quarta-feira, 14 de setembro de 2016

NÚMERO TRÊS



Cometendo os mesmos erros
Alimentando os mesmos vícios
Percorrendo velhos caminhos
Encontrando velhos olhares,
Cada vez mais velhos
Fazendo-se as mesmas perguntas
Ao voltar para casa
Só e sóbrio,
Em meio à noite,
Que passa sem demora
Perdendo espaço aos poucos
Para o sangue esparramado no céu...
Errando, enquanto tenta achar o caminho
Vacilando, todas as vezes
Que se imagina forte
Tropeçando nas mesmas pedras
Curando as mesmas feridas
Em algum canto da casa, amanhece enfim
Em um L da parede, atrás da porta,
Caído no sofá, esquecido
Ou diante do espelho, do banheiro, da sala, de onde?
Faz diferença?
Não! Nunca fez e não será dessa vez
A manhã inicia do mesmo jeito
E do mesmo jeito se levanta
Olha adiante, esquece o que passou, tenta
Sabe que é preciso continuar

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