segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O LIVRO SOBRE A MESA

"Um livro fechado é um amontoado de letras mortas;
Um livro lido e não compreendido é como um cego caminhando no deserto;
Um bom ensinamento contido num livro, e desprezado pelo homem que o lê, é uma flor pisoteada pela ignorância do próprio homem" - Geraldo J. Costa Jr. 26/08/2013.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

LÁ e CÁ

Um dos aspectos mais reconfortantes do Espiritismo é que ele nos permite compreender o que de fatos somos, o que fazemos aqui, porque aqui estamos e de onde viemos e para onde vamos.
Mas sobre isto falaremos mais adiante. Por ora, eu gostaria de convidá-los amigos leitores a seguinte reflexão, com a devida licença poética.

Quando nós estamos do lado de lá, no plano espiritual, somos todos um pouco romancistas, deixe-me fazer entender, porque, no tempo devido nós como que elaboramos uma bonita história, a mais bonita possível que desejamos com fidelidade e a maior de nossa boa vontade e o melhor de nossos esforços, interpretar na nossa próxima reencarnação que se aproxima.
Então, nós visualizamos as melhores situações possíveis que nos permitam o nosso crescimento espiritual, nossa evolução moral, de acordo com as necessidades, porque enquanto nós estamos na erraticidade, que é aquele período entre uma encarnação e outra, nós respondemos exclusivamente ao tribunal da nossa consciência, que geralmente nos acusa.
E tal situação nos angustia nos faz remoermos de arrependimento e encararmos aquilo que imaginávamos ter escondido para sempre no tapete do esquecimento.
Enfim, quando escrevemos uma página de nossas vidas e ao lermos a dita cuja e não nos darmos por satisfeito, só nos resta mesmo é reescrevê-la. E por uma única razão.
Porque necessitamos crescer espiritualmente, evoluir moralmente é o nosso maior objetivo, porque daquele ponto onde nos encontramos no plano espiritual, nós como que podemos ver e entender a vida do alto de uma montanha, digamos assim, abarcando tudo, passado, presente e futuro, causas e efeitos de nossa situação espiritual.
Mas aí, graças a Deus, (e às vezes nos custa muito entender e aceitar isso) surge oportunidade de uma nova experiência humana, uma nova tentativa de progresso espiritual.
Roteiro estabelecido, malinha pronta, eis que caímos no esquecimento e nos vemos de novo no cenário da vida humana, que, para nós, passa a ser a realidade. A realidade possível nessa dimensão da vida. E não demora que a gente perceba como tudo é tão difícil e diferente daquilo que havíamos planejado. E então o que nos resta de toda aquela consciência bonita que tínhamos no plano espiritual é a vontade de ser feliz.
Mais que uma vontade uma necessidade, porque desejar ser feliz é uma benção divina comum a todos nós.
Mas à medida que vivemos na condição humana surgem os obstáculos, e estes passam a ser não mais desafios, estímulos ao nosso crescimento espiritual, mas, injustiça, pura maldade da vida para conosco, porque, afinal, coitadinhos de nós, não é mesmo? Somos tão bonzinhos, que fizemos para merecer tanta contrariedade, tanto sofrimento?
Porém, há uma passagem do Evangelho, que geralmente esquecemos, e quando nos deparamos com ela, agimos como a criança que faz cara feia diante do remédio amargo que poderá curá-la. É aquela passagem em que Nosso Senhor Jesus Cristo em outras palavras diz: Se quer seguir-me, negue-se, tome a sua cruz e me siga. (Mateus 16:23).
Notem bem: ele não disse: olha, fica aí sentadinho lendo as escrituras sagradas. Não disse: ajoelhe-se e reze, reze muito e acenda a todas as velas possíveis. Não. Ele disse: tome a sua cruz e me siga.
Tragamos a situação para os nossos dias: imagine uma pessoa que sai para executar uma tarefa. Antes, porém, ela procura saber exatamente do que se trata, procura obter o maior número possível de informações a respeito do que pretende realizar. Prepara-se fisicamente, psicologicamente, estuda, reúne os materiais necessários ao desempenho da sua missão, faz provisões... Eu pergunto: qual a chance dessa pessoa ser bem sucedida? E a resposta é: bastante grande. Agora pense em uma equipe de futebol formada por 11 craques de bola, mas que não treina, não conversa, não se prepara, não estuda o adversário. Qual a chance dela ganhar um campeonato, por melhor que seja?... Nenhuma. Porque, uma equipe assim, pode ganhar alguns jogos, jamais um campeonato.
