quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A GENIALIDADE ARTÍSTICA, ADMIRÁVEL PARA QUEM A APRECIA, DETESTÁVEL, POR VEZES, PARA QUEM A PRODUZ.



A atividade artística, qualquer que seja ela, exige método, disciplina, tempo, muito tempo, atualização e aperfeiçoamento constante, para que atinja um nível de excelência. Quem pensa o contrário, por maior que seja sua capacidade inata, seu potencial, jamais sairá do lugar, nunca ultrapassará o nível mediano, a mesmice possível a todos os esforçados. Pode-se alegar que esse ou aquele artista fora um maluco, um destrambelhado, um excedente à regra, e mesmo assim, um gênio. Mas, cabe a pergunta: Quantos gênios assim, a humanidade conheceu? E todos eles, começaram bem e terminaram mal. Por não se sujeitarem à regra, pagaram um preço muito alto por isso, o que lhes custou a felicidade possível,
Reprodução
tornando-lhes a vida um tormento, as suas vidas, e as vidas daqueles que lhes eram próximos. Eram gênios, mas jamais tiveram a exata consciência disso, jamais puderam desfrutar da satisfação que essa genialidade poderia ter lhes proporcionado, senão aquela fugaz do momento único e passageiro da criação, cuja existência, justamente por ser tão rápida, às vezes, imperceptível, devido o estado de consciência alterado de quem a produz, ou seja, o artista, ela deixa dúvidas, se realmente vale a pena, ao artista, sujeitar-se a isso, em benefício dos outros. Porque o artista, quando atinge o nível de genialidade, não é dono de si mesmo, nem mesmo da sua criação.
– g.j.c.jr. – 14/12/2016

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