sexta-feira, 2 de junho de 2017

CONFISSÕES DO SR. MAX.



Perdoem-me se prefiro as coisas simples da vida, as pessoas simples, próximas, dispostas a um sorriso, a dizer besteiras, a conversar sobre amenidades. Tais pessoas são cada vez mais raras e difíceis de encontrar. Mas eu as prefiro.
Abomino os que se arrogam em doutrinar, convencer, ensinar. Todo conhecimento complexo e profundo sobre as coisas da vida só levou a humanidade a um labirinto do qual não consegue sair.
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Todo conhecimento prático sobre as coisas simples da vida, foi o que nos trouxe até aqui, não sei se para ou para o mal. Haveremos de saber, quem sabe, um dia.
Detesto os botõezinhos dos aparelhinhos cada vez menores que nos colocam o mundo na palma de nossas mãos.
Não me acostumo à velocidade com que as coisas se repetem ou são descartadas, sem que saibamos apreciá-las, dominá-las, incluí-las à nossa tola rotina pela sobrevivência, como fizemos até bem pouco tempo, 30 anos, com o fabuloso Telefunken a cores 21 polegadas. Liga/desliga.
Então eu posso dizer que aos 48 anos estou demais aqui, neste mundinho; estou ultrapassado, desprovido de habilidades e conhecimentos, que considero inúteis, para manter-me entre os que fazem diferença, também conhecidos como os que contribuem para o progresso da humanidade. Bah! Que coisa detestável essa teoria.
Infeliz, desgraçado, perdido, é quem? É aquele que está fora do padrão? Não me convence. Mas talvez, não muito breve, eu me junte a eles.
O que tenho é o que me resta, papel e lápis, e ideias. Para que servem? Pra nada. Mas enfim, pensar e escrever, para alguns, não é a doença é a cura. Veja se me enquadro nesta lista, doutor. E enquanto o senhor decide, eu continuo ouvindo Billy Idol.

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