sexta-feira, 21 de outubro de 2016

PÁGINAS AVULSAS DA VIDA



A noite passada eu tive um sonho lindo, daqueles que renovam as forças e a esperança.
Sonhei que estava na companhia de um amigo querido, de longa data, escritor e poeta, também.
Caminhávamos por uma rua larga, longa, imensa, quase deserta.
Conversávamos os assuntos agradáveis da nossa rotina, que nem todos apreciam.
De repente, estávamos em minha casa.
Uma casa enorme, bonita, grande,
Como deve ser uma casa que seja minha.
Estávamos na garagem, conversando, e um vento forte, avassalador, penetrava por dois vãos, que tinham a proporção áurea.
Um sonho lindo, tão simbólico e significativo, tão importante e revelador.
Talvez ele me traga de volta a certeza que me escapa.
Que se perde a cada dia, um pouco mais, quase sempre.
E confunde a minha mente, e me atormenta.
Que pode novamente me derrotar, mas não me destruir.
Nunca pode, não será dessa vez.
Entre essa estúpida possibilidade e o sonho que descrevo
Eu prefiro ficar com a lembrança adorável que ele me proporciona.
E da presença do meu amigo querido, de longa data,
Tão hábil e mago com as palavras, quanto eu.
É por esses momentos transcendentais;
Que se torna difícil deitar o lápis;
Com o qual se escreve
As páginas avulsas da vida.
Reprodução

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