terça-feira, 14 de outubro de 2014

À LUZ DA RAZÃO

Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).

Como todas as demais, esta máxima do Cristo encerra um grande ensinamento.
A Doutrina Espírita tem apenas 157 anos de existência. E seus princípios básicos que são: a existência da Deus, a imortalidade da alma, a lei de causa e efeito, a reencarnação, a comunicabilidade dos Espíritos, a fé raciocinada, a evolução (ao infinito), a pluralidade dos mundos habitados e a moral de Jesus, até hoje, não foram completa e exaustivamente estudada e compreendida, nem mesmo pela maioria dos seus adeptos. Quanto mais por aqueles que dela tomam conhecimento superficial e acreditam equivocadamente estarem aptos para compreendê-la e julgá-la.
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Um engano cometido por as pessoas e as instituições que no Espiritismo vêem ameaçados a sua fé e os seus interesses, respectivamente, é tentar entendê-lo de modo superficial ou através de informações obtidas da tradição oral, baseados em “achismos”, e a partir desse entendimento pequeno, limitado, frágil e sem base nenhuma, atacá-lo, seja como obra do “demônio”, seja como obra da mentira, tomando por fundamento, apenas o que transmitem os médiuns, os palestrantes, e os livros, sobretudo os romances, de cunho espírita, em especial. As informações que vem ao conhecimento do público interessado por meio desses canais de comunicação revelam apenas a ponta do iceberg. Destacam pontos isolados do Espiritismo. Podem ser de muito bom proveito, mas não tudo.
Vê-se, por exemplo, pessoas contestando as informações trazidas a nós por André Luiz, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, sob argumento de que jamais um espírito que se admite ter passado tanto tempo em situação difícil no mundo espiritual, motivado por suicídio involuntário (aquele que decorre via de regra do descuido que cometemos com a nossa saúde expondo-a a todo tipo de viciações e maus hábitos, dentre eles o fumo, o álcool, o excesso desnecessário de ingestão de alimentos, a irritação por coisas banais, etc.) teria evoluído moral e intelectualmente no mundo espiritual, de modo tão rápido a ponto de atingir a capacidade de entendimento e de transmissão de inúmeras informações, de cunho moral e científico, compartilhadas por ele em seus livros, a saber: Nosso Lar, Os Mensageiros, Missionários da Luz, Obreiros da Vida Eterna, No Mundo Maior, Libertação, Entre o Céu e a Terra, Nos Domínios da Mediunidade, Ação e Reação, Evolução em Dois Mundos, Mecanismos da Mediunidade, Sexo e Destino, e, E a Vida Contiua... .  
Pergunta-se: tais contestadores tiveram ao menos o trabalho de lerem essas 13 obras literárias de André Luiz, e estudá-las atentamente, e procurado entendê-las desprovidas de ideias e conceitos pré-estabelecidos, a ponto de baseados em seu entendimento, terem argumentos o bastante para rechaçá-las?
O mesmo diz respeito àqueles que contestam o Espiritismo como doutrina, baseado no que outros disseram e que talvez venham de encontro aos seus interesses e convicções, que, mais do que esclarecer, lhes acomodaria a inquietação de seus pensamentos e suas dúvidas.
Ainda aqueles que acusam o Espiritismo de ser obra do Mal; e daqueles que o confundem com outras denominações religiosas, meramente mediúnicas, ou filosóficas. Deram-se esses todos ao trabalho de lerem as obras básicas do Espiritismo, que são: O Livro dos Espíritos, O Livro Dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese, pelo menos, estudando-as profundamente, comparando-a com outras, já existentes e conhecidas há milhares de anos? E não apenas isso, mas ao estudarem, compararem, aplicarem em suas vidas a proposta Espírita para a reforma íntima do ser humano, a partir dos ensinamentos cristãos, visando o seu aperfeiçoamento moral, portanto, a conquista da sua paz interior e da sua felicidade possível. Demandaram-se os acusadores gratuitos do Espiritismo a esse trabalho, antes de atacá-lo sem conhecimento de causa?
Alguém em sã consciência, que ao menos sabe discernir o bom do ruim, o bem do mal, a felicidade da tristeza, a paz da tormenta, tenha argumentos suficientes e embasados na razão, na fé raciocinada, para atacar os esclarecimentos e as consolações do espírito Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, ou de Joanna de Angelis, mentora espiritual de Divaldo Pereira Franco, em cujas obras literárias, não se acha uma única só palavra, frase, período que não tenha por objetivo esclarecer e consolar o ser humano, fortalecendo-lhe a fé em Deus, o amor à vida, despertando-lhe a esperança, o bom ânimo?
Aos que não desejam aderir ao Espiritismo, por interesses pessoais quaisquer que sejam isto lhes é de direito. Também nós, um dia, estivemos entre eles. Até porque, o Espiritismo não faz proselitismo de arrastamento, porque sabe que cada pessoa vê e entende, assimila e pratica o que pode. Caminha numa velocidade conforme suas forças, e dá o passo conforme o tamanho de suas pernas.
Mas, acaso se dêem ao trabalho de, antes de tudo, fazerem o que aqui lhes é sugerido, assumem, por consequência, o dever moral de respeitá-lo. Porque o Espiritismo em sua essência e totalidade é todo amor. É um sol na vida humana, ainda muito distante de ser suportado e entendido por almas tão pequenas e frágeis como as nossas que habitamos este planeta maravilhoso onde fomos acolhidos pelo Cristo.

Dentre tantas, e todas elas admitamos, tentativas de Deus para nos mostrar um caminho que nos leve à perfeição e a felicidade que é o seu propósito para conosco, o Espiritismo é mais um porta que se abre ao ser humano. Mas, reconheçamos, é uma porta estreita, que solicita boa vontade, humildade e esforço daquele que por ela deseja passar. Porque revive em toda sua plenitude os ensinamentos do Cristo, conforme o próprio houvera prometido ao anunciar o novo Consolador.

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