segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

UNS e OUTROS

Haverá sempre quem ganhe dinheiro com a glória, e haverá sempre quem ganhe dinheiro com a desgraça de um país, e quem ganhe dinheiro com a reconstrução inevitável, oportuna e necessária de um país.

A maneira como a sociedade humana está organizada torna indispensável a produção dos bens de consumo. E produz quem tem o capital. Os governos nada produzem. Eles apenas recebem. E recebem de quem? De quem produz: ou seja, empresários e trabalhadores, os quais, um depende do outro.
O comunismo poderia dar muito certo antes da revolução industrial, mais exatamente ao tempo das cavernas. Se a nossa única preocupação fosse nos alimentar para sobreviver. Poderíamos viver num sistema de troca, onde todos tivessem o suficiente para suas necessidades básicas.
Mas desde aquele tempo, havia o mais forte e o mais fraco dentre nós, o mais capaz e o menos capaz. E alguns dentre nós, já tinham a perniciosa mania de mandar e decidir em nome da maioria.
Desgraçadamente ou não, o ser humano tem uma tendência natural ao progresso. Mesmo instintivamente ele busca sempre melhorar sua condição de vida, motivado por um sentimento que pode, conforme sua escolha, levá-lo ao trabalho e ao progresso ou levá-lo ao desânimo e a destruição, que é a sua insatisfação.
Nós não podemos seguir mais nem completamente à direita e nem completamente à esquerda. Nós temos que encontrar um meio termo. E nós podemos isso. Somos inteligentes o suficiente para tanto.
O que precisa é que ambos os lados deixem o seu orgulho e o seu egoísmo de lado, e passem a pensar e agir na causa do bem comum de toda a sociedade humana.
Já é tempo de abandonarmos Aristóteles e darmos um passo adiante.
Utopia? Até pode ser. Mas os sonhos existem para que, desafiando os limites humanos, se tornem realidade. A construção de uma sociedade fraterna, onde não haja disputa, mas colaboração entre todos, depende único e exclusivamente da boa vontade de cada um de nós. E o que nos impede de ir à luta?


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