quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

DÊ-ME UM NOME


Se deseja marcar sua existência
Tornar-se diferente de todos
Faça coisas que farão as pessoas
Odiá-lo e amá-lo sem que saibam porque
Fale o que elas não irão entender
Mas irão aceitar
Ainda que seja em um canto
Escuro e escondido do coração

Se deseja ir além, desprenda-se do chão.
E voe, e leve consigo apenas o
Teu pensamento e a tua liberdade
Esqueça a bebida e o cigarro
Refugie-se no copo d’água
No silêncio e na solidão
Se deseja aventurar-se em outros
Mundos acessíveis aos que crêem
Esqueça tudo o que já leu e aprendeu, e fez
Pegue o lápis, a folha em branco
E comece tudo de novo, e
Recomece mil vezes e outras tantas mil
Se precisar
Apague as luzes e deixe o brilho
Do sol entrar pelas janelas e
Portas do teu coração

Se deseja marcar a sua existência
Crie e recrie, feito Deus, e reinvente-se
E morra de braços abertos, pendurado numa cruz,
O coração sangrando.

Um comentário: