Osvaldo? Pois acredite o leitor é o mesmo que citei sem saber quem era na crônica “Ler com os Olhos da Alma”, publicada na edição de Outubro do Jornal Aquarius, onde falo de Faulkner, de palmeiras selvagens, de luz em agosto e acabo mencionando uma dedicatória que por si só já é uma poesia escrita por nosso simpático leitor e agora amigo, eu espero, Osvaldo.

O Aquarius tem dessas peculiaridades. É um Facebook de carne e osso. Pronto Maurício Beraldo, matei a vontade, plagiei você. Pode confiscar os meus pertences.

Eu queria aproveitar para agradecer a todas as pessoas que nos manifestaram seu carinho pela publicação do nosso livro de estreia A TARDE DEMORA A PASSAR pela editora Lexia. Devo confessar que eu não esperava uma receptividade tão boa e generosa. Inclusive da parte da imprensa rio-clarense que nos abriu portas que achávamos inacessíveis. Fomos divulgados nos jornais Aquarius, Diário, Regional e até no JC.

O site Guia Rio Claro, com o qual também colaboramos, destacou o lançamento do livro e as vendas do mesmo na Internet. Por falar nisso anotem aí quem quiser comprar o livro: http://www.editoralexia.com/a-tarde-demora.html  São só R$19,90 e já nos aproximamos de dezembro, gente boa! E Viviane quer assistir ao Rock in Rio em janeiro. Ai meu dinheirinho!

Acha pouco, finado leitor? Para um autor estreante? Pois bem! Saiba que também participamos do programa Jornal da Manhã, na rádio Excelsior Jovem Pan  http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/radiojp/jornaldamanha/97293-Autor-Geraldo-Costa-Jr-fala-sobre-livro-a-Radio-Excelsior  E fomos citados pelo ilustre professor e escritor José Antonio Carlos David Chagas, que dispensa apresentação, em seu comentário semanal no mesmo programa. E até na televisão estivemos, com Sergio Santoro em seu descontraído e bastante assistido Na Verdade... na TV Claret. Ou será o contrário?
Pois é. Irei cometer uma indiscrição. Confidenciei ao jornalista Favari Filho que justamente agora quando tudo começa parece que está no fim. E eu não saberia explicar por que.

Clarice costumava dizer que se sentia viva quando estava escrevendo. E eu me pergunto por que é que a gente escreve? Talvez para tentar entender a vida ou suportá-la. Enfim, não há explicação para isso, quero crer. A necessidade se impõe naturalmente, nos toma de assalto e nos leva a situações como essa que agora vou descrever:

Estas linhas vão sendo escritas em um quarto escuro, cuja única luz é a da tela do computador. Alguns pernilongos me fazem companhia, mas enquanto durar essa crônica haverá um armistício entre nós. Pra ser mais exato, de minha parte. Escrevo ouvindo no Kboing as músicas do grego Vangelis Odysséas Papathanassíu, que um dia formou com Demis Roussos e Loukas Sideras o que ficou para a história como Aphrodite’s Child, conforme me ensinou o cara que mais entende de música em Rio Claro, o meu amigo Orlando Rossi, em um dos nossos agradáveis almoços de domingo em sua casa, onde sempre nos recebe tão bem. Forza Landão!

Vou dizer com riqueza de detalhes, vejam: Estou em uma cadeira giratória nada confortável em cujo encosto duas ou três peças de roupas estão à espera de melhor sorte, ou seja, o cabide. Ou a lavanderia? Ok preguiça, você venceu: O cabide. Por enquanto.

Agora começa a introdução daquela música do Vangelis que me faz lembrar o professor Eugênio. É o tema de abertura da série Cosmos apresentada pelo físico Carl Sagan. Lembram-se, meninos de 40 anos?  Não, é claro que não se lembram!

Vou terminando por aqui, sem entender por que a gente escreve. Se descobrir, o que duvido, irei também entender porque alguém perde dois ou três minutos de sua vida pra ler uma crônica feito esta. Por quê? Alguém se arrisca? Escreva para: jcostajr2009@gmail.com. E não esqueçam dos R$19,90. E agora vou de Echo and the Bunymen. Porque Lips Like Sugar. Ainda bem. Fui...


Esta crônica é dedicada à jornalista Alessandra Binotto, que me convenceu a escrever até 3000 caracteres.


Um comentário:

  1. Muito Bom amigo Escritor, que Deus concede muito sucesso e alegria nesse seu novo projeto, que eu já li e recomento a todos como uma excelente leitura...Feliz pela excelente divulgação, muita paz e sucesso, sempre...Namastê !

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