Onde quero chegar, você deve estar se perguntando. Aí nos vamos à questão 919 de O Livro dos Espíritos: Qual o meio mais eficaz para melhorarmos nesta vida e resistirmos às solicitações do Mal. E a resposta: Um sábio da Antiguidade vos disse: conhece-te a ti mesmo.
Meus irmãos... conhecer-te a ti mesmo, esse é o primeiro passo, conhecermo-nos a nós mesmos. Porque se não sei o que sou, que faço aqui, de onde venho e para onde vou, não será apenas com boa vontade, por maior que ela seja que terei equilíbrio, força e sabedoria o bastante para crescer espiritualmente, evoluir moralmente. Porque, não se enganem a felicidade, a paz, a justiça, não são dádivas do Criador, são conquistas advindas do nosso merecimento só possível mediante nosso esforço e nossa busca não por juntar valores materiais que a traça corrói e o ladrão rouba, mas aqueles que podemos levar conosco onde quer que estejamos, porque de fato nos pertence, pois estão em nossa mente e em nosso coração: ou seja, o conhecimento adquirido, a moral desenvolvida.
Então, antes de saber o que é Deus, precisamos saber o que somos nós. Em O Livro dos Espíritos, questão 76: que definição se pode dar dos Espíritos? Resposta: são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo fora do mundo material.
É errado dizermos então que Espíritos são a humanidade do lado de lá? Não, não é. Então somos Espíritos? Sim. E constituímos por assim dizer a humanidade do lado de cá, enquanto vivemos a experiência da vida humana.
Ou seja, não importa nossa situação momentânea ou onde estejamos nós sempre seremos Espíritos. Mas, humanos, nem sempre. Embora, nós estaremos nesta condição, a qual estamos hoje, e ainda estaremos sabe-se lá quantas vezes ainda.
E qual a finalidade de se reencarnar?
Ora, crescer espiritualmente, evoluir moralmente, como já foi dito.
Alguma outra? Sim!
Deus, porque é Bom, e é nosso Pai, nosso Criador, quer que nos ajudemos uns aos outros, de modo que caberá sempre ao mais forte cuidar do mais fraco, conforme Jesus ensinou. E isso por um único motivo: Nós todos somos Irmãos.
Irmãos? Ora, bolas, como eu posso considerar meu irmão um sujeito que professa do outro lado do mundo, por exemplo, a fé islâmica que ensina o olho por olho dente por dente, tão diferente da minha que ensina a fazer o bem sem olhar a quem e a perdoar sempre?
Se Irmãos, de onde vêm as nossas diferenças?
Ora, vem das nossas escolhas, porque não se esqueçam, nós somos livres e nos aproximamos ou nos distanciamos das pessoas conforme as nossas afinidades.
Bem: então sabemos que somos um Espírito, ou seja, um ser inteligente, criado por Deus, que é a Inteligência Suprema Causa Primaria de todas as coisas. Viemos do plano espiritual, que é nossa pátria mãe, para a Terra, que é um mundo escola, para aprender a evoluir espiritualmente, nos corrigirmos moralmente, nos reconciliarmos com nosso desafeto, adquirir conhecimento, aprender, através de tentativa e erro, que nossas ações resultem em benefício para nós e para nosso semelhante, e, assim, para a sociedade humana a qual pertencemos momentaneamente.
E como é que se consegue isso? Apenas orando, apenas lendo as Escrituras? Não! Mas tomando cada um a sua cruz, que aqui não quer dizer necessariamente causa de sofrimento e dor, mas de iniciativa, trabalho, e fé com obras, porque nos lembra o apóstolo Paulo de Tarso que a fé sem obras é morta.
Ou seja: Nós, espíritas, com ânimo e esperança na Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo, temos que ter a exata consciência de que somos Espíritos e que estamos na Terra, para uma oportunidade de crescimento espiritual. Estamos aqui com data e hora de chegada e de partida, ainda que não saibamos a derradeira. E que terminada essa experiência humana, essa oportunidade de nos melhorarmos, mais uma, voltaremos a nossa Pátria Espiritual, nossa origem. E ninguém que tenha semeado o Bem colherá o Mal.
Nós, Espíritos, filhos de Deus, o Criador, o soberanamente justo e bom, onisciente (ou seja, tudo vê), onipresente (está por toda parte), perfeito e imutável, eterno, causa primária de todas as coisas, inclusive de nós, Espíritos.
Nós, Espíritos: eternos, indestrutíveis, centelhas de Luz, que pensamos, porque somos seres inteligentes, que desejamos, porque temos o Poder sobre nossas vidas, e que agimos, porque somos livres e capazes de construirmos nossa paz e nossa felicidade.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

