quinta-feira, 23 de abril de 2015

LIBERTE-SE!

Nunca tivemos tantas oportunidades para nos instruirmos e nos educarmos, adquirirmos conhecimento e cultura, de modo a formar um cabedal de experiências que nos proporcionem sabedoria.
Reprodução
O acesso às informações através de todas as mídias possíveis nos permite compreender as causas e os efeitos dos acontecimentos e compararmos opiniões a respeito dos mesmos.
Mas tudo isso demanda tempo e algum esforço de nossa parte. E é justamente aí que esbarra a nossa possível iniciativa de ir ao encontro daquilo que de fato nos liberta da ignorância: o conhecimento, possível a todos que já compreenderam que são livres para pensar.
Pode-se subtrair tudo de um ser humano, menos a sua capacidade de pensar e de sentir, e é esta a nossa natureza, espíritos imortais que somos: pensamento e sentimento. Pensando e sentindo, agimos, conforme as nossas possibilidades, a nossa vontade, as nossas tendências, boas ou más.
Pensando, sentindo e agindo, influenciamos direta ou indiretamente, na vida das pessoas. Isto revela a nossa responsabilidade perante a vida. A nossa e a dos outros. Porque embora, seres individuais, vivemos em sociedade, onde o dever moral indica que o forte cuida do mais fraco e aquele que sabe ensina aquele que ainda não sabe.
Apesar de todos os meios facilitadores para adquirirmos instrução, cultura, conhecimento, enfim, nos educarmos e assim nos libertarmos da ignorância e atuarmos positivamente na sociedade, contribuindo para o progresso da espécie humana, nós nos deixamos levar por nossos instintos, que nos cobram plena e constante satisfação de nossas aspirações e desejos mais primitivos.
O que demonstra que, embora espíritos de passagem por esse planeta, nós damos muito mais importância às coisas efêmeras do mundo, do que àquelas que realmente nos importam que se resume no esforço que fazemos (ao menos deveríamos) em cultivar valores morais¸ os únicos que podem enfrentar com eficiência os nossos vícios de toda sorte, eliminando-os aos poucos de nós. Porque onde se estabelece a luz, a treva se dissipa.

A rotina a que estamos inseridos, os hábitos inúteis que assimilamos naturalmente, na maioria das vezes sem nos darmos conta, as necessidades absorvidas sob o pretexto de acompanharmos a modernidade, tudo isso ocupa em demasia o nosso tempo, com a nossa conivência, impedindo-nos de termos interesse e buscarmos cultivar não só o conhecimento que liberta da ignorância, mas os valores morais, que são os valores cristãos, imprescindíveis ao nosso progresso espiritual, portanto à nossa felicidade, a qual todos aspiramos, mas que só conquistaremos se fizermos por merecer, dependendo para isso exclusivamente de nossa vontade, iniciativa e esforço. 

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