sábado, 21 de março de 2015

FAÇA A SUA PARTE

O cidadão brasileiro, qualquer que seja o seu nível social, grau de instrução, opção sexual, fé religiosa, ideologia política, escola filosófica com a qual mais se afina, não deve se omitir diante do grave momento político, econômico e social que o país atravessa.
Reprodução
A corrupção, que, infelizmente, grassa no Brasil, desde suas origens, sempre foi tolerada, mas, agora, em face às manifestações das ruas, e muito antes destas, a partir do descontentamento, da indignação que aflorou no ânimo do povo brasileiro em tempos recentes, através de iniciativas isoladas, que foram se espalhando e conquistando adeptos, nunca esteve tão acuada e sob a mira dos cidadãos de bem que, ainda é a maioria, embora as evidências em contrário, oriundas da desigualdade com que os fatos ruins circulam no noticiário mais abundantemente que os fatos bons tentem desmentir.
Atirar pedras, pedir cabeças, atiçar lenha à fogueira, fomentar discórdia com palavras e atos impensados em absolutamente nada contribuirá para a erradicação da corrupção, solucionando de vez este problema que é o mais grave do Brasil, e que impede o seu progresso do tamanho que merece a sua laboriosa população que não mede esforços para pagar seus impostos, tributos, contribuindo assim com um Estado que a ela não devolve como deveria em benefícios de caráter público de modo equivalente.
Se a classe política é em sua maioria essa aberração, não passa de fiel retrato daqueles que a elegem e reelegem. Através do voto o cidadão dá como que uma procuração àquele que se candidata para o cargo público, seja no âmbito executivo ou legislativo.  Portanto, não se mudará a realidade da classe política, enquanto a sociedade não se aperfeiçoar moralmente o bastante para promover esta mudança.
Sejamos honestos, o comportamento que abominamos de um político, o principal, a prática da corrupção, teríamos nós, muito provavelmente, nos deparássemos em situação idêntica, porque no fundo, ainda temos a tola ideia que ser feliz é acumular bens, ter qualidade de vida, durante nossa fase produtiva e uma aposentadoria livre de preocupações. O que podemos alcançar trabalhando duro e honestamente, mas ainda prevalece entre nós a ilusão de que podemos atingir tal condição baseando nossos atos na lei do menor esforço.

De sorte, o progresso, independentemente da vontade humana, ele acontece. Gerações se sucedem umas às outras, introduzindo novos e melhores hábitos. Que tudo passará e que a solução para tudo virá não resta a menor dúvida. Mas tenhamos consciência que essa fase de transição pode ser menos dolorosa, levar menos tempo, se nos esforçarmos para sermos menos orgulhosos, menos egoístas e mais fraternos.

quinta-feira, 19 de março de 2015

MUSIC NON STOP

Nos minutos vagos (raros, graças a Deus), tenho voltado no tempo ao ouvir músicas e redescoberto aquelas que marcaram determinados períodos da vida, e inclusive, mais atento e, por vezes, surpreendido, com outras que, então, passaram despercebidas. Tem sido uma grande experiência. Dá pra ouvir música e fazer a viagem psíquica e emocional que ela nos proporcione, sem, contudo, permitir, que seus efeitos determinem nossos comportamentos. Temos que estar sempre no comando de nossa lucidez, nossos sentimentos e de nossas ações, caso contrário, somos conduzidos, tornamo-nos escravos, e não fomes fetos para isso. - g.j.c.jr. 19/3/2015

terça-feira, 17 de março de 2015

NADA VEZES NADA, RESTOS A PAGAR

Não acredito em política, filosofia ou religião qualquer que seja. Acho mesmo que elas muito mais escravizam o homem do que libertam. Não sou a favor desse ou daquele, a camisa que visto é a minha, e já pesa muito. Mas sou a favor da paz e da vida, ainda que ela encerre tanto sofrimento. Viver é o caminho. Felicidade é o destino - g.j.c.jr. - 17/3/2015