ANGÚSTIA

Você cria e adormece o texto. Mas não sabe se ele despertará na manhã seguinte – Geraldo J. Costa Jr. – 19/08/2013

domingo, 18 de agosto de 2013

A FOME COMO DISCIPLINA

Minha filha querida,
Aos 16 anos, eu ainda não trabalhava, para os outros. Eu ajudava meu pai no escritório e, quando não, ajudava minha mãe, já doente, nas tarefas do lar.
Eu ainda não namorava, não havia beijado ninguém com aquele sentimento que faz acender em nós o fogo serpentino.
Eu também ia à escola, mas não aprendia nada, porque, não entendia simplesmente o que era ensinado, porque, diferentemente de hoje, lamento dizer, era sim ensinado.
Aos 16 anos, eu jogava futebol, que era o que todo moleque na minha idade fazia, nas horas ociosas, que, naqueles dias, por sinal, eram muitas.
Eu não escrevia. Sério! Nada mesmo, nem sabia o que era isso. Não sabia que era possível.
E minha primeira overdose, e única, foi de Baudelaire.
Hoje, creio impossível descrever objetivamente o que eu era aos 16 anos. Porque nem eu sei o que eu era. Se é que eu era: alguma coisa.
Os dias eram assim: Nada.
Passavam simplesmente, cuja única ação que se justificasse perante a razão humana (assim espero) era juntar moedinhas, trocos da padaria, do supermercado, pra comprar aquele tênis mais barato que durava tão pouco, aquela camiseta da liquidação da Pelicano, que encolhia e descorava na primeira lavada, e fazer aquele maldito e desejado corte de cabelo, que o barbeiro lá do bairro jamais acertava.
Ela se chamava Raquel, o meu amor escondido, jamais declarado, mas ela nunca soube disso. Porque ela nunca soube, na verdade, acho que jamais se interessou em compreender o meu olhar em sua direção, e o que ele dizia, tentava ao menos dizer.
Aos 16 anos, filha, eu nem me importava porque nem sabia o que era ser feliz.
Mas eu espero, é a única coisa que ainda desejo nesta vida, que você saiba.
Beijinho.

PS: Agora vou almoçar. É domingo. Já passa do meio dia.


MANADA

Eu preciso ir para um mundo
Onde todas estas coisas
São valorizadas:
A arte, pura e verdadeira, o sorriso
Onde possa pegar meu lápis e minha caderneta
E anotar o que aprendo e observo
O que deduzo e vejo
Enquanto escondido em meu coração
E dos olhos de todos
Ouço em silêncio
A Fuga IX de Bach
Reprodução

Eu preciso deixar este mundo
Mas não posso fazê-lo sem culpa
E como pode alguém feito eu, uma ave que voa livre
Deixar se convencer, não pelo óbvio, mas por suposições alheias
Sempre melhor uma palavra que duas
Situações, enganos, emoções
Sempre podem ser descritas doutro modo
Lições, que se aprende, errando, tentando, errando
Porque, observe a natureza
Não há outro modo de evoluir que não seja refazendo, recomeçando
Meio-dia, e, agora, mais do que nunca se repete a epifania de todos os dias:

Eu preciso criar um outro mundo
Novo, moderno, lindo, perfumado, vistoso, acolhedor
Porque este onde vivo, acha-se em escombros
E já cansei sinceramente de clamar aos céus que tudo vê
O devido socorro ao filho da viúva
Devido e merecido socorro
Mas, como eles me acharão, vestindo outros trajes, falando outra língua,
Em meio uma manada desgarrada de elefantes, que se acham humanos?




MONEY

“Se todos os problemas da vida fossem dinheiro, (que bom seria!), a gente dava um jeito” – Geraldo J. Costa Jr. – 18/8/2013.
Reprodução

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ASSIM...

