terça-feira, 23 de maio de 2017

BOM DIA A TODOS!


Façamos o melhor que pudermos com as condições de que dispomos no momento. Essas condições são as melhores possíveis conforme nossa real necessidade e o nosso merecimento. Mas se tais condições não nos satisfazem é preciso então que dediquemos o melhor de nossa capacidade física e intelectual para melhorá-las. Mas façamos sem prejudicar aos outros, portanto, a nós mesmos. Ou nenhum efeito positivo para nós terá nossa iniciativa e nosso esforço. A vida nos retorna exatamente o que a ela oferecemos. Nisso consiste a justiça, que não é a dos homens, pois esta pode ser enganada, e aquela não. – g.j.c.jr. – 22/5/2017

TESTAMENTO (Leia e jogue fora)



Conheça de tudo, experimente de tudo, sem entrar de cabeça, sem entregar-se, sem deixar-se escravizar por nada. É precisamente isso que difere os fortes dos fracos.  Não se permita doutrinar, essa palavra por si só é abominável. Mantenha a mente arejada, aberta, limpa, e o pensamento livre. Não se deixe convencer por nada, porque tudo pode ser modificado e melhorado, sempre, é a lei do progresso, da qual ninguém escapa. Observe as aves, elas ocupam o céu voando. As idéias, portanto, devem passar pela mente, mas não permanecer. Caminhe sempre adiante, e não olhe para trás, jamais, porque o destino não conhece o ontem. Observe as coisas e as pessoas como são, e imagine-as como poderiam ter sido; em fazendo isso, talvez você se torne um artista, e, quando não, um homem sábio. Não sofra por amor, nem você nem ninguém merece isso; amor que não traz felicidade não merece ser vivido, porque simplesmente não é amor. Todos nascem chorando e morrem fedendo. Vida? Que glória pode haver nisso, se aqui, todo poder é uma ilusão, é uma concessão temporária, que serve de corda, para muitos se enfocarem. Não seja o próximo. – g.j.c.jr. – 23/5/2017

segunda-feira, 15 de maio de 2017

A REGRA COMO ALIADA



Dê você o nome que quiser, caro leitor. Seja ele Deus, Javé, Gadu, ou coisa que o valha. Mas, se deixar o orgulho besta de lado, e fazer como o iluminista Voltaire, e perder alguns segundos do seu precioso tempo, para observar a natureza e facilmente chegará à conclusão de que existe sim uma inteligência suprema, causa primária de todas as coisas à frente de tudo o que há sobre a face da Terra e acima das cabeças dos homens.
Reprodução Web
Mas, se você acha que observar a natureza demanda atenção e tempo além daquele que pode dispor, então, perca ao menos um segundinho para tomar conhecimento dessa informação, se já não a possui, numa época como a nossa, em que professores são sumariamente dispensados de suas funções em nome do famigerado Dr. Google. Lá vai: 100 trilhões de células compõe o seu, o meu, o nosso corpo humano, dando forma, cor, conteúdo, enfim, vida; em abundância e constante renovação e aperfeiçoamento, ainda que isto seja para todos nós, algo imperceptível. Quem prova ? A Ciência. E se tudo isto é obra do acaso, arrisco a dizer, então, que temos de mudar o nome de Deus.
Se o assunto lhe interessa sugiro que vá pesquisar sobre temas relacionados como: Sequência de Fibonacci, espiral e proporção áurea.
Para tudo há uma regra estabelecida pela inteligência que deve ser seguida. Se o pedreiro errar a proporção dos elementos que compõe a massa, certamente a edificação ficará comprometida.  O mesmo vale para o quimíco do laboratório farmacêutico, sempre a um passo de transformar remédio em veneno, e vice-versa.
A regra, ao contrário do que preguiçosos e indiferentes com o progresso humano imaginam, facilita a vida ao invés de complicá-la. Quem não obedece às regras da atividade que desempenha está destinado ao fracasso. Ao menos que seja um gênio (mas quantos de nós o são ?) para transgredir a regra vigente e estabelecer outra, de resultado ainda melhor.
Isso não vale apenas para as questões práticas da vida. Vale igualmente para as questões sentimentais, ou emocionais, como queiram. Experimente, arrumar um filho antes do casamento e da formatura, pra ver como tudo ficará muito mais difícil. Porque a regra diz: namore, se forme, case, arrume emprego, moradia e só depois então, contribua para a perpetuação da espécie. Os governos agradecem. Ao menos aqueles que trabalham para o progresso e independência do povo e não para torná-lo refém de promessas jamais cumpridas.
Estes são alguns exemplos, apenas, mas que já servem, presume-se, para ilustrar o que se pretende dizer: não mije para fora do pinico ou caberá à você e mais ninguém limpar a sujeira que fizer na sua própria vida. Isto se você tiver um pingo de dignidade e honra, virtudes que fazem parte da regra observada por todo homem de bem.
*Publicado no Jornal Diário do Rio Claro, edição de 18/5/2017, à pág. 2.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

