domingo, 13 de agosto de 2017

PARSIFAL



Já consegui o que queria
Já tenho o suficiente
Já tirei minhas conclusões
Já pus abaixo o que estava à minha frente
Já calei dentro de mim, as vozes que me perturbavam
Agora será do meu jeito
Tomo o cavalo
Risco a espora
E me vou
Levando o escudo e a espada
O manto cingido, sagrado, vermelho
Vou por caminhos desconhecidos
Sem saber o que nem onde encontrar
Nem mesmo quem
Embora isso pouco importe
Espírito livre sou
Não admito teorias
Não reconheço poder algum
Não bebo da sabedoria alheia
Não me alimento de esperanças outras
Ninguém me fala o que devo
E nem me mostra o que não devo
Não me ajoelho perante nada
Nem beijo a mão de ninguém
Não reconheço no outro resposta
Que me valha um minuto de atenção


Por que deveria se cegos são?
Tanto quanto eu e qualquer um
De tudo e por tudo o ponto final é o mesmo
A conclusão, uma
Por que me sujeitar?
Ninguém me toma minha liberdade
É nela e somente nela
Que vivo e permaneço
Seguindo em frente, sempre.
A espada perfura, transpassa, encontra o chão
Se isto é vitória, não me serve.

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