Primeiro as coisas acontecem na mente e no coração, que é do que somos feitos. Depois, se forem fortes e verdadeiras o bastante se transformam em palavras escritas. Funciona assim. Mais ou menos. – Geraldo J. Costa Jr. – 16/08/2013.

O AMOR É O AMOR É O AMOR

O amor é como uma flor: nasce da pureza dos inocentes que vem de longe, desabrocha, exala o perfume da vida, encanta, murcha, morre, e é pisoteado, pela indiferença dos que acreditam conhecê-lo. – Geraldo J. Costa Jr. – 16/08/2013.
 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

DO OUTRO LADO DA RUA, MORAM OS FORTES

Após o terceiro pôr do sol, eu interrompi a contagem dos dias. O cenário à minha volta era desolador. Escombros, poeira, cheiro de morte, cinzas e fumaça. E isso era o de menos. O que mais chamava atenção, entretanto, era imaginar que aquele lugar até alguns dias fora um bonito e animado restaurante com música ao vivo. Antes da destruição era frequentado por gente importante, de posses, essas pessoas que se destacam na multidão, pessoas que, quando observadas, exalam ares de poder e ambição desmedida. Mas depois que seu proprietário fora levado pela milícia e o local expropriado em nome da revolução, o ambiente já não era mais o mesmo, a clientela também não. De modo que as coisas, simplesmente, já não eram mais as mesmas, sob nenhum aspecto, e, naquele momento, do qual agora me recordo escondido que estou atrás do balcão do que um dia fora o caixa do estabelecimento, agora transformado em um imenso refeitório popular e nada mais que isso.

Membros da milícia a serviço do movimento revolucionário em curso, músicos desqualificados, ainda que cheios de garra e imbuídos de boa vontade, mas que para a ignorância disfarçada de generosidade daquela gente que os aplaudiam com entusiasmo e os veneravam como deuses descidos do Parnaso, adquiriam o status de gênios, e o mesmo se aplicava aos poetas, escritores do nada, ilusionistas do pensamento, malabaristas políticos, e toda a forma de especialistas em aderirem à causa da maioria e a vestirem sem nenhum constrangimento a camisa do time que está ganhando.
Aqui uma observação: nessa reunião inusitada de grandes filhos da puta destacavam-se os jornalistas, os artistas da moda, do teatro (com o devido perdão ao teatro) e da tevê. E os jogadores, digo, atletas do futebol profissional, sempre dispostos a um sorriso diante das câmeras dos fotógrafos.
Como era possível que essa gente se preocupasse com tais coisas era muito fácil de entender. A destruição, a morte, o medo, a privação, tudo era necessário em nome da causa maior que, em outras palavras, significava apenas o interesse correspondido de alguns e a satisfação efêmera de muitos.
Porém, adianto-me à pergunta que o atento leitor certamente fará mais adiante: Com os quais destes eu me identificava, me reunia, estava enfim envolvido? Nenhum. Alguns meses depois da empolgação inicial de empunhar metralhadoras, eu já não lutava por meu país, mas, por minha cidade, que era onde eu vivia. Afinal, o país nunca soubera de minha existência, mas a cidade, de alguma forma sim, ainda que não desse muita importância para isso.
Em verdade, eu lutava mesmo era pela única coisa que me restava após ter perdido em meio àquelas atrocidades estúpidas, os meus pais, irmãos, amigos, e desafetos, sem os quais não se encontra certos motivos para continuar a luta inadiável por nossos sonhos cuja única finalidade, quero crer, é justificar nossa existência em um mundo imbecil e doente feito este. O certo é que eu lutava apenas por mim mesmo. Era esta e nenhuma outra a camisa que eu vestia.
Por isso já me causava alguma preocupação o fato de, preso àquele lugar, não ter o que comer, e muito menos água (cujo fornecimento havia sido interrompido) para matar a sede.
Os orgulhosos preferem a morte à falta de dignidade. Eu, porém, estava disposto a esperar pacientemente a chegada inevitável da distinta dama para enfim conhecer a sua feição. Se de fato causava medo, se era tão repugnante quanto declamada em verso e prosa. Se tinha mãos gélidas, esquálidas, olhar sereno, fixo, introspectivo, fatal.
Passava as noites a pensar se eu poderia vencê-la. Meu plano era atraí-la para junto de mim, colocá-la ao meu alcance, então veríamos quem de nós era o mais forte. À parte a estupidez deste pensamento, era ele que me mantinha de olhos abertos, e que me fazia não esquecer de respirar, após longos minutos, horas talvez, olhando para o nada ou para alguma coisa sem a menor importância ou significado, geralmente um objeto, que depois de tanto observado, deformava-se adquirindo feições repugnantes, ora de pessoas humanas, ora de animais, algo que de certa forma me consolava ante a perspectiva de que mesmo naquele inferno, eu não estava só, completamente só.
Mas então algo espetacular aconteceu por volta do quinto dia, sim, eu presumo, o quinto dia.
Por algum motivo que a Ciência ainda haverá de explicar o sol não se levantou.
C O N T I N U A ...