ACENDER UM FOGO

No conto “Acender um fogo”, o escritor Jack London narra as agruras que enfrenta um sujeito que se dispõe a enfrentar certa montanha durante o inverno rigoroso, sem preparar-se adequadamente para tal desafio. É o que fazem um bom número de pessoas: entregam-se totalmente desarmadas às situações emocionais, atira-se a uma viagem espiritual de efeitos imprevisíveis sem conhecerem o caminho, sem medirem consequências, e, via de regra, acabam se machucando gravemente devido sua imprudência. Alguns vêm nesse aparente desapego à vida um ato de coragem. Eu não. Acho que é burrice mesmo ou tendência suicida que precisa ser tratada a tempo. E esse desapego deliberado à própria vida é a causa maior do sofrimento humano. É quando suas possibilidades e merecimento estão abaixo de sua vontade, geralmente originada e motivada pelo instinto, de atender às suas necessidades primárias, seu egoísmo e seu orgulho, jamais a razão. – g.j.c.jr. 15/03/2015

CAUSA E EFEITO

É muita cara de pau, senão leviandade, definir como verdade, uma frase retirada de um texto, uma fotografia, uma suposição. Vindo de pessoas pouco esclarecidas, que, infelizmente, ainda são maioria neste país é compreensível, mas vindo de gente culta, acadêmica, que se propõe a ensinar, a falar em nome de Deus, e passa o dia inteiro conectado ás redes sociais, sem que pareça ter coisa melhor a fazer, é absolutamente lastimável. Semeando a discórdia, a animosidade, jamais seremos um país de todos. Tudo o que dermos à vida ela dará a nós, na mesma medida e proporção. Mas em qualquer momento ou circunstância responderemos à nossa consciência, sem jamais nos vermos privados de nossa liberdade de escolha. A lei de causa e efeito é soberana e implacável. Não depende de religião, ciência ou filosofia. É a lei da vida. É a própria vida, porque em tudo atua e tudo transforma dentro de uma lógica e racionalidade. Está acima de tudo o que o ser humano pode conceber. - g.j.c.jr. 17/3/2015

domingo, 15 de março de 2015

ENTRE MENTES

Eles lhe dão a ração e a ilusão. Procuram mantê-lo ocupado o tempo todo, ciente dos acontecimentos, mas sem poder alterá-los. Impõem-lhe necessidades que você não possui. Porque não querem que você pense. E você, vagabundo, derrotado assumido, aceita a situação. Mas se você não pensa você não cria, se não cria não trabalha, e se não trabalha, não adquire conhecimento, não transforma, não foge ao padrão estabelecido, não se liberta. O que eu queria? Mudar o mundo. Na verdade, eu ainda quero. Eu e mais uma meia dúzia de caras feito eu. E é essa vontade, e nada, além disso, que me faz sobreviver – g.j.c.jr. – 15/3/2015
Você encontra, se surpreende, admira, deseja, e se nada acontece é melhor distanciar-se porque senão o belo se deforma diante de seus olhos e a felicidade se torna utopia a ponto de você dela desacreditar. – g.j.c.jr. – 15/3/2015.

domingo, 8 de março de 2015

DE REPENTE

De repente, percebo que me agarro em coisas
Que não podem sustentar o peso de minha dor
Leves, sutis, disformes,
Tais coisas
Feito minha esperança, esvaecida no tempo
Feito o brilho do sol
Ofuscado pela sucessão dos dias
A deitar-se morto na praia
Confundindo-se com as ondas
E as minhas lágrimas
Ali já derramadas
Tantas vezes, tantas
De repente, percebo
Que papel e lápis
Já não traduzem
O peso de minha dor
Que me açoita a cada manhã,
Quando me levanto
Depois que já partiu
O pássaro feliz, cantante
Que veio me despertar
Depois que olho para o céu
O pedaço do céu,
Pequeno como o tempo que me resta
O peso de minha dor, esse
Que me impede de abrigar
O sentimento, aquele
Que não ouso nomear
Que me suplica o silêncio
Vermelho de vergonha
E me faz voltar os olhos para o chão e ensaiar
Tímido, um pedido de perdão
Para aquele outro que no espelho da sala,
Voltado para mim, encontro.
De repente, me dou conta que afinal,
O sol se levanta e se deita
E, imponente, dono de si, o sol,
Vê minha dor e me ignora
O sol, o vento, a lembrança
A esperança de teu olhar
Encontrar de novo
Mas, na sucessão dos dias indiferentes
Tudo passa
O peso de minha dor, entretanto, permanece:
Tua ausência