sexta-feira, 23 de setembro de 2016

JOÃO E O PÃO



João ia sair ao encontro da namorada, quando a mãe lhe pediu que fosse à padaria comprar o pão.
“Justo agora, pensou João”.
Mas foi mesmo assim.
No caminho até a padaria, entretanto, começou a refletir:
“Calma, lá, João! Agradeça à vida, generosa que tem sido com você, pelo fato de haver pão na padaria pra você comprar, e haver dinheiro em seu bolso, pra poder pagar pelo pão. Agradeça pela saúde que você possui pra poder caminhar até a padaria pra comprar o pão e poder comê-lo ao retornar pra casa, ou até mesmo durante o caminho, como você costuma fazer”.
Reprodução
Já de volta, aquelas ideias ainda permaneciam na sua mente, quando virou a esquina da rua onde morava e deparou-se com uma senhora que lhe suplicou um segundo de atenção. Disse-lhe que estava passando necessidades, que ainda não havia comido naquele dia. A senhora de fato, tinha uma aparência nada boa. Havia tristeza no seu olhar. João, que também já havia passado dias difíceis com sua família, lembrou-se que ao menos um pão poderia oferecer àquela senhora. E foi o que fez.
Naquela noite, enquanto conversava com Estela, a sua namorada, pensou: por que reclamar dos pequenos inconvenientes da vida, se temos tanto a agradecer?

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