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O PAPA É POVO

Quando esta crônica chegar aos olhos sempre atentos do leitor, o Papa Francisco já estará respirando os ares de Roma novamente.

Em apenas alguns meses exercendo o mais alto e importante cargo da Igreja Católica Romana, o argentino Jorge Bergoglio já conseguiu com seu jeito simples, amigo e bonachão conquistar a simpatia mesmo das pessoas que professam outra fé religiosa. E mais significativo que a simpatia é o respeito e a credibilidade que transmite com sua palavra de otimismo e esperança.
O Papa Francisco aderiu rapidamente e sem maiores dificuldades ao que parece aos modernos meios de comunicação, com as redes sociais, por exemplo.
Seus pronunciamentos aos jovens durante a Jornada Mundial da Juventude mais se parecem recados do tipo auto-ajuda, mas essa é a linguagem que jovem acolhe e sabe compreender porque é simples, valoriza o amor, a esperança, o bem.
Sob essa perspectiva, e os jovens parecem assimilar isso perfeitamente, praticar o bem, evitar os vícios destrutivos, perseverar no bom caminho e agir em favor da vida, não deve ser motivo de vergonha, mas de satisfação e felicidade, por saber que mesmo em meio a um mundo tão conturbado como o nosso, é possível trilhar o bom caminho, aquele que une as pessoas ao invés de afastá-las, criando assim, um ambiente salutar, uma atmosfera favorável ao bom e pacífico convívio, em que todos podem de fato serem irmãos e se ajudarem.
Quando caminha em meio ao povo, o Papa assim o faz porque o Cristo o fazia.
Que bom seria se a Igreja Católica Romana se despojasse de seus ritos inúteis e dogmas in compreensíveis, alguns que chegam a afrontar a razão, e tomando por princípio a Boa Nova do Cristo se dispusesse a ser mãe de verdade e tão somente, ou seja, cuidasse de acolher com amor e compreensão e sem distinção os seus fiéis e todos aqueles que desesperançados em face os reveses da vida a procurassem rogando-lhe socorro.
O bom pastor, já nos ensinava Nosso Senhor Jesus Cristo há mais de 2000 anos é aquele que tem olhos e braços abertos para todas as suas ovelhas, até mesmo a mais desgarrada do rebanho.
Uma pessoa em dificuldade moral que se deixa levar por suas más tendências é um espírito fragilizado a requisitar cuidado, carinho, atenção. São doentes da alma, mais que qualquer outro, que necessitam de remédio, não aquele se compra na farmácia, mas que vem do amor ao próximo de todo aquele que se vê sensibilizado perante o sofrimento alheio e disposto a ajudar.
E o Papa Francisco parece compreender isso muito bem, quando faz seus pronunciamentos.
Religiões são muletas. E enquanto espírito vivenciando a experiência humana, que é ao mesmo tempo escola e oportunidade às nossas aspirações e necessidades de aperfeiçoamento moral, nós precisamos delas até que aprendamos a caminhar sozinhos. Isto se dá quando Deus deixa de pesar sobre nós, sobre as nossas consciências e ao invés disto nos sustenta de pé e nos impulsiona adiante.

A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo é a Igreja do Amor, da Esperança, da Paz e do Perdão, e exatamente por isso, todos os cristãos sejam católicos, evangélicos ou espíritas, neste tempo, mais que em qualquer outro, devem se unir e se fortalecerem na sua fé na Boa Nova do Cristo.

* Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 02/08/2013, à pág. 2.