domingo, 2 de novembro de 2014

UMA OUTRA VEZ

Se quisesse
Eu a conquistaria
Ao embalo das ilusões
Que tão bem sei
Como o mímico, o músico, o ilusionista
Que a todos encanta,
Manuseá-las
Eu poderia ser
O todo-poderoso
O forte, destemido
Poderia colocar a todos
Sob os meus pés
Até que um maior viesse
Eu seria senhor do destino
Da vida e da morte,
Como tantas vez fui
Sicília, Bolonha,
Emília
Romagna
Por que...
O caminho do Mal, conheço
E me ofereço
Do início ao fim, quando quero
Eu poderia lhe oferecer uma flor
E a encantaria com um perfume
Uma flor arrancada
Do jardim da vida
A custa de sangue, dor, e súplica
Eu poderia fazê-la feliz
Por um momento, dois
Muitos momentos, muitos
Que ficariam eternizados
Em sua memória,
Bem sei...
Mas não me veria livre
Dos tormentos, da dor
E do arrependimento
E que me restaria senão
Começar tudo de novo
E confesso que eu começaria
Quantas vezes preciso fossem
Desde que você, de novo
Cruzasse meu caminho, algum dia, feito hoje
E reacendesse a esperança
Em meu coração
Uma última vez.



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