BRASILEIROS e BRASILEIRAS



Por que a sina do povo brasileiro é sofrer nas mãos dos políticos? Por que desde muito pequenos somos convencidos de que, nascidos pecadores, temos de sofrer com obediência e resignação? Mas onde o nosso direito de nos revoltarmos contra quem nos oprime? Dizer-lhes basta. Avisar-lhes que agora somos nós a empunhar o chicote e a espada e fazermos justiça. A justiça social que jamais fizeram aqueles que, ao longo do tempo, escolhemos para nos representar. Eles têm abusado da nossa paciência, ignorado a nossa boa fé, traído a nossa confiança. E seguem com um discurso que soa como melodia aos nossos ouvidos a cada quatro anos, e que morre no mesmo instante que são proclamados os resultados da vitória deles que deveria também ser a nossa.
E tudo isso acontece, mesmo sendo nós os senhores do nosso destino. Há um abismo colossal entre os nossos legítimos anseios e os objetivos mais sórdidos, perseguidos obstinadamente, por eles, os nossos representantes. Ao menos deveriam ser. Porque, em verdade, apenas representam os seus próprios interesses e os interesses do grupo político do qual fazem parte e do grupo econômico que os financia, na vida pública e na vida privada.
Tem-se a ilusão de que outros farão por nós, o que só compete a nós mesmos, o povo, fazer por nós. Daí a eterna espera, pelo salvador surgido do céu ou da terra, mas que, em verdade, jamais virá. E não virá porque somos dotados de vida em abundância, inteligência, capacidade física e intelectual para trabalharmos e promovermos o progresso desejado por todos e que seja para benefício de todos. Somos livres! Embora tenham nos convencido de que não. E por isso criaram mecanismos, para nós impenetráveis, como os poderes constituídos: Executivo, Legislativo e Judiciário, que deveriam em tese trabalhar para nós porque seus membros são em verdade nossos empregados, embora nem eles e nem nós tenhamos a mínima noção disso. E quando acaso temos a noção de que somos patrões deles, não nos convencemos disso.
Hoje está muito claro para quem enxerga um palmo diante dos olhos que toda a riqueza gerada pela sociedade produtiva, leia-se trabalhadores, empresários, agricultores, etc. serve para sustentar podres poderes, os quais nada retornam para nós, o povo. Daí faltar dinheiro para atender as necessidades básicas do povo, garantidas pela Constituição Federal, também conhecida como Constituição Cidadã. Deveriam eles todos responder por isso, porque entre suas atribuições está a administração e aplicação dos bilionários recursos gerados pelo suor dos brasileiros trabalhadores. Mas não só não respondem como, num ato de cinismo, de descaramento, de escárnio, exigem através de leis esdrúxulas e injustificáveis que nos são impostas goela abaixo, que nós paguemos pelo assalto aos cofres públicos que eles mesmos praticam. Um absurdo! E nós, o povo manso, pacífico, ordeiro, continuamos acreditando em utopias como democracia, justiça divina, lei de retorno, que podem muito bem existirem em outros cantos do mundo, em outros planos de dimensão da vida, mas que inexistem no Brasil, que muitos sonhadores inebriados com suposições e teorias jamais confirmadas imaginam será num futuro breve, o pedaço de chão escolhido para a redenção da humanidade. Pensam em acolher os que vêm de fora, quando se esquecem de acolher os que já estão aqui, os seus, o sangue do seu sangue e a carne da sua carne. Lamentável. Ainda nos falta o espírito de fraternidade na mais verdadeira acepção da palavra, do qual depende o bem comum. Em resumo, o que cada um quer para si não é um país melhor, mas, um bom emprego, uma boa casa e um bom automóvel. Aqueles que os possuem, não estão dispostos a lutar pelo bem da maioria. Sob essa perspectiva, fica fácil entender porque 517 anos depois do início da nossa história, ainda sequer nos convencemos de nossos direitos, e não somos também corajosos e dispostos o suficiente para lutarmos por eles, mesmo que seja para benefício das gerações futuras, e à custa do nosso próprio sacrifício.

*PUBLICADO NA EDIÇÃO DE 03/05/2017, DO JORNAL DIÁRIO DO RIO CLARO, À PÁG. 2. 
*PUBLICADO NA EDIÇÃO DE 05/05/2017, DO JORNAL TRIBUNA 2000 DE RIO CLARO, À PÁG. 7.