quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SÍNDROME 18

Por vezes, o amor parece tão perto, ao alcance das mãos
Parece convergir todo ele num olhar
Que fala ao coração sem palavras
Uma conversa despretensiosa, sobre coisas banais
É o bastante, para que, de repente, ele surja, assim
Como que do nada, como vento que vem e que traz
Consigo certa esperança
De que repente, as coisas mais lindas, jamais vividas
Possam ao acaso pretendido feito folhetim se tornarem
Verdades iguais aquelas de um tempo distante

Por vezes o amor se basta a uma companhia
Momentânea, por alguns minutos, horas,
Aquelas mais desejadas e que se sabe irão terminar
Seja num até mais
Um adeus...

Por vezes, o amor deixa coisas por terminar
Feito uma respiração em suspenso
Diante do fato inusitado, do olhar temido
Que o vento, insiste não ocultar

Por vezes, feito página final
Deseja-se, venha logo o sol
Traga o dia, condenando a noite
De incerteza, medo e solidão
Ao mais distante epicentro
E o mais profundo lamento

Anuncie a chegada do